Eleições 2026: Briefing Diário, 08/05/2026

Este é um serviço gratuito de acompanhamento das Eleições Brasileiras de 2026, produzido a partir de monitoramento eleitoral da imprensa. Briefings diários são publicados de segunda a sábado, com resumo semanal aos domingos. Cobertura: notícias publicadas em 07/05/2026.

Eleição Presidencial

Zema diz ser favorável à investigação contra Ciro Nogueira e compara o caso Master a “metástase”. O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), pré-candidato à Presidência, afirmou em evento na Associação Comercial do Rio de Janeiro ser “a favor de toda investigação” sobre o presidente do PP, alvo da Operação Compliance Zero. Zema disse que o escândalo do Banco Master “é igual a uma metástase” e que ainda há um número “muito maior” de envolvidos. “Aquilo ali é igual uma metástase. Vai espalhando e quanto mais o cirurgião aprofundar, mais ele vai tá encontrando ali tumores. Com toda certeza é a ponta do iceberg ainda. Ainda temos celulares, notebooks, delações premiadas”, afirmou. (Fonte: Estadão, 07/05, link)

Flávio Bolsonaro divulga nota sobre operação contra Ciro Nogueira e fala em “ampla apuração”. O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou em nota que as informações sobre a operação da Polícia Federal que mirou o presidente do PP são “graves” e disse esperar uma “ampla apuração”. Sem citar Ciro Nogueira diretamente, Flávio declarou confiar na relatoria do ministro do STF André Mendonça, indicado por Jair Bolsonaro à corte. “Entendemos que fatos dessa natureza devem ser apurados com rigor e transparência pelas autoridades competentes, sempre com respeito ao devido processo legal”, escreveu. (Fonte: Folha de S.Paulo, 07/05, link)

Governo Lula busca associar Banco Master a Flávio Bolsonaro após operação contra Ciro Nogueira. Reportagem da Folha afirma que integrantes do governo planejam vincular o pré-candidato do PL ao escândalo do Banco Master após a busca contra o senador piauiense, próximo do clã Bolsonaro. A expectativa de aliados de Lula é que o presidente, ao menos por ora, evite declarações fortes espontâneas sobre a operação. A tarefa de desgastar o bolsonarismo a partir das acusações ficaria com ministros, congressistas e outros aliados políticos. Em entrevista, o presidente afirmou apenas: “espero que todos os investigados sejam inocentes”. (Fontes: Folha de S.Paulo, 07/05, link; O Globo, 07/05, link)

Aliados de Flávio organizam tropa de choque de parlamentares contra “fake news” nas redes. Reportagem do Painel da Folha relata que Flávio Bolsonaro escalou um grupo de parlamentares aliados, escolhidos a dedo entre os mais ativos e populares nas redes sociais, para rebater nas plataformas digitais o que a campanha considerar “fake news”. A definição ocorreu em um encontro no gabinete do senador no Congresso. (Fonte: Folha de S.Paulo, 07/05, link)

Governo Lula

Lula e Trump criam grupo de trabalho com 30 dias para discutir tarifas, mas EUA não anunciam corte imediato. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encontrou-se com Donald Trump na Casa Branca em reunião que durou cerca de três horas, segundo o ministro Mauro Vieira (Relações Exteriores). Em coletiva na Embaixada do Brasil em Washington, Lula anunciou a criação de um grupo de trabalho bilateral com prazo de 30 dias para tratar do fim das tarifas americanas sobre produtos brasileiros. Apesar de recuos pontuais, a maioria dos itens exportados pelo Brasil aos EUA segue com sobretaxa de pelo menos 10%; aço, alumínio, autopeças e cobre enfrentam tarifa de 15%. Lula disse a Trump que “China ocupou o espaço de investimento dos EUA no Brasil” e afirmou ter entregue ao americano uma lista de autoridades brasileiras com vistos suspensos. Segundo o petista, Trump não tocou no Pix durante a conversa. A coletiva conjunta no Salão Oval foi cancelada porque a reunião se estendeu além do programado. (Fontes: G1, 07/05, link; CartaCapital, 07/05, link; G1, 07/05, link)

