Este é um serviço gratuito de acompanhamento das Eleições Brasileiras de 2026, produzido a partir de monitoramento eleitoral da imprensa. Briefings diários são publicados de segunda a sábado, com resumo semanal aos domingos. Cobertura: notícias publicadas entre 10/05/2026 e 16/05/2026.
Panorama da semana
A semana foi marcada pela posse do ministro Kassio Nunes Marques na presidência do Tribunal Superior Eleitoral, em 12 de maio, com André Mendonça como vice — pela primeira vez ministros indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) comandam o TSE durante uma eleição. No mesmo ato, o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro estiveram juntos pela primeira vez como pré-candidatos ao Planalto. Dias depois, em 13 de maio, o Supremo Tribunal Federal elegeu Dias Toffoli para a vaga efetiva no TSE deixada por Cármen Lúcia, que renunciou ao restante do mandato; o ministro Flávio Dino assumiu o posto de substituto.
No Congresso, a decisão do ministro Alexandre de Moraes de suspender a aplicação da Lei da Dosimetria — sancionada após a derrubada do veto de Lula em abril — manteve aceso o confronto institucional. A federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) protocolou Ação Direta de Inconstitucionalidade contra a norma, enquanto a oposição articula uma PEC da Anistia para os condenados pelos atos de 8 de janeiro. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou que a Casa defenderá no Supremo a aplicabilidade da lei.
No campo presidencial, o senador Flávio Bolsonaro consolidou a equipe de pré-campanha, fechou palanque em Minas Gerais com o Republicanos do senador Cleitinho Azevedo e participou de eventos em Santa Catarina, em Sorocaba e em Campinas — onde lançou Guilherme Derrite (PP-SP) ao Senado paulista ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do senador Sergio Moro (PL-PR). O ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) desistiu de disputar a Presidência e oficializou, em 16 de maio, sua pré-candidatura ao governo do Ceará. No mesmo sábado, o Democracia Cristã anunciou a filiação do ex-presidente do STF Joaquim Barbosa como pré-candidato à Presidência, em meio a crise interna do partido com Aldo Rebelo.
O presidente Lula reagiu com pacote bilionário de segurança pública (R$ 1,06 bilhão do Orçamento e R$ 10 bilhões via BNDES), com a revogação da “taxa das blusinhas” — tributo criado pelo próprio governo em 2024 — e com aceleração da agenda de obras. Ao mesmo tempo, ordenou à Secretaria de Relações Institucionais o mapeamento de cargos do centrão na máquina federal para retaliar parlamentares que derrubaram o veto à Lei da Dosimetria e rejeitaram Jorge Messias ao STF.
Foram divulgadas seis pesquisas nacionais (Futura/Apex, Genial/Quaest, Gerp, Vox Brasil, Datafolha e levantamento Datafolha sobre violência política), além de levantamentos estaduais da Real Time Big Data (Mato Grosso do Sul e Goiás), da Paraná Pesquisas (Paraná e Bahia) e da AtlasIntel (Maranhão e Amazonas). O quadro geral é de equilíbrio no 2º turno entre Lula e Flávio, com variações regionais expressivas.
Eleição Presidencial
Flávio Bolsonaro escolhe Marcello Lopes para coordenar a comunicação da pré-campanha. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) definiu o publicitário Marcello Lopes, conhecido em Brasília como Marcelão, para a coordenação de comunicação da campanha presidencial. Dono da Cálix Propaganda, ex-policial civil do Distrito Federal e avesso ao rótulo de marqueteiro, Lopes prepara a saída da empresa para assumir oficialmente em junho. Marcos Carvalho ficará à frente das redes sociais e Fernando Pessoa, assessor de longa data do senador, assume papel central na estrutura digital. A linha estratégica, segundo integrantes da equipe, será amparada em dados: pesquisas qualitativas indicam que a rejeição a Flávio decorre da rejeição a Jair Bolsonaro, mas pode ser revertida com a presença mais frequente da esposa Fernanda e das duas filhas, sob a mensagem de que o senador é “pai de menina”. Aos 45 anos, Flávio também é apresentado como contraste etário a Lula, de 80 anos, sob o mote “o Brasil tem futuro”. (Fonte: Folha de S.Paulo, 10/05, link)
Senador resgata aliados escanteados no governo Bolsonaro para reduzir dependência do núcleo familiar. A estrutura da pré-campanha de Flávio recebeu Vicente Santini, ex-secretário nacional de Justiça e ex-assessor da Presidência, na coordenação executiva; o publicitário Marcos Aurélio Carvalho, que havia perdido espaço com a ascensão do grupo digital ligado a Carlos Bolsonaro, foi reincorporado; e o economista Marcos Cintra, ex-equipe de Paulo Guedes, voltou ao entorno. Aliados leem o movimento como tentativa de “tirar parte do controle da comunicação das mãos do núcleo familiar” e construir uma estrutura mais profissionalizada. (Fonte: O Globo, 13/05, link)
Flávio fecha palanque com o Republicanos em Minas Gerais e descarta aliança com aliado de Zema. Em reunião em Brasília em 12 de maio com o coordenador da pré-campanha Rogério Marinho (PL-RN), o presidente estadual do PL em Minas, Zé Vitor, e o empresário Flávio Roscoe, o senador Flávio Bolsonaro interrompeu as tratativas com o governador Mateus Simões (PSD), aliado de Romeu Zema (Novo), e avançou na construção de palanque comum com o Republicanos para o segundo maior colégio eleitoral do país. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, esteve com o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), favorito do partido para encabeçar a chapa ao governo mineiro — Cleitinho lidera a pesquisa Quaest no estado com 30% a 37%. Segundo Marinho, o palanque deve ser fechado em até 15 dias, com evento de Flávio em Minas em 1º de junho. (Fontes: O Globo, 12/05, link; Poder360, 12/05, link)
Posse de Nunes Marques no TSE marca o primeiro encontro de Lula e Flávio como pré-candidatos. Na cerimônia em 12 de maio, o ministro Kassio Nunes Marques assumiu a presidência do Tribunal Superior Eleitoral. Lula e Flávio Bolsonaro estiveram sentados na mesa solene, no primeiro encontro entre os dois como pré-candidatos ao Planalto. Ao chegar, Flávio afirmou que aguarda atuação “isenta” e “neutra” da Corte: “O que o povo brasileiro viu nas eleições de 2022 foi muito lamentável. O próprio presidente do TSE desequilibrando a disputa. Espero neutralidade, nada além disso”, declarou, em referência ao então presidente Alexandre de Moraes. Comparou o TSE a árbitro que “não pode aparecer no jogo” e disse que cumprimentaria Lula caso o encontrasse. (Fontes: O Globo, 12/05, link; O Globo, 12/05, link)
