Este é um serviço gratuito de acompanhamento das Eleições Brasileiras de 2026, produzido a partir de monitoramento eleitoral da imprensa. Briefings diários são publicados de segunda a sábado, com resumo semanal aos domingos. Cobertura: notícias publicadas em 08/05/2026.
Eleição Presidencial
Flávio Bolsonaro confirma chapa do PL em Santa Catarina com Jorginho Mello e Carlos Bolsonaro. Em entrevista à CNN Brasil nesta sexta-feira, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou que o governador Jorginho Mello (PL) tentará a reeleição em Santa Catarina. As duas vagas ao Senado pelo estado serão disputadas pelo vereador carioca Carlos Bolsonaro e pela deputada federal Carolina de Toni. Flávio negou divisão interna na sigla no estado: “Aqui não teve divisão nenhuma. Desde o início, a nossa chapa estava muito bem definida”. O senador acrescentou que a única hipótese de mudança seria “decisão política” do partido ou “alguma decisão de última hora do Judiciário, como aconteceu agora em Roraima”. (Fonte: CNN Brasil, 08/05, link)
Flávio propõe reduzir ministérios de 39 para 27 em eventual governo. Em entrevista à CNN, Flávio Bolsonaro defendeu o fechamento de 12 pastas da Esplanada, com redução do número de ministérios do Executivo federal de 39 para 27. “Tem muito lugar de onde dá para cortar, a começar pela quantidade de ministérios. (…) Estamos trabalhando com algo em torno de 27 ministérios. É o que a gente começou a botar no papel”, afirmou. O senador disse que o programa de governo ainda está em fase de elaboração e não detalhou quais ministérios seriam extintos ou fundidos. Citou como referência a redução feita por Jair Bolsonaro em 2019, quando a estrutura federal passou de 29 para 22 ministérios. (Fonte: Poder360, 08/05, link)
Coordenador de campanha de Flávio aciona TCU por suspeita de “pedalada fiscal” do governo Lula. O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, protocolou representação no Tribunal de Contas da União pedindo investigação sobre o represamento de despesas do Seguro-Defeso pelo governo federal entre setembro e dezembro de 2025. Segundo Marinho, dados do Tesouro Nacional indicam despesa líquida negativa de R$ 6,61 milhões com o benefício no período, contra R$ 1,2 bilhão em 2023 e R$ 675 milhões em 2024. Para o senador, a paralisação dos pagamentos teria como objetivo melhorar “artificialmente” o resultado primário do exercício, configurando suposta violação à Lei de Responsabilidade Fiscal. A representação aponta também contradição cronológica na justificativa oficial de transição da gestão do INSS para o Ministério do Trabalho — a paralisação teria começado em setembro de 2025, e a Medida Provisória nº 1.323/2025 que formalizou a transferência só foi publicada em 4 de novembro. Marinho pede medida cautelar para liberação de 176,2 mil requerimentos aptos para pagamento e auditoria operacional emergencial. (Fonte: Veja, 08/05, link)
Marketing de Caiado define estratégia para estreia nacional em junho. A pré-campanha presidencial de Ronaldo Caiado (PSD-GO) iniciará as inserções em TV em junho, com o objetivo de apresentar o governador de Goiás ao eleitorado nacional, especialmente nas regiões Sul, Norte e Nordeste, onde é menos conhecido. O conceito inicial usará indicadores do governo goiano em desenvolvimento econômico, segurança e educação, e reforçará o argumento de que a aprovação ao final do mandato superou o índice de votos obtido em 2022. (Fonte: Veja, 08/05, link)
Tarcísio pede e PP adia evento que oficializaria apoio à reeleição em São Paulo. O Partido Progressistas adiou o evento previsto para segunda-feira (11/05) na capital paulista, em que oficializaria o apoio à reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). O adiamento foi solicitado pela equipe do governador após mudança de agenda — Tarcísio participará na terça (12/05) da posse do ministro Kassio Nunes Marques na presidência do Tribunal Superior Eleitoral. O evento marcaria a consolidação do acordo entre o governador e a federação União Brasil-PP para 2026, e contaria com integrantes do União Brasil. (Fonte: Poder360, 08/05, link)
Governo Lula