Lula deixa prazo vencer e Alcolumbre deve promulgar lei da Dosimetria. O presidente não promulgou no prazo de 48 horas a lei que reduz penas e facilita a progressão de regime para crimes contra o Estado Democrático de Direito, sancionada após o Congresso derrubar o veto integral de Lula na semana passada. Com a omissão do Executivo antes da viagem aos EUA, a responsabilidade pela promulgação passa ao presidente do Senado e do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP). A lei beneficia condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, segundo análise do Estadão. Em Washington, Lula citou a aprovação da medida ao discursar a Trump sobre a possível liberação de vistos a autoridades brasileiras suspensos pelos EUA. (Fontes: Estadão, 07/05, link; Gazeta do Povo, 07/05, link; CartaCapital, 07/05, link)

Alcolumbre pede agenda com Lula para reconstruir relação após derrota de Messias. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), manifestou a emissários do governo o desejo de “passar a régua” no episódio da rejeição do nome de Jorge Messias ao STF, derrota histórica para Lula na semana passada. Os ministros José Múcio (Defesa) e José Guimarães (Relações Institucionais) já se reuniram com o senador. Aliados de Lula avaliam trocar lideranças do governo no Senado, com objeções aos atuais Randolfe Rodrigues (PT-AP) e Jaques Wagner (PT-BA). PECs do SUAS e da Segurança Pública, o projeto dos minerais críticos e a PEC do fim da escala 6×1 dependem da boa vontade de Alcolumbre. (Fonte: Folha de S.Paulo, 07/05, link)

Governo defende redução imediata da jornada para 40 horas; Motta nega oportunismo eleitoral em fim da escala 6×1. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, declarou que o governo defende a redução imediata da jornada semanal para 40 horas, sem corte de salário. Em paralelo, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que o debate sobre o fim da escala 6×1 está “amadurecido” e projetou aprovação no mês. Motta negou que a discussão tenha surgido por causa das eleições e marcou reunião de trabalho na próxima quarta para definir o modelo legislativo, que pode dividir as regras entre uma PEC e um projeto de lei com excepcionalizações setoriais. (Fontes: Gazeta do Povo, 07/05, link; Gazeta do Povo, 07/05, link; SBT News, 07/05, link)

Pesquisas eleitorais

Pesquisa Futura/Apex em São Paulo — divulgada em 07/05. O levantamento aponta que 54,8% dos paulistas desaprovam a gestão de Lula, contra 41,5% que aprovam; 3,8% não souberam responder. Avaliação do governo: 45,7% consideram “ruim” ou “péssima”; 32,9%, “ótima” ou “boa”; 20,4%, “regular”. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) tem aprovação de 64,4% e desaprovação de 30%, com 5,6% de indecisos; 50,1% avaliam o governo como “ótimo” ou “bom”; 20,6% como “ruim” ou “péssimo”; 26,5% como “regular”. Em cenário de 2º turno em SP, Flávio Bolsonaro (PL) venceria Lula com 46,7% contra 39,4%. Nos cenários Lula vs. Caiado (PSD) e Lula vs. Zema (Novo), há empate técnico dentro da margem. No 1º turno em SP, Flávio aparece com 37,8% contra 34,8% de Lula (empate técnico); sem Zema na disputa, 37,5% a 33,6%. A rejeição de Lula entre paulistas chega a 53,1%. Campo: 27 a 29/04. Amostra: n=1.200 eleitores. Margem: ±2,8pp. Confiança: 95%. Registro TSE: BR-00576/2026. Contratante: empresa (recursos próprios, R$ 96.000). (Fontes: Poder360, 07/05, link; Poder360, 07/05, link; Poder360, 07/05, link; CNN Brasil, 07/05, link)