Áudios entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro vêm a público; senador confirma o contato, descarta dinheiro público e cobra CPMI do Master. O site The Intercept Brasil divulgou em 13 de maio mensagens e áudios em que o senador pede aporte ao ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para a produção do longa-metragem “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro estrelada por Jim Caviezel e dirigida por Cyrus Nowrasteh. Em nota, Flávio classificou a negociação como “patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de Lei Rouanet”. Afirmou ter conhecido o banqueiro em dezembro de 2024, “quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro”, disse não ter oferecido vantagens em troca, não ter promovido encontros privados fora da agenda e não ter recebido “dinheiro ou qualquer vantagem”, e cobrou a instalação imediata da CPMI do Banco Master no Congresso. O deputado Mário Frias (PL-SP), produtor executivo do longa, confirmou que Flávio “não tem qualquer sociedade no filme ou na produtora”: seu papel se limitou “à cessão dos direitos de imagem da família e, naturalmente, ao peso que seu sobrenome agrega na hora de atrair investidores”, e a produtora “não recebeu um único centavo” diretamente de Vorcaro. (Fontes: Veja, 13/05, link; Gazeta do Povo, 13/05, link; O Globo, 13/05, link)
Tarcísio de Freitas defende Flávio publicamente: “Não atrapalha”. Em coletiva em 14 de maio, o governador de São Paulo afirmou que o senador Flávio Bolsonaro “imediatamente procurou dar todos os esclarecimentos” e deve continuar respondendo aos questionamentos. Classificou o episódio como “muito ruim”, mas declarou que “não atrapalha” a pré-candidatura presidencial e disse que “o escândalo do Master está no centro das atenções de todos os brasileiros”. (Fonte: Veja, 14/05, link)
Ronaldo Caiado prega unidade da direita: “fundamental é derrotar o PT”. O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) gravou vídeo em 14 de maio em que classifica o episódio como “falha de ordem pessoal” e defende que o foco do campo da direita é “fazer com que a centro-direita brasileira não se divida, não rompa essa unidade, para que possamos, aí sim, aquilo que é o fundamental, derrotar o PT e o Lula nas urnas, no segundo turno”. Em Campo Grande, em 15 de maio, Caiado afirmou que não fará “juízo de valor” sobre Flávio e concentrou as críticas no governo Lula: “o PT corre contra o tempo para sequestrar a imagem do Flávio e fazer com que a discussão das eleições seja em torno do escândalo do Banco Master, e não em torno da incompetência do governo Lula”. (Fontes: Veja, 14/05, link; G1, 15/05, link)
Sergio Moro assina CPMI do Banco Master e sai em defesa de Flávio. O senador e pré-candidato ao governo do Paraná Sergio Moro (PL-PR) declarou em redes sociais em 15 de maio: “Eu e toda a oposição, inclusive Flávio Bolsonaro, já assinamos a CPMI do Banco Master. Flávio Bolsonaro apresentou suas explicações sobre o episódio, que está sendo explorado pelo PT, e reiterou seu posicionamento favorável à instalação da comissão. (…) Quem não deve, não teme”. (Fonte: Veja, 15/05, link)
Diretório do Novo no Paraná, comandado por Deltan Dallagnol, critica vídeo de Zema contra Flávio. O diretório estadual do Novo no Paraná, liderado pelo ex-coordenador da Lava Jato Deltan Dallagnol — que disputa o Senado em chapa com Moro —, divulgou nota em 14 de maio classificando como “precipitada” a divulgação do vídeo em que Romeu Zema (Novo) chama de “imperdoável” a conversa entre Flávio e Vorcaro. A nota afirma que “posicionamentos públicos dessa natureza devem observar alinhamento prévio com a convenção nacional do partido” e reitera que “a aliança entre PL e Novo no Paraná permanece sólida”. Em 16 de maio, em Belo Horizonte, Zema disse que a crítica é “página virada” e que não houve ruptura, mas evitou pedido explícito de desculpas. (Fontes: Folha de S.Paulo, 14/05, link; Estadão, 16/05, link)
Rogério Marinho garante a candidatura de Flávio: “Será o nosso candidato”. Em entrevista à CNN Brasil em 15 de maio, o coordenador da pré-campanha afirmou: “Evidente que ele conta com a nossa confiança. Será o nosso candidato e vencerá eleições. Não há nenhuma especulação por parte do comando do partido, da grande maioria dos deputados e senadores”. Marinho disse que a agenda de viagens de Flávio segue mantida e que o partido tem “muita segurança” de que as tratativas com Vorcaro envolveram especificamente o patrocínio do filme. (Fonte: CNN Brasil, 15/05, link)
Jair Bolsonaro orienta o filho a “ficar firme” e descarta Michelle como opção. Em entrevista à CNN Brasil em 14 de maio, o senador afirmou que conversou na noite anterior com o pai, em prisão domiciliar, logo após a divulgação do áudio: “Ele me disse pra ficar firme, pois não havia absolutamente nada de errado com o filme e que nada melhor do que a verdade para esclarecer os fatos”. Segundo Flávio, o ex-presidente descartou a hipótese de Michelle Bolsonaro assumir a disputa pela Presidência. (Fonte: Poder360, 14/05, link)
Flávio em Sorocaba: “Não vou desistir” e “ele está com o diabo e nós estamos com Deus”. Em ato de lançamento da pré-candidatura de Guilherme Derrite ao Senado, em Campinas, em 15 de maio, com Tarcísio de Freitas e Sergio Moro, Flávio afirmou: “O Bolsonaro merece ou não merece um filme? Ele merece e a gente vai fazer. E a gente busca recursos privados”, e tratou a eleição presidencial como decidida em outubro. Em 16 de maio, em Sorocaba (SP), o senador reforçou: “Não abaixem a cabeça, estufem o peito, porque a força está do nosso lado, a verdade está do nosso lado. (…) Ele está com o diabo e nós estamos com Deus”, em referência a Lula. (Fontes: O Globo, 15/05, link; Estadão, 16/05, link; Poder360, 16/05, link)
Ciro Gomes desiste da Presidência e lança pré-candidatura ao governo do Ceará. O ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) comunicou ao presidente nacional do partido, Aécio Neves, em 11 de maio, que não disputará a Presidência. Em 16 de maio, em Fortaleza, lançou a pré-candidatura ao governo cearense, anunciou o convite ao ex-prefeito Roberto Cláudio (União Brasil) para vice e atacou Camilo Santana (PT) e o irmão Cid Gomes (PSB). O PL cearense, liderado pelo deputado André Fernandes, declarou apoio à chapa de Ciro, contrariando posição da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que defendia o senador Eduardo Girão (Novo) para a disputa estadual. (Fontes: O Globo, 11/05, link; Estadão, 16/05, link; Veja, 14/05, link)
DC filia Joaquim Barbosa e tenta substituir Aldo Rebelo; ex-ministro da Defesa recusa. O Democracia Cristã anunciou em 16 de maio que o ex-presidente do STF Joaquim Barbosa, 71, filiado ao partido em 2 de abril, é seu novo pré-candidato à Presidência. O presidente nacional da sigla, João Caldas, disse ao Estadão/Broadcast que a troca por Aldo Rebelo “já foi feita pelo povo” — Rebelo não pontuou nas pesquisas. Procurado, Barbosa não confirmou. Rebelo manteve a pré-candidatura em nota: “Candidaturas são projetos coletivos e não de grupos e interesses específicos. Fui escolhido para levar adiante um projeto de união e desenvolvimento do Brasil”. (Fontes: Estadão, 16/05, link; Folha de S.Paulo, 16/05, link; Poder360, 16/05, link)
Destaques da semana
- Lula caminha sem camisa 16 dias após cirurgia (Folha, 10/05)
- Flávio diz que “Brasil vai aposentar Lula” em SC (Poder360, 10/05)
- Ciro Gomes desiste do Planalto e lançará governo no CE (O Globo, 11/05)
- Posse de Nunes Marques no TSE marca novo ciclo (O Globo, 12/05)
- Lula lança Brasil Contra o Crime Organizado (Gazeta do Povo, 12/05)
- Lula assina MP que zera a “taxa das blusinhas” (G1, 12/05)