Alcolumbre promulga Lei da Dosimetria após Lula deixar prazo expirar. O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), promulgou nesta sexta-feira (08/05) a Lei da Dosimetria, que reduz penas e flexibiliza regras de progressão de regime para crimes contra o Estado Democrático de Direito. A nova lei beneficia condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e três meses de prisão. O Palácio do Planalto foi comunicado da derrubada do veto presidencial em 4 de maio, mas Lula deixou expirar o prazo constitucional de 48 horas para promulgar — passou a tarefa ao Legislativo, conforme prevê a Constituição quando o Executivo se omite. A votação que derrubou o veto, na semana anterior, registrou 318 votos a favor e 144 contrários na Câmara, e 49 a 24 no Senado. Com a vigência da lei, defesas de condenados poderão pedir redução de pena ao Supremo Tribunal Federal. (Fontes: CNN Brasil, 08/05, link; Estadão, 08/05, link; CartaCapital, 08/05, link)
Lula anuncia plano “Brasil Contra o Crime Organizado” para a próxima semana. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou em publicação nas redes sociais nesta sexta-feira que o governo federal lançará na próxima semana o plano “Brasil Contra o Crime Organizado”. Segundo Lula, uma das frentes da iniciativa será enfraquecer o potencial financeiro do crime organizado, e o tema foi tratado com Donald Trump na reunião da véspera, na Casa Branca. Lula citou a criação de uma base em Manaus com representantes de polícias de países sul-americanos para atuação nas fronteiras e convidou os Estados Unidos a participar: “Se os Estados Unidos quiserem participar conosco, estarão convidados”. (Fonte: CNN Brasil, 08/05, link)
Pesquisas eleitorais
Pesquisa Percent Brasil em Mato Grosso — divulgada em 08/05. O levantamento aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 44,6% das intenções de voto para presidente em MT, contra 29,8% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A pesquisa também mediu rejeição: Lula é rejeitado por 46,8% dos eleitores mato-grossenses, e Flávio por 26,6%. Para o governo do estado, o senador Wellington Fagundes (PL) lidera com 29% a 30,8% das intenções de voto em dois cenários estimulados de 1º turno; a maior taxa de rejeição é do senador Jayme Campos (União Brasil), com 8,2%, seguido pelo próprio Fagundes (5,6%). Para o Senado por MT, o atual governador Mauro Mendes (União Brasil) lidera com 27,6%, seguido pela deputada estadual Janaina Riva (MDB) com 17%; a maior rejeição entre os pré-candidatos ao Senado é de Pedro Taques (PSB), com 10,8%. Campo: 30 de abril a 3 de maio de 2026. Amostra: 1.200 eleitores de Mato Grosso. Margem: ±2,83pp. Confiança: 95%. Método: pesquisa estadual. Registro TSE: BR-00726/2026 e MT-06232/2026. Contratante: empresa DOC Comunicação (R$ 30.000). (Fontes: Poder360, 08/05, link; Poder360, 08/05, link; Poder360, 08/05, link)
Quaest registra nova rodada nacional para a Presidência, com divulgação prevista para 13/05. O instituto Quaest registrou no Tribunal Superior Eleitoral, em 07/05, uma nova rodada da pesquisa Genial/Quaest, com previsão de divulgação na próxima quarta-feira (13/05). O levantamento testará um cenário de 1º turno e quatro de 2º turno: Lula contra Flávio Bolsonaro, Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD). O desenho amostral usa três estágios (sorteio probabilístico de municípios, seleção de setores censitários do IBGE, e cotas de sexo, idade, renda e escolaridade). Na rodada anterior do mesmo instituto, divulgada em 15/04, Lula liderava o 1º turno com 37% contra 32% de Flávio Bolsonaro; no 2º turno entre os dois, havia empate técnico, com Flávio numericamente à frente por 42% a 40%. Campo: 08 a 11/05/2026 (em curso). Amostra: 2.004 entrevistas presenciais nacionais. Margem: ±2pp. Confiança: 95%. Método: presencial domiciliar, três estágios. Registro TSE: registrada em 07/05/2026 (número de protocolo não localizado nas fontes consultadas). Contratante: Banco Genial. (Fontes: CartaCapital, 08/05, link; Veja, 08/05, link)
Judiciário — STF e TSE