Pesquisa Futura/Apex em Santa Catarina — divulgada em 07/05. O levantamento mostra que 71,6% dos catarinenses desaprovam Lula e 24,9% aprovam (3,5% não responderam); 63,2% consideram a gestão “ruim” ou “péssima”. Lula é o pré-candidato à Presidência mais rejeitado em SC, com 70,3% afirmando que não votariam nele “em hipótese alguma”; em seguida aparecem Flávio Bolsonaro (29,4%), Cabo Daciolo (Mobiliza, 13,3%), Ronaldo Caiado (PSD, 9,9%) e Romeu Zema (Novo, 9,6%). O governador Jorginho Mello (PL) tem aprovação de 77,9% e desaprovação de 18,5%, com 69,7% avaliando o governo como “ótimo” ou “bom”. A pesquisa também aponta que 71,8% dos eleitores catarinenses são favoráveis ao impeachment de ministros do STF, contra 17,7% que são contra. Campo: 24 a 25/04. Amostra: n=800 eleitores. Margem: ±3,5pp. Confiança: 95%. Registro TSE: BR-01971/2026. Contratante: empresa (recursos próprios, R$ 64.000). (Fontes: Poder360, 07/05, link; Poder360, 07/05, link; Poder360, 07/05, link; Poder360, 07/05, link)

Pesquisa Genial/Quaest em 10 estados — divulgada em 06/05, repercutida em 07/05. Nova rodada da Quaest aponta que Lula tem maior rejeição no Paraná (68%), em Goiás (66%), no Rio Grande do Sul (63%) e em São Paulo (63%). Flávio Bolsonaro tem maior rejeição em Pernambuco (63%), na Bahia (63%), no Ceará (57%) e em Minas Gerais (57%). Em cenário de 2º turno em Minas Gerais, Lula aparece com 39% e Flávio com 36%, em empate técnico dentro da margem; em cenário estimulado mais amplo no estado, Lula registra 52% contra 48% de Flávio. A pesquisa também testou Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Renan Santos (Missão), Cabo Daciolo (Mobiliza) e Augusto Cury (Avante); Zema é mais conhecido em MG (91%, com 53% de rejeição entre os mineiros que o conhecem), e Caiado em GO (94%, com 76% dispostos a votar nele no estado). Lula lidera nos maiores colégios do Norte e Nordeste; Flávio aparece à frente em SP, RJ, PR, RS e GO. Campo: 21 a 28/04 em 562 municípios. Amostra: n=11.646 eleitores (1.650 SP; 1.482 MG; 1.200 RJ e BA; 1.104 PR, RS e GO; 1.002 CE; 900 PE e PA). Margem: ±2pp em SP e ±3pp nos demais estados. Confiança: 95%. Contratante: Genial Investimentos. Registro TSE: não localizado nas fontes consultadas. (Fontes: G1, 07/05, link; Veja, 07/05, link)

Judiciário — STF e TSE

STF autoriza 5ª fase da Operação Compliance Zero contra Ciro Nogueira; PF aponta “mesada” do Banco Master. Decisão do ministro André Mendonça, do STF, autorizou nesta quinta a quinta fase da operação que investiga o Banco Master, com dez mandados de busca e apreensão e uma prisão temporária no Piauí, em São Paulo, em Minas Gerais e no Distrito Federal. O senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do PP, foi alvo de busca em endereços residenciais em Brasília e no Piauí; o gabinete no Senado foi excluído. Mendonça proibiu o senador de manter contato com testemunhas e demais investigados. Em relatório enviado ao STF, a PF aponta pagamentos mensais coordenados pelo dono do banco, Daniel Vorcaro, ao parlamentar, “inicialmente, ao valor de R$ 300 mil, com indícios de que teriam sido posteriormente aumentados para a importância de R$ 500 mil”. A investigação também sustenta que a chamada “emenda Master” — que ampliaria a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito de R$ 250 mil para R$ 1 milhão — foi redigida pela assessoria do banco, impressa e entregue em envelope na residência de Ciro. O foro privilegiado mantém o caso no STF. A defesa do senador, conduzida por Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, “repudia qualquer ilação de ilicitude” e afirma que o parlamentar está à disposição para esclarecimentos. Lula declarou: “espero que todos os investigados sejam inocentes”. (Fontes: CNN Brasil, 07/05, link; O Globo, 07/05, link; Folha de S.Paulo, 07/05, link; CartaCapital, 07/05, link)