- Flávio fecha palanque com Republicanos em Minas Gerais (O Globo, 12/05)
- Quaest: Lula 42% × Flávio 41% no 2º turno (Poder360, 13/05 — metodologia detalhada na seção Pesquisas Eleitorais)
- STF elege Toffoli para o TSE e Dino assume como substituto (O Globo, 13/05)
- Tarcísio defende Flávio: “Não atrapalha” (Veja, 14/05)
- Caiado prega unidade: “fundamental é derrotar o PT” (Veja, 14/05)
- Gerp: Flávio 50% × Lula 43% no 2º turno (Poder360, 14/05 — metodologia na seção Pesquisas Eleitorais)
- Operação Sem Refino atinge Cláudio Castro com bloqueio de R$ 52 bi (O Globo, 15/05)
- PGR denuncia Romeu Zema por calúnia contra Gilmar Mendes (O Globo, 15/05)
- Marinho garante candidatura de Flávio (CNN Brasil, 15/05)
- Datafolha: Lula e Flávio empatam em 45% no 2º turno (Estadão, 16/05 — metodologia na seção Pesquisas Eleitorais)
- Joaquim Barbosa filia-se ao DC e tenta substituir Aldo Rebelo (Estadão, 16/05)
- Ciro Gomes lança pré-candidatura ao governo do Ceará (Estadão, 16/05)
Governo Lula
Lula lança Brasil Contra o Crime Organizado, com R$ 1,06 bilhão do Orçamento e R$ 10 bilhões via BNDES. Em cerimônia no Palácio do Planalto em 12 de maio, o presidente apresentou o programa estruturado em decreto e quatro portarias, dividido em quatro eixos: asfixia financeira das facções (R$ 388,9 milhões), segurança máxima em 138 unidades prisionais (R$ 330,6 milhões), ampliação do esclarecimento de homicídios (R$ 201 milhões) e enfrentamento ao tráfico de armas (R$ 145,2 milhões). Os R$ 10 bilhões adicionais via BNDES serão acessíveis apenas a estados que aderirem ao plano. O pacote cria uma Força Integrada de Combate ao Crime Organizado Nacional, amplia o Comitê de Inteligência Financeira e Recuperação de Ativos e prevê um Centro Nacional de Inteligência Penal. O presidente da Câmara, Hugo Motta, compareceu; o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), faltou ao evento. No discurso, Lula afirmou que o crime “muitas vezes está no meio empresarial, no Judiciário e no Congresso” e voltou a condicionar a criação do Ministério da Segurança Pública à aprovação, pelo Senado, da PEC da Segurança, parada na Casa há dois meses. (Fontes: Gazeta do Povo, 12/05, link; CartaCapital, 12/05, link; CNN Brasil, 12/05, link)
Coluna de José Casado classifica o plano como “improviso” a vinte semanas das eleições. O colunista José Casado, em texto na Veja, descreveu o pacote como “improviso” voltado ao “marketing da reeleição”. Segundo Casado, “nada foi combinado com os governos estaduais nem com o Congresso Nacional”, e a iniciativa marca uma mudança de discurso: depois de onze anos e quatro meses em três mandatos, Lula passa a admitir parte da responsabilidade federal pela crise de segurança, tema que até aqui era atribuído majoritariamente aos estados. A coluna lembra que a série de iniciativas anunciadas pelo governo soma mais de R$ 140 bilhões, valor equivalente ao crédito extraordinário aprovado pelo Congresso na transição de governo, em dezembro de 2022. (Fonte: Veja, 12/05, link)
Lula assina MP que zera a “taxa das blusinhas” — tributo criado pelo próprio governo. A menos de cinco meses das eleições, o presidente assinou em 12 de maio Medida Provisória que zera o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, no programa Remessa Conforme. A cobrança havia sido criada pelo próprio governo Lula, com aprovação do Congresso, em meados de 2024; em 2025, rendeu R$ 5 bilhões à Receita Federal, e os quatro primeiros meses de 2026 já somavam R$ 1,78 bilhão. Pesquisa citada pela Gazeta do Povo apontou em abril que 62% dos brasileiros avaliavam a taxa como erro. Em nota no X, a conta oficial do Governo do Brasil escreveu: “A-CA-BOU a taxa das blusinhas! O Governo do Brasil tá do lado do povo brasileiro”. O ICMS estadual de até 20% sobre essas compras permanece. (Fontes: G1, 12/05, link; Gazeta do Povo, 12/05, link)
Presidente pede levantamento de cargos do centrão para retaliar derrotas no Congresso. Reportagem da Folha aponta que Lula determinou à Secretaria de Relações Institucionais o mapeamento de cargos indicados pelo centrão, com vistas a retaliar parlamentares que colaboraram com a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF e com a derrubada do veto à Lei da Dosimetria. A ordem é demitir “sem alarde, pingados”, em cargos de ponta, para evitar um “exoneraço”. Davi Alcolumbre, avaliado por aliados de Lula como articulador da derrota de Messias, será poupado em um primeiro momento: o governo nomeou indicado seu para diretoria da Codevasf e empenhou R$ 21,7 milhões em emendas individuais do senador, além de R$ 249,2 milhões em emendas de bancada do Amapá após a derrota. (Fonte: Folha de S.Paulo, 12/05, link)
Alcolumbre falta ao lançamento do programa de segurança e não aplaude Messias na posse do TSE. Em 12 de maio, o presidente do Senado faltou ao Palácio do Planalto na cerimônia de lançamento do Brasil Contra o Crime Organizado, apesar de convidado. À noite, na posse de Nunes Marques no TSE, foi o único integrante da mesa solene que não aplaudiu o advogado-geral da União, Jorge Messias, quando este foi homenageado pelo presidente da OAB, Beto Simonetti — Messias recebeu 30 segundos de palmas. A cena foi captada pela transmissão oficial. Em paralelo, Alcolumbre articula a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) ao TCU, movimento que contraria o desejo de Lula de manter Pacheco como aposta no governo de Minas. (Fontes: O Globo, 12/05, link; O Globo, 12/05, link)
Governo prepara decretos para apertar regras sobre plataformas digitais antes da campanha. Reportagem do Metrópoles indica que o Planalto discute dois decretos para entrar em vigor às vésperas do início da campanha. O primeiro regulamenta o Marco Civil da Internet em linha com a recente decisão do STF, prevê responsabilização das plataformas por “falha sistêmica” na não remoção imediata de conteúdos associados a crimes graves — terrorismo, induzimento ao suicídio, crimes sexuais e “atos antidemocráticos” —, com prazo de até duas horas após notificação e fiscalização pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados. O segundo trata da proteção de mulheres no ambiente digital e do combate a páginas “red pill”. Os textos estão sendo discutidos pelos ministérios da Justiça, das Mulheres e da Secom. Nas discussões internas, o governo foi alertado de que as medidas podem provocar “autocensura” das plataformas. (Fonte: Metrópoles, 11/05, link)
Lula anuncia R$ 2,2 bilhões para tratamento de câncer pelo SUS em Barretos e provoca Flávio: “aqui não tem dinheiro do Vorcaro”. Em discurso no Hospital de Amor de Barretos (SP) em 15 de maio, o presidente anunciou pacote de R$ 2,2 bilhões para tratamento de câncer pelo SUS, com nova tabela para 23 medicamentos oncológicos de alto custo, financiamento permanente de cirurgia robótica para câncer de próstata e ampliação do acesso à reconstrução mamária. Segundo o Ministério da Saúde, as ações devem beneficiar cerca de 112 mil pacientes. Lula também afirmou ter pedido três vezes a Donald Trump a prisão e a extradição de Ricardo Magro, dono da Refit, alvo da operação Sem Refino. Ao falar sobre inteligência artificial nas eleições, provocou Flávio Bolsonaro e Vorcaro: “Aqui, nesse hospital, não tem dinheiro do Vorcaro”. (Fontes: SBT News, 15/05, link; O Globo, 15/05, link; Estadão, 15/05, link)