Moraes é sorteado relator das ações contra a Lei da Dosimetria e pede informações à Presidência e ao Congresso. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, foi sorteado relator das ações que questionam a validade da Lei da Dosimetria, promulgada nesta sexta. Moraes pediu informações sobre o tema à Presidência da República e ao Congresso Nacional, com prazo de 5 dias para resposta; em seguida, a Procuradoria-Geral da República e a Advocacia-Geral da União terão 3 dias para se manifestar. As ações foram ajuizadas pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e pela federação PSOL-Rede, que pedem a suspensão da lei até o julgamento e sua declaração de inconstitucionalidade. A federação PT/PCdoB/PV também anunciou que apresentará Ação Direta de Inconstitucionalidade contra a norma. (Fontes: G1, 08/05, link; CartaCapital, 08/05, link; CNN Brasil, 08/05, link)
Defesa de Bolsonaro pede ao STF anulação de condenação por tentativa de golpe. Os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) protocolaram nesta sexta-feira pedido de revisão criminal no Supremo Tribunal Federal solicitando a anulação da condenação a 27 anos e três meses de prisão imposta no processo da tentativa de golpe de Estado. A defesa pede que o caso seja distribuído à Segunda Turma da Corte e analisado por ministros que não participaram do julgamento da Primeira Turma — o que restringe a relatoria a Gilmar Mendes, Dias Toffoli, André Mendonça ou Nunes Marques. Os advogados alegam “erro judiciário” e apontam nulidades na tramitação da ação. A revisão criminal é instrumento excepcional, que permite reexame da condenação após o trânsito em julgado, desde que apresentadas novas provas. (Fonte: SBT News, 08/05, link)
STF emite despachos conjuntos para impedir manobras contra teto de penduricalhos. Os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Gilmar Mendes publicaram nesta sexta-feira despachos idênticos para evitar que tribunais, Ministério Público, Defensoria Pública e advocacia pública usem manobras administrativas para contornar a decisão do Supremo Tribunal Federal sobre verbas indenizatórias acima do teto constitucional. As decisões proíbem reclassificações de comarcas como “de difícil provimento”, desdobramentos de ofícios, novas normas sobre plantões funcionais, novas gratificações de acúmulo e benefícios assistenciais com efeito de aumento salarial. Os ministros também determinaram a emissão de contracheque único por servidor, “transparente e fiel ao que efetivamente depositado nas contas bancárias”. A medida complementa a decisão de março, que limitou as verbas indenizatórias a 35% do teto constitucional. (Fontes: Gazeta do Povo, 08/05, link; CartaCapital, 08/05, link; CNN Brasil, 08/05, link)
Eleições estaduais
Minas Gerais — Senado
Petistas trabalham hipótese de aliança Pacheco-Kalil em Minas, com Kalil migrando para o Senado. Lideranças do PT envolvidas na articulação eleitoral em Minas Gerais avaliam que o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil, hoje pré-candidato a governador pelo PDT, pode desistir da disputa pelo Palácio da Liberdade para concorrer ao Senado, em chapa com o senador Rodrigo Pacheco (PSB) — que seria o candidato ao governo, com palanque para Lula. Em uma das hipóteses discutidas, a ex-prefeita Marília Campos (PT) ocuparia a outra vaga ao Senado. Pacheco ainda não confirmou se será candidato; a cúpula nacional do PT se reunirá nos próximos dias com petistas mineiros. No fim de abril, a Justiça de Minas Gerais condenou Kalil por nepotismo após emprego do irmão de uma ex-namorada na Prefeitura de Belo Horizonte. (Fonte: Metrópoles, 08/05, link)
Minas Gerais — Governo
Equipe de Matheus Simões projeta reação nas pesquisas só no fim de junho, com início das inserções publicitárias. A campanha do pré-candidato ao governo de Minas pelo PSD, Matheus Simões, apoiado por Romeu Zema (Novo), avalia que melhora nas pesquisas de intenção de voto só ocorrerá no fim de junho, quando começam as peças publicitárias. Até lá, Simões enfrenta o desconhecimento do eleitorado mineiro. O mote da campanha deverá girar em torno da sucessão da gestão Zema. (Fonte: Veja, 08/05, link)
Briefing compilado em 09/05/2026.
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