Senadores pedem a suspeição de Nunes Marques em ação sobre CPI do Master. Os senadores Alessandro Vieira (MDB-SE) e Eduardo Girão (Podemos-CE) anunciaram que pedirão à presidência do STF a suspeição do ministro Kassio Nunes Marques para analisar uma ação que busca obrigar o Congresso a instalar uma CPI sobre as fraudes do Banco Master. A justificativa apresentada é a relação “íntima e notória” do magistrado com Ciro Nogueira, alvo da quinta fase da Operação Compliance Zero. (Fonte: CartaCapital, 07/05, link)

Eleições estaduais

São Paulo — Governo

Haddad afirma que resistiu a aceitar disputar o governo de São Paulo e detalha articulação da chapa. Em evento na Fundação Fernando Henrique Cardoso, o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) disse que resistiu “muito a virar a chave” para sair do projeto que vinha desenvolvendo no Ministério da Fazenda e que conversou com Lula “muitas horas, e em vários dias diferentes”. Haddad afirmou que sua chapa terá mais mulheres do que a de Tarcísio de Freitas e relatou ter sondado a pecuarista Teresa Vendramini, que recusou disputar. Ele disse que voltará a conversar com Marina Silva (Rede), Simone Tebet (PSB) e Márcio França (PSB) sobre as duas vagas ao Senado, com a primeira tendendo a Tebet. (Fonte: G1, 07/05, link)

São Paulo — Senado

Disputa pela vaga de senador racha a direita paulista entre André do Prado e Salles. O deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP) participou de programa da Gazeta do Povo e foi questionado sobre eventual desistência da pré-candidatura ao Senado, após Eduardo Bolsonaro manifestar apoio a André do Prado (PL), presidente da Assembleia Legislativa de SP. Em paralelo, o ex-prefeito de Holambra, Fernando Fiori de Godoy (PL), foi indicado segundo suplente de André do Prado; ele é assessor do deputado estadual Rafa Zimbaldi (União Brasil-SP), do centrão. (Fontes: Gazeta do Povo, 07/05, link; Folha de S.Paulo, 07/05, link)

Minas Gerais — Governo

Indefinição de Pacheco sobre candidatura ao governo paralisa partidos em Minas. Reportagem de O Globo afirma que integrantes de MDB, PDT, União Brasil, PSDB e PP em Minas Gerais reclamam de cenário paralisado pela indefinição do senador Rodrigo Pacheco (PSD) sobre disputar ou não o governo do estado. Segundo as fontes, o senador já sinalizou que não será candidato, mas mantém discurso de articulação ampla, o que evita que aliados apoiem adversários por temer ruídos com Pacheco. (Fonte: O Globo, 07/05, link)

Rio de Janeiro — Governo

Campanha de Douglas Ruas trabalha hipótese de não chegar ao Palácio Guanabara antes da eleição. Reportagem da Veja aponta que a campanha de Douglas Ruas, escolhido pela família Bolsonaro como sucessor no governo do Rio, já considera a possibilidade de o pré-candidato não ocupar o cargo antes do pleito, devido à demora de uma decisão do STF sobre a linha sucessória do estado. Atualmente presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Ruas pede para ser empossado governador, mas a cadeira segue ocupada pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), Ricardo Couto. (Fonte: Veja, 07/05, link)

Pernambuco e Alagoas — Governo

Raquel Lyra (PSD-PE) e JHC (PSDB-AL) contratam o mesmo marqueteiro para 2026. A governadora de Pernambuco Raquel Lyra (PSD), em campanha de reeleição, e o ex-prefeito de Maceió João Henrique Caldas, o JHC (PSDB-AL), candidato ao governo de Alagoas, fecharam com o publicitário Igor Paulin para conduzir as ações de comunicação de suas campanhas eleitorais de 2026. (Fonte: Veja, 07/05, link)


Briefing compilado em 08/05/2026.

Conteúdo gerado automaticamente. Pode conter erros.


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