Lula defende veto à inteligência artificial nas eleições e diz que “não aceitará” uso na própria campanha. Em discurso na entrega de unidades do Minha Casa, Minha Vida em Camaçari (BA) em 14 de maio, Lula defendeu as restrições aprovadas pelo TSE ao uso de IA nas 72 horas anteriores e nas 24 horas posteriores à votação e sugeriu a senadores aliados a apresentação de medida legislativa que vete o uso da ferramenta no período eleitoral: “se a gente quiser, a gente pode fazer o ‘Lula’ artificial, fazer comício em 27 estados (…). E confesso a vocês, um cidadão que aprendeu a ter caráter com a Dona Lindu não aceitará IA para fazer campanha política”. Classificou o plano de Nunes Marques como “maravilhoso”. (Fontes: G1, 14/05, link; Estadão, 14/05, link)
PF substitui delegado que conduzia inquérito sobre desvios no INSS e havia pedido apuração contra Fábio Luís Lula da Silva. A Polícia Federal trocou em 15 de maio o delegado Guilherme Figueiredo Silva, chefe da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários e responsável pela condução do inquérito sobre desvios no INSS, que apurava menções ao filho mais velho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva (“Lulinha”). Guilherme havia pedido a prisão de Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, e a quebra de sigilo bancário de Lulinha, autorizada pelo ministro André Mendonça (STF). A direção da PF não informou se a saída foi a pedido do próprio delegado ou por decisão do comando. Mendonça reuniu-se com a equipe da PF e pediu esclarecimentos sobre a troca. (Fonte: Estadão, 15/05, link)
Governo Lula discute projeto para limitar penduricalhos de servidores acima do teto constitucional. O Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos discute proposta legislativa para limitar bônus, gratificações e indenizações que permitem a parcela dos servidores receber rendimentos acima do teto de R$ 46.366,19, conforme antecipou a Folha. A discussão ganhou força após decisão do STF que restringiu “penduricalhos” para membros do Judiciário e do Ministério Público até que o Congresso aprove lei sobre o tema. A proposta atingirá principalmente verbas de natureza indenizatória, como diárias e auxílios. (Fonte: Folha de S.Paulo, 15/05, link)
Wolney Queiroz promete zerar fila do INSS até outubro e ANEMA mobiliza salário-maternidade represado. O ministro da Previdência Social afirmou ao PodNews em 10 de maio que o governo trabalha para zerar a fila do INSS até setembro ou outubro deste ano e que o Planalto deve anunciar nas próximas semanas pacote de medidas para reduzir o tempo de espera por benefícios. Segundo o ministro, o tempo médio caiu de 81 dias em fevereiro para 66 dias em abril; o estoque atual é de 2,6 milhões de requerimentos, número que inclui pedidos dentro do prazo legal, duplicados ou pendentes de documentação. Em paralelo, o INSS montou força-tarefa para avaliar 61 mil pedidos de salário-maternidade represados há mais de um mês, em alusão ao Dia das Mães. (Fontes: SBT News, 10/05, link; Folha de S.Paulo, 10/05, link)
Lula reage com pacote de benesses na pré-campanha e vê caso Master atingir adversários. Reportagem de análise da Folha em 16 de maio sintetiza a sequência de duas semanas: depois da derrota histórica com a rejeição de Messias e da derrubada do veto à Lei da Dosimetria, Lula intensificou o tom contra adversários, divulgou subvenção para conter o preço dos combustíveis (impacto de até R$ 2,4 bilhões), revogou a “taxa das blusinhas” e usou a viagem aos Estados Unidos para tentar reposicionar a pré-campanha. A área econômica, incluindo o vice Geraldo Alckmin, foi voto vencido na revogação da taxa. (Fonte: Folha de S.Paulo, 16/05, link)
Pesquisas Eleitorais
Datafolha nacional — divulgada em 16/05
Metodologia. Campo: 12 e 13 de maio. Amostra: n=2.004 entrevistados de 16 anos ou mais, em 139 municípios. Método: presencial em pontos de fluxo. Margem: ±2pp (intervalo de confiança 95%). Registro TSE: BR-00290/2026. Contratante: Folha da Manhã. O instituto ressalta que a maior parte das entrevistas foi realizada antes da divulgação dos áudios de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro (13/05).
Intenção de voto presidencial. No cenário estimulado de 2º turno, Lula e Flávio Bolsonaro empatam com 45% cada, com 9% em branco ou nulo e 1% sem opinião. Em abril, ambos estavam em empate técnico no mesmo cenário. Contra Romeu Zema, Lula tem 46% e o ex-governador, 40%; contra Ronaldo Caiado, Lula registra 46% e o ex-governador goiano, 39% — em ambos os casos, o petista abriu vantagem em relação a abril. No 1º turno estimulado, Lula aparece com 38% e Flávio com 35% (empate técnico); Zema e Caiado têm 3% cada, Renan Santos (Missão) 2% e Cabo Daciolo (Mobiliza) 1%. Em cenário com Ciro Gomes (PSDB) — que oficializou pré-candidatura ao governo do Ceará —, Lula tem 37% e Flávio 34%, Ciro 5%, Zema 4%, Caiado, Renan Santos e Augusto Cury (Avante) com 2% cada. Na pergunta espontânea, Lula lidera com 27%, Flávio tem 18%, Jair Bolsonaro (inelegível) é citado por 3% e Caiado por 1%; 39% afirmam não saber em quem votar. Entre eleitores que se autodeclaram independentes (não bolsonaristas e não petistas), Flávio teria 38% e Lula 32% em 2º turno, com 27% em branco ou nulo.
Rejeição. Lula é rejeitado por 47% dos entrevistados, Flávio por 43%, Zema por 15% e Caiado por 13% — Zema e Caiado, porém, são desconhecidos por mais da metade do eleitorado.
Avaliação do governo. O governo Lula é desaprovado por 51% e aprovado por 45% — quadro estável em relação a abril. Em avaliação por desempenho, 39% consideram a gestão “ruim ou péssima”, 30% “boa ou ótima” e 29% “regular”. Em recorte por expectativas, 59% afirmam que Lula fez menos do que se esperava e 47% avaliam que o governo teve mais derrotas que vitórias.
(Fontes: Estadão, 16/05, link; Folha de S.Paulo, 16/05, link; Folha de S.Paulo, 16/05, link; O Globo, 16/05, link; CNN Brasil, 16/05, link)
Genial/Quaest nacional — divulgada em 13/05
Metodologia. Campo: 8 a 11 de maio. Amostra: n=2.004 entrevistados de 16 anos ou mais. Margem: ±2pp (intervalo de confiança 95%). Registro TSE: BR-03598/2026. Custo: R$ 433.255,92. Contratante: Banco Genial.
Intenção de voto presidencial. No 2º turno, Lula aparece com 42% contra 41% de Flávio Bolsonaro — empate técnico com retorno do petista à liderança numérica após a rodada anterior, em que Flávio havia ultrapassado o presidente pela primeira vez. Lula vence Zema, Caiado e Renan Santos nos demais cenários de 2º turno. No 1º turno, Lula tem 39% e Flávio, 33%. A rejeição é de 54% para Flávio e 53% para Lula.
Avaliação do governo. Desaprovação de 49% e aprovação de 46%; 34% classificam a administração como “positiva”, 25% como “regular” e 39% como “negativa”.
Itens de conjuntura. 60% dizem que a reunião de Lula com Donald Trump em 7 de maio foi boa para o Brasil; 43% acreditam que o petista sai “politicamente fortalecido” do encontro; 50% consideram o Desenrola 2.0 boa ideia.
(Fontes: Poder360, 13/05, link; Poder360, 13/05, link; Poder360, 13/05, link)
Gerp nacional — divulgada em 14/05
Metodologia. Campo: 8 a 12 de maio. Amostra: n=2.000 entrevistados em território nacional. Margem: ±2,24pp. Nível de confiança: 95,55%. Registro TSE: BR-03369/2026. Custo: R$ 20.000, com recursos próprios da Gerp Mercadologia Ltda. O campo foi concluído antes da divulgação do áudio de Flávio com Vorcaro.
Intenção de voto presidencial. No 2º turno, Flávio Bolsonaro tem 50% e Lula, 43%. Em outros cenários, Lula vence o inelegível Pablo Marçal e empata tecnicamente com Ciro Gomes, Zema e Caiado. Nos cenários estimulados de 1º turno, Flávio e Lula aparecem tecnicamente empatados, com diferença numérica de 2 pontos a favor do senador. Entre os eleitores declarados em Lula, 83% afirmam decisão “totalmente definida”; entre os de Flávio, também 83%.
Avaliação do governo. 40% aprovam e 54% desaprovam; 32% classificam a gestão como “boa” ou “ótima”, 19% como “regular” e 47% como “ruim” ou “péssima”. Rejeição: 49% para Lula, 41% para Flávio.
(Fontes: Gazeta do Povo, 14/05, link; Poder360, 14/05, link; Poder360, 14/05, link)
Vox Brasil nacional — divulgada em 15/05
Metodologia. Campo: 9 a 12 de maio. Amostra: n=2.100 entrevistas em território nacional. Margem: ±2,15pp (IC 95%). Registro TSE: BR-02423/2026. Custo: R$ 50.000, recursos próprios. O instituto ressalta que o campo foi concluído antes da divulgação do áudio em 13 de maio.
Intenção de voto presidencial. No 2º turno, Flávio Bolsonaro registra 43,8% e Lula 40,2% — diferença acima da margem de erro. Em dois cenários estimulados de 1º turno, Flávio varia entre 36,5% e 37,8% e Lula entre 34,3% e 35,1%.
Rejeição e avaliação. 54,1% dos entrevistados rejeitam Lula e 39,3% rejeitam Flávio. Na avaliação do governo, 51,5% desaprovam e 45,1% aprovam; 3,4% sem opinião.
(Fontes: Poder360, 15/05, link; Poder360, 15/05, link; Poder360, 15/05, link)
Futura/Apex nacional — divulgada em 11/05
Metodologia. Campo: 4 a 8 de maio. Amostra: n=2.000 entrevistados de 16 anos ou mais em todo o Brasil. Margem: ±2,2pp. Confiança: 95%. Registro TSE: BR-03678/2026. Custo: R$ 160 mil. Contratante: o próprio instituto.
Intenção de voto presidencial. No 2º turno, Flávio aparece com 46,9% e Lula com 44,4%. No 1º turno, os dois aparecem tecnicamente empatados. Em cenários sem Lula, Flávio abre vantagem sobre Fernando Haddad (PT) em 1º e 2º turnos; Lula vence Caiado e Zema em 2º turno e empata com Ciro Gomes (PSDB).
Avaliação do governo e rejeição. Lula é desaprovado por 51,8% e aprovado por 44,9%; 45,7% consideram a gestão “ruim” ou “péssima”, 15,6% “regular” e 37,5% “ótima” ou “boa”. Rejeição: 47,4% para Lula, 43,8% para Flávio. Reprovação do Congresso é de 60,1% (contra 26,1% de aprovação); STF reprovado por 54,3% e aprovado por 33,9%.
(Fontes: Poder360, 11/05, link; Poder360, 11/05, link; Poder360, 11/05, link)
Real Time Big Data em Mato Grosso do Sul — divulgada em 12/05
Metodologia. Campo: 9 a 11 de maio. Amostra: n=1.600 entrevistas. Margem: ±2pp (IC 95%). Registros TSE: MS-06412/2026 (estadual) e BR-04762/2026 (presidencial). Custo: R$ 64.000, recursos próprios.
Intenção de voto presidencial em MS. Em 2º turno, Flávio Bolsonaro tem 51% e Lula 34% entre os sul-mato-grossenses; brancos/nulos somam 8% e indecisos 7%. Em dois cenários de 1º turno, Flávio se mantém estável em 43%, contra 30% (cenário 1) e 29% (cenário 2) de Lula, com Caiado em 5%, Renan Santos em 3%, Zema em 2% e Ciro Gomes em 2% (cenário 2). Avaliação do governo federal: 66% desaprovam e 31% aprovam; 55% “ruim ou péssima”, 20% “regular” e 23% “ótima ou boa”.
(Fontes: Poder360, 12/05, link; Poder360, 12/05, link)
Real Time Big Data em Goiás — divulgada em 13/05
Metodologia. Campo: 11 a 12 de maio. Amostra: n=1.600 entrevistas em Goiás. Margem: ±2pp (IC 95%). Registro TSE: BR-009462026. Custo: R$ 64.000, recursos próprios.
Intenção de voto presidencial em Goiás. Ronaldo Caiado lidera com 38% no 1º cenário, contra 29% de Lula e 24% de Flávio; Renan Santos tem 2%, Zema 1%, Cury 1%. Em 2º cenário, com Ciro, Caiado mantém 38%, Lula 28%, Flávio 24%, Renan 2%, Ciro/Zema/Cury 1% cada. Em 2º turno, Caiado vence Lula por 60% a 31%; Flávio vence Lula por 56% a 32%.
(Fonte: Poder360, 13/05, link)
AtlasIntel no Maranhão — divulgada em 15/05
Metodologia. Campo: 8 a 13 de maio. Amostra: n=1.180 eleitores. Método: entrevistas pela internet via Recrutamento Digital Aleatório. Margem: ±3pp. Confiança: 95%. Registros TSE: BR-07192/2026 (presidencial) e MA-09846/2026 (governo). Custo: R$ 75.000, recursos próprios.
Intenção de voto presidencial no MA. Lula tem 56,4% no 1º turno, contra 28,3% de Flávio Bolsonaro, 6% de Renan Santos, 3,3% de Augusto Cury, 1,6% de Zema e 0,9% de Caiado. Em 2º turno, Lula 61,6% × Flávio 31,8%; Lula vence Zema por 63,6% a 27,1% e Caiado por 61,9% a 26,4%. Avaliação do governo no estado: 58% aprovam e 36% desaprovam.
(Fontes: CartaCapital, 15/05, link; Poder360, 15/05, link)
AtlasIntel no Amazonas — divulgada em 15/05
Metodologia. Campo: 8 a 14 de maio. Amostra: n=1.244 entrevistas. Método: questionário pela internet. Margem: ±3pp. Confiança: 95%. Registros TSE: BR-03812/2026 (presidencial) e AM-09404/2026 (governo). Custo: R$ 75.000, recursos próprios. O caso “Dark Horse” veio a público em 13 de maio, durante o campo.
Intenção de voto presidencial no AM. Flávio aparece numericamente à frente em situação de empate técnico: 43,9% contra 40,9% de Lula no cenário principal de 1º turno; Renan Santos 4,5%, Zema 2,8%, Cury 1,8%, Caiado 1,5%. Em 2º turno, Flávio 47,8% × Lula 41,7%. Em outros recortes, Lula empata com Zema (41,9% × 40,5%) e vence Caiado (42,2% × 36,7%). Avaliação do governo no estado: 41% aprovam e 55% desaprovam.
(Fontes: CartaCapital, 15/05, link; Poder360, 15/05, link)
Paraná Pesquisas na Bahia — divulgada em 13/05
Metodologia. Campo: 10 a 12 de maio. Amostra: n=1.510 entrevistas em 65 municípios baianos. Margem: ±2,6pp (IC 95%). Registro TSE: BA-03619/2026. Custo: R$ 45.000. Contratante: portal Bahia Notícias.
Avaliação do governo estadual. Aprovação de 53,9% para a gestão de Jerônimo Rodrigues (PT) e desaprovação de 42,6%, com 3,4% sem opinião; 38% consideram a administração “ótima” ou “boa”, 25,4% “regular” e 35% “ruim” ou “péssima”. (Detalhes sobre a disputa estadual baiana estão na seção Eleições Estaduais.)
(Fonte: Poder360, 13/05, link)
Datafolha sobre violência política — divulgada em 10/05
Metodologia. Campo: entrevistas presenciais em pontos de fluxo. Amostra: 2.004 pessoas de 16 anos ou mais, em 137 municípios. Margem: ±2pp. Confiança: 95%. Contratante: Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Principais resultados. 60% dos brasileiros declaram medo de sofrer agressões físicas em razão de suas escolhas políticas ou partidárias, frente a 68% há quatro anos. O medo é mais frequente entre mulheres (65%, contra 53% dos homens) e nas classes D e E (64%, ante 59% na classe C e 55% nas classes A e B). Entre os 41% dos entrevistados que relatam presença de tráfico de drogas ou milícias em seus bairros, 59% afirmam evitar manifestar-se politicamente por receio desses grupos. O levantamento estima que entre 2,6 milhões e 4,7 milhões de brasileiros sofreram violência política nos últimos 12 meses.
(Fonte: O Globo, 10/05, link)
Judiciário — STF e TSE
12/05 — Kassio Nunes Marques toma posse na presidência do TSE; André Mendonça assume a vice-presidência. Em cerimônia às 19h no plenário do tribunal, o ministro Kassio Nunes Marques assumiu a presidência do Tribunal Superior Eleitoral, com André Mendonça como vice. Ambos foram indicados ao STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). No discurso, Nunes Marques classificou o sistema eletrônico de votação como “patrimônio institucional da nossa democracia” e disse que cabe à Justiça Eleitoral “preservar, aperfeiçoar e fortalecer continuamente” a confiança pública no modelo. Defendeu liberdade de expressão e tratou do uso de inteligência artificial nas eleições. É a primeira vez que ministros indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro comandam o TSE durante uma eleição. (Fontes: O Globo, 12/05, link; Poder360, 12/05, link)
13/05 — STF elege Dias Toffoli para vaga efetiva no TSE; Flávio Dino assume como substituto em ano eleitoral. O plenário do Supremo Tribunal Federal elegeu, em votação simbólica, o ministro Dias Toffoli para a vaga efetiva no Tribunal Superior Eleitoral aberta com a saída de Cármen Lúcia, seguindo o rodízio por antiguidade. Para a vaga de substituto deixada por Toffoli, o Supremo escolheu Flávio Dino. Cármen Lúcia formalizou no mesmo dia a renúncia ao período que lhe restava no TSE. Reportagem do O Globo lembra que, no TSE, os ministros substitutos não atuam apenas em ausências dos titulares: durante as eleições, são escalados para cuidar de processos de propaganda eleitoral, representações de campanha e pedidos liminares apresentados durante o período. (Fontes: O Globo, 13/05, link; Estadão, 13/05, link)
11/05 — Kassio Nunes Marques é sorteado relator da revisão criminal de Jair Bolsonaro no STF. O ministro foi sorteado relator do pedido de revisão criminal apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro contra a condenação de 27 anos e 3 meses imposta pela Primeira Turma da Corte no caso da trama golpista. Indicado por Bolsonaro em 2020, Nunes Marques integra a Segunda Turma, onde, segundo a defesa, o pedido deveria ser distribuído, “sem participação dos magistrados que atuaram no julgamento original”. O recurso, protocolado em 8 de maio, alega “erro judiciário”, aponta nulidades, contesta a competência da Primeira Turma, questiona a validade da delação de Mauro Cid e critica a decretação antecipada do trânsito em julgado. Compõem a Segunda Turma, além de Nunes Marques: André Mendonça, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Luiz Fux. (Fonte: O Globo, 11/05, link)
12/05 — Voto anterior de Nunes Marques converge com teses da defesa. Análise de O Globo aponta que o ministro já externou em julgamentos anteriores entendimentos que dialogam com os argumentos centrais do recurso. Em ação penal recente sobre o 8 de janeiro, Nunes Marques criticou a responsabilização “genérica” de acusados e afirmou que “a responsabilização penal coletiva (…) é vedada em nosso sistema”. O recurso de Bolsonaro sustenta que a condenação foi baseada em “narrativa globalizante” que teria reunido fatos heterogêneos sem prova individualizada. O ministro informou à reportagem que, por restrições legais, não comenta casos em julgamento. (Fonte: O Globo, 12/05, link)
10/05 — Alexandre de Moraes mantém suspensão da Lei da Dosimetria em 24 execuções penais. Até o domingo, o ministro havia rejeitado a aplicação da norma em 24 pedidos de condenados pelos atos de 8 de janeiro, entre eles a cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos. Moraes argumenta que é preciso esperar o plenário decidir sobre as ações que questionam a constitucionalidade da norma e deu cinco dias úteis para o Congresso responder à Ação Direta de Inconstitucionalidade protocolada pela federação Psol-Rede em 8 de maio. (Fontes: CNN Brasil, 10/05, link; O Globo, 10/05, link)
10/05 — Federação Brasil da Esperança (PT, PV, PCdoB) protocola ADI contra a Lei da Dosimetria. A federação ingressou com Ação Direta de Inconstitucionalidade no STF, em peça de 76 páginas, pedindo medida cautelar para suspender os efeitos dos dispositivos impugnados, “dada a excepcional urgência do caso”. O presidente do PT, Edinho Silva, afirmou em nota que a lei “representa um retrocesso no enfrentamento aos crimes contra a democracia”. A federação também acusa o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, de ter promovido votação “atípica” ao “fatiar” o veto presidencial. (Fonte: O Globo, 10/05, link)
12/05 — Câmara defenderá no STF a “aplicabilidade” da Lei da Dosimetria. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a Casa apresentará posição nos autos das ADIs em defesa da aplicabilidade da norma. “Vamos defender a aplicabilidade da lei da dosimetria porque esse foi o caminho que foi aprovado por ampla maioria no Congresso Nacional e o veto também do presidente foi derrubado por essa maioria extremamente expressiva nas duas Casas”, disse em entrevista ao TMC360. (Fonte: O Globo, 12/05, link)
12/05 — Paulinho da Força reúne-se com Moraes; julgamento esperado na última semana de maio. O deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), relator do projeto que originou a Lei da Dosimetria, reuniu-se com o ministro Alexandre de Moraes e publicou nas redes: “O ministro Alexandre de Moraes me garantiu que, assim que as instituições responderem, ele pedirá pauta no Supremo. A expectativa é que o julgamento aconteça na última semana de maio”. Disse ao O Globo estar “muito otimista” de que a Corte manterá a constitucionalidade do texto. (Fonte: O Globo, 12/05, link)
10/05 a 12/05 — Oposição articula PEC da Anistia e novo pedido de impeachment de Moraes. Após a suspensão da Lei da Dosimetria, líderes da oposição passaram a costurar nos bastidores texto de PEC com anistia “ampla, geral e irrestrita” aos condenados pelo 8 de janeiro. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), iniciou em 11 de maio coleta de assinaturas para a proposta. Em 12 de maio, o líder da oposição na Câmara, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), protocolou o sexto pedido de impeachment contra Moraes apenas em 2026 — o trigésimo quarto desde o início do governo Lula. (Fontes: O Globo, 10/05, link; Estadão, 12/05, link)
12/05 — STF marca para 22 a 29/05 julgamento virtual sobre mudanças na Lei da Ficha Limpa. O Supremo incluiu para julgamento virtual entre 22 e 29 de maio as ações que questionam alterações sancionadas em setembro de 2025 à Lei da Ficha Limpa. A mudança, aprovada pelo Congresso, antecipa o início da contagem do prazo de inelegibilidade — passa a valer a partir da condenação, e não mais após o cumprimento da pena —, o que pode beneficiar políticos como Eduardo Cunha, Anthony Garotinho e José Roberto Arruda. A Rede Sustentabilidade contesta a regra; o PGR Paulo Gonet defendeu, em parecer, a suspensão de três trechos. O processo está com a ministra Cármen Lúcia, que optou por levar a discussão ao colegiado. (Fonte: O Globo, 12/05, link)
15/05 — PGR denuncia Romeu Zema ao STJ por calúnia contra Gilmar Mendes. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, denunciou o ex-governador de Minas Gerais ao Superior Tribunal de Justiça pelo crime de calúnia majorada contra o ministro Gilmar Mendes. A denúncia refere-se a vídeos da série “Os Intocáveis”, em que ministros do Supremo são representados por fantoches; em uma das peças, o boneco de Gilmar Mendes pede ao boneco de Dias Toffoli “cortesia” no resort Tayayá em troca de suspender quebra de sigilo. A PGR pede a condenação de Zema ao pagamento de indenização mínima equivalente a 100 salários mínimos por danos morais, citando 487,2 mil visualizações no X e 2,8 milhões no Instagram. Em nota, Zema declarou: “Os intocáveis não aceitam críticas. Os intocáveis não aceitam o humor. (…) Não vou recuar um milímetro”. (Fontes: O Globo, 15/05, link; G1, 15/05, link; Estadão, 15/05, link)
13/05 — Fachin endurece regras de distribuição no STF após disputa entre Gilmar Mendes e a CPI do Crime Organizado. O presidente do Supremo, Edson Fachin, alterou o tratamento de petições novas apresentadas em processos antigos para evitar direcionamento da análise a ministros específicos: as solicitações passarão a seguir as regras de distribuição por prevenção, com validação formal pelo coordenador de Processamento Inicial, pelo secretário Judiciário e pela Presidência do STF. A decisão foi tomada após a CPI do Crime Organizado acionar Fachin para tentar reverter decisão de Gilmar Mendes que suspendera quebra de sigilo da Maridt, empresa que tem entre os sócios o ministro Dias Toffoli. (Fonte: O Globo, 13/05, link)
15/05 — Gilmar Mendes acusa Fachin de “filibuster” no STF. O ministro Gilmar Mendes divulgou o conteúdo de mensagem enviada ao presidente do Supremo em que afirma “impressionar o número de processos importantes paralisados” por iniciativa da presidência da Corte e classifica a atuação de Fachin como “o filibuster aplicado ao STF”. No texto, o decano cita ações sobre exploração mineral em terras indígenas, o projeto da Ferrogrão, gratuidade de justiça na Justiça do Trabalho e a “revisão da vida toda” do INSS como casos retirados do plenário virtual ou não pautados. Integrantes do STF dizem que Fachin não respondeu às mensagens. (Fonte: O Globo, 15/05, link)
15/05 — Nunes Marques convoca presidentes de TREs para 25/05 e sinaliza reforço no julgamento de propaganda. O novo presidente do TSE marcou para 25 de maio reunião com todos os presidentes de Tribunais Regionais Eleitorais. Segundo a CNN Brasil, sinalizou em conversas com partidos que um dos primeiros movimentos do tribunal será reforçar o número de juízes destinados ao julgamento de ações sobre propaganda antecipada, propaganda negativa e demais irregularidades em publicidade eleitoral. (Fonte: CNN Brasil, 15/05, link)
14/05 — Republicanos pede ao STF a suspensão de eleições suplementares em Roraima. O Diretório Nacional do Republicanos protocolou pedido ao Supremo para suspender a realização do pleito direto suplementar em Roraima, convocado pelo TSE após a cassação de Edilson Damião (União Brasil) e a inelegibilidade do ex-governador Antonio Denarium (PP). O partido alega gasto público elevado e dúvidas jurídicas sobre o “mandato-tampão”, e pede tratamento idêntico ao do Rio. O ministro Cristiano Zanin determinou autuação em processo separado para definição de relatoria por Fachin. (Fonte: CNN Brasil, 14/05, link)
15/05 — TSE libera arrecadação por financiamento coletivo a partir desta sexta-feira. A arrecadação antecipada de recursos para as campanhas de 2026, incluindo a “vaquinha virtual”, foi liberada em 15 de maio. Por decisão do STF em 2015, apenas pessoas físicas podem doar a campanhas; empresas que operam as plataformas precisam de cadastro prévio no TSE. Quatro estão habilitadas: AppCívico Consultoria, Elegis Gestão Estratégica, GMT Tecnologia e QueroApoiar.com.br. Em 2024, a modalidade movimentou mais de R$ 7 milhões. (Fonte: CNN Brasil, 15/05, link)
Eleições Estaduais
Minas Gerais — Governo
Pacheco diz a Edinho Silva que não pretende disputar o governo; Lula admite “dificuldade”. O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) comunicou em 12 de maio ao presidente do PT, Edinho Silva, que não pretende disputar o governo mineiro em 2026, alegando questões pessoais, familiares e desconforto com a polarização. Aceitou conversar diretamente com Lula nos próximos dias antes de decisão definitiva. Após a reunião, Lula passou a admitir a interlocutores a dificuldade de consolidar a candidatura, segundo O Globo. O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), declarou: “Parece que ele disse hoje ao presidente que não quer ser candidato mesmo. (…) O presidente vai encontrar outro candidato”. Alternativas mencionadas incluem o empresário Josué Alencar (PSB), o ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares e o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT). Em paralelo, Davi Alcolumbre articula o nome de Pacheco para o TCU. (Fontes: O Globo, 12/05, link; O Globo, 13/05, link)
São Paulo — Senado
Guilherme Derrite lança pré-candidatura ao Senado em Campinas com Flávio Bolsonaro, Tarcísio de Freitas e Sergio Moro. O deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), ex-secretário de Segurança Pública do estado, oficializou em 15 de maio sua pré-candidatura ao Senado em ato em Campinas com presença de Flávio Bolsonaro, Tarcísio e Moro. Vicente Santini foi confirmado como suplente de Derrite. O deputado estadual André do Prado (PL), presidente da Assembleia paulista, é o segundo pré-candidato da chapa à vaga de senador. Em discurso, Flávio afirmou: “O Bolsonaro merece ou não merece um filme? Ele merece e a gente vai fazer. E a gente busca recursos privados”, e tratou a eleição presidencial como decidida em outubro. Tarcísio pediu “cartão vermelho” para o PT. A pré-candidatura de Eduardo Bolsonaro (PL) como suplente de Prado tem encontrado resistência interna no partido. (Fontes: O Globo, 15/05, link; O Globo, 15/05, link)
Rio de Janeiro — Governo e Senado
Operação Sem Refino: PF atinge Cláudio Castro e dono da Refit com bloqueio de R$ 52 bilhões. A Polícia Federal cumpriu em 15 de maio 17 mandados de busca e apreensão e sete medidas de afastamento de função pública, com autorização do ministro Alexandre de Moraes, na chamada Operação Sem Refino. O ex-governador do Rio Cláudio Castro (PL), pré-candidato ao Senado, e o empresário Ricardo Magro, dono do grupo Refit (antiga Refinaria de Manguinhos), são os principais alvos da investigação sobre suposto esquema bilionário de sonegação fiscal, ocultação patrimonial e evasão de divisas. Moraes determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos e a inclusão de Magro, residente em Miami, na Difusão Vermelha da Interpol. A operação corre no âmbito da ADPF 635 (“ADPF das Favelas”). A defesa de Castro disse ter sido “surpreendida com a operação”. Lideranças do PL passaram a discutir “plano B” para a chapa ao Senado fluminense, mas Rogério Marinho classificou como “leviano e precipitado” qualquer pré-julgamento. Castro segue inelegível até 2030 por decisão do TSE. (Fontes: CNN Brasil, 15/05, link; O Globo, 15/05, link; Metrópoles, 15/05, link)
Eduardo Paes amplia alianças no interior; PT racha sobre suplência de Benedita. O pré-candidato do PSD ao governo do Rio costura apoios com políticos com pendências judiciais ou inelegibilidade declarada para neutralizar a estratégia de Douglas Ruas (PL) no interior. Entre os aliados estão o clã Cozzolino, de Magé, e o clã Reis, de Duque de Caxias. Em paralelo, a Executiva Nacional do PT aprovou em 12 de maio, por 19 votos a 3, a indicação do ex-presidente da Casa da Moeda Manoel Severino como primeiro suplente de Benedita da Silva, pré-candidata ao Senado pelo estado. O prefeito de Marica, Washington Quaquá, reagiu: “Estou cagando para a suplência. Mas não contem comigo para a eleição dela”, e acusou o partido de criar uma “capitania hereditária”. (Fontes: O Globo, 10/05, link; O Globo, 13/05, link)
Paraná — Governo e Senado
Sergio Moro lidera todos os cenários para o governo; Alvaro Dias na frente para o Senado. Levantamento da Paraná Pesquisas divulgado em 11 de maio mostra Moro (PL) na liderança em todos os cenários testados. No primeiro, Moro tem 42,6%; Requião Filho (PDT), 19,7%; e Rafael Greca (MDB), 16,3%. No cenário sem Greca, Moro chega a 49,2%. Para o Senado, o ex-senador Alvaro Dias (MDB) lidera com 39,3%. Sem ele, Filipe Barros (PL) varia de 30% a 38,7%, seguido por Deltan Dallagnol (Novo). Campo: 8 a 10 de maio. Amostra: 1.500 eleitores. Margem: ±2,6pp (IC 95%). Registro TSE: PR-00323/2026. Custo: R$ 135.225,00. Contratante: PL. Em 14 de maio, o advogado responsável pela estratégia jurídica da pré-campanha de Moro, Gustavo Bonini Guedes, deixou o cargo e declarou que apoiará Sandro Alex (PSD), nome do governador Ratinho Junior. (Fontes: Poder360, 11/05, link; Poder360, 11/05, link; Veja, 14/05, link)
Bahia — Governo e Senado
ACM Neto lidera com 47,8% para o governo; Rui Costa e Jaques Wagner lideram corrida ao Senado. Pesquisa Paraná Pesquisas divulgada em 13 de maio aponta ACM Neto (União Brasil) com 47,8% das intenções de voto, contra 38,7% de Jerônimo Rodrigues (PT) em cenário único de 1º turno; a maior taxa de rejeição é a do governador, com 37,1%. Para o Senado, Rui Costa (PT), ex-ministro da Casa Civil, lidera com 48,8%, à frente de Jaques Wagner (PT) com 40,6%; Wagner tem a maior rejeição. Metodologia detalhada na seção Pesquisas Eleitorais. (Fontes: Poder360, 13/05, link; Poder360, 13/05, link)
Maranhão — Governo e Senado
Eduardo Braide lidera com 50,1% no 1º turno, aponta AtlasIntel. O ex-prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD) aparece à frente em ambos os cenários de 1º turno testados (metodologia na seção Pesquisas Eleitorais). No cenário principal: Braide 50,1%, Orleans Brandão (MDB) 23,1%, Felipe Camarão (PT) 14%, Lahesio Bonfim (Novo) 8,4%. Em 2º turno, Braide vence Orleans por 60,5% a 25,2% e Felipe Camarão por 58,5% a 23,3%. Para o Senado, equilíbrio entre Duarte Jr. (Avante) e Eliziane Gama (PT), ambos com 14,7%. (Fontes: Poder360, 15/05, link; CartaCapital, 15/05, link)
Amazonas — Governo e Senado
Maria do Carmo Seffair lidera disputa pelo governo, aponta AtlasIntel. A pré-candidata Maria do Carmo Seffair (PL) aparece em primeiro lugar nos dois cenários de 1º turno (metodologia na seção Pesquisas Eleitorais). No cenário principal: Seffair 38,4%, Omar Aziz (PSD) 27,5%, Roberto Cidade (União Brasil) 13,7%, David Almeida (Avante) 11,8%. Em cenário com apoios explicitados, Seffair (apoiada por Jair Bolsonaro) cresce para 45% e Aziz (apoiado por Lula) chega a 30,1%. Em 2º turno, Seffair derrota Aziz por 51,1% a 39,6%. Para o Senado, Capitão Alberto Neto (PL) lidera com 20,5%, seguido por Eduardo Braga (MDB) com 18,5% e Plínio Valério (PSDB) com 17,1%. (Fontes: Poder360, 15/05, link; CartaCapital, 15/05, link)
Alagoas — Governo e Senado
Paulo Dantas distribui 50 Pix de R$ 200 em sorteio do Dia das Mães. O governador de Alagoas, Paulo Dantas (MDB), realizou em 10 de maio, em Rio Largo, sorteio de 50 Pix de R$ 200 em evento organizado pela prefeitura local. Em palco ao lado do senador Renan Calheiros (MDB), pré-candidato à reeleição, Dantas afirmou: “Vocês vão ganhar, também, presente do senador Renan e do governador Paulo Dantas”. A assessoria do governador disse, pela Secom estadual, que a ação “possui caráter informal” e foi paga com “recursos próprios”. A reportagem informa ainda que o deputado Arthur Lira (PP), pré-candidato ao Senado e principal adversário de Renan na corrida, teve nome em telão como “apoio cultural” em sorteio paralelo em Teotônio Vilela. Em paralelo, o diretório nacional do PT busca aproximação com o ex-prefeito de Maceió João Henrique Caldas (PSDB), o JHC, após este renunciar ao cargo no início de abril. (Fontes: O Globo, 12/05, link; O Globo, 13/05, link)
Mato Grosso do Sul — Governo
Eduardo Riedel lidera reeleição com 43% no 1º turno. Levantamento Real Time Big Data, divulgado em 12 de maio (metodologia na seção Pesquisas Eleitorais), aponta o governador Eduardo Riedel (PP) com 43% no 1º turno, contra 21% de Fábio Trad (PT), 11% de João Henrique Catan (Novo) e 7% de Delcídio do Amaral (PRD). Em todos os seis cenários de 2º turno simulados, Riedel vence. (Fonte: CartaCapital, 12/05, link)
Roraima
Republicanos pede suspensão da eleição suplementar. O partido protocolou em 14 de maio pedido ao STF para suspender o pleito convocado após a cassação de Edilson Damião (União Brasil) e a inelegibilidade de Antonio Denarium (PP). Enquanto não há eleição, o presidente da Assembleia Legislativa, Soldado Sampaio (Republicanos), governa interinamente. (Fonte: CNN Brasil, 14/05, link)
Briefing semanal compilado em 17/05/2026.
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