Eleições 2026: Resumo Semanal, 03/05 a 09/05/2026 (pub. 10/05/2026)

Este é um serviço gratuito de acompanhamento das Eleições Brasileiras de 2026, produzido a partir de monitoramento eleitoral da imprensa. Briefings diários são publicados de segunda a sábado, com resumo semanal aos domingos. Cobertura: notícias publicadas entre 03/05/2026 e 09/05/2026.

Panorama da semana

A semana foi dominada por pesquisas eleitorais e pelos desdobramentos da derrubada do veto presidencial à Lei da Dosimetria. O instituto Real Time Big Data e a Meio/Ideia divulgaram levantamentos que mantêm o quadro de empate técnico entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) em eventual segundo turno. A Genial/Quaest detalhou a corrida em dez estados, com Flávio à frente em cinco e Lula em quatro, e empate técnico em Minas Gerais. No Congresso, o presidente Lula deixou vencer o prazo de 48 horas para promulgar a Lei da Dosimetria, transferindo a responsabilidade ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP); na sexta-feira (8), o ministro Alexandre de Moraes foi sorteado relator de ação direta de inconstitucionalidade apresentada pela federação Psol-Rede contra a norma. Flávio Bolsonaro reforçou palanques: oficializou em Florianópolis chapa “puro-sangue” do PL ao Senado por Santa Catarina, com Carlos Bolsonaro e Carol De Toni, e apoio à reeleição do governador Jorginho Mello (PL); em São Paulo, o senador articulou o lançamento do deputado Guilherme Derrite (PP) ao Senado em ato programado para 15 e 16 de maio, em Campinas, ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). A Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão na casa do senador Ciro Nogueira (PP-PI) na quinta-feira (7), na 5ª fase da operação Compliance Zero, que apura ramificações do caso Banco Master e atribui ao parlamentar mesada de até R$ 500 mil paga pelo banqueiro Daniel Vorcaro; um dia depois, a equipe do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) pediu o adiamento do ato em São Paulo que oficializaria o apoio da federação União Brasil-PP, presidida por Nogueira, à reeleição. Lula recebeu Donald Trump em reunião na quinta-feira (7), no que o Planalto trata como tentativa de “vacina diplomática” contra interferências externas na eleição.

Eleição Presidencial

Flávio oficializa chapa “puro-sangue” do PL em Santa Catarina. O senador Flávio Bolsonaro lançou no sábado (9), no Stage Music Park, em Jurerê, Florianópolis, os pré-candidatos do PL às duas vagas do Senado por Santa Catarina: o irmão Carlos Bolsonaro (PL-SC), ex-vereador do Rio de Janeiro, e a deputada federal Carol De Toni (PL). O ato também oficializou apoio do partido à reeleição do governador Jorginho Mello (PL) e contou com a presença de Adriano Silva, ex-prefeito de Joinville. A decisão deslocou o senador Espiridião Amin (PP-SC), que negociava apoio de Flávio e seguirá candidato à reeleição ao lado do pré-candidato ao governo João Rodrigues (PSD), com apoio da federação União Brasil-PP. (Fontes: Poder360, 09/05; Poder360, 09/05; Estadão, 09/05; SBT News, 09/05)

Flávio reaproxima-se do pastor Silas Malafaia em culto no Rio. O senador participou no domingo (3) de culto na Assembleia de Deus Vitória em Cristo, na Penha, Zona Norte do Rio, comandado por Silas Malafaia, sinalizando reconciliação após atritos do início do ano, quando o pastor manifestou preferência por uma chapa Tarcísio-Michelle. Estiveram presentes o ex-governador Cláudio Castro (PL), o presidente da Alerj e pré-candidato ao governo Douglas Ruas (PL), o pré-candidato ao Senado Marcelo Crivella (Republicanos) e o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante. Durante o culto, Malafaia orou pelos pré-candidatos e criticou o Bolsa Família e o Gás do Povo. (Fonte: O Globo, 03/05)

Flávio liga Banco Master ao PT após operação contra Ciro Nogueira. Em vídeo publicado na noite de quinta-feira (7), horas depois de a PF cumprir busca e apreensão na residência do senador Ciro Nogueira (PP-PI), Flávio defendeu a criação de uma CPI do Master e afirmou que o banco tem ligações com “a alta cúpula do PT nacional e da Bahia”. A reportagem da Gazeta do Povo citada no vídeo aponta que governos petistas baianos viabilizaram a entrada do Master no crédito consignado, via programa CredCesta e privatização da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal) em 2018. O presidente nacional do PT, Edinho Silva, declarou ao Estadão na semana anterior que a sigla “errou ao não liderar a articulação por uma CPI do Master”. (Fontes: G1, 08/05; Poder360, 09/05)

Flávio critica decisão de Moraes sobre Lei da Dosimetria. Em discurso no sábado (9), em Florianópolis, o senador classificou de “canetada burocrática” e “jogo combinado” a decisão monocrática do ministro Alexandre de Moraes que suspendeu a aplicação da Lei da Dosimetria antes do julgamento de mérito pelo plenário do STF. “É uma decisão do Congresso Nacional, em sua grande maioria, defendendo a lei da anistia, que, numa canetada monocrática, mais uma vez, o ministro do Supremo revoga a decisão de nós, os verdadeiros representantes do povo”, afirmou. Flávio também declarou suspeitar de proximidade entre Moraes e o relator do texto na Câmara, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP). (Fontes: O Globo, 09/05; Poder360, 09/05)

Flávio fala em “oito anos” e diz que defenderá o fim da reeleição. Em discurso a empresários em Santa Catarina na sexta-feira (8), Flávio afirmou que, se eleito, seu governo poderia durar “daqui a quatro, daqui a cinco, daqui a oito anos”. Questionado no dia seguinte, declarou ter havido “distorção” e reafirmou que é contra a reeleição, mas que “quatro anos é pouco para um mandato só” — e que vai trabalhar pela aprovação da PEC apresentada por ele em fevereiro, que restabelece o modelo anterior à emenda constitucional de 1997. Em entrevistas anteriores, Flávio também afirmou que será “presidente de fato”, e não o pai, e que dará cargo ao ex-presidente Jair Bolsonaro “se ele quiser”. (Fontes: O Globo, 09/05; Folha, 09/05; Gazeta do Povo, 09/05; O Globo, 08/05)

Pré-candidatos divergem sobre as urnas eletrônicas. Levantamento do Poder360, divulgado na segunda-feira (4), mostra que três dos doze pré-candidatos à Presidência criticam o sistema de urnas eletrônicas e defendem o voto impresso: Flávio Bolsonaro (PL), Cabo Daciolo (Mobiliza) e Rui Costa Pimenta (PCO). Aldo Rebelo (DC) e Augusto Cury (Avante) defendem o sistema, mas admitem mecanismos adicionais de transparência ou auditoria. Lula, Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Renan Santos, Hertz Dias, Edmilson Costa e Samara Martins consideram o sistema seguro. (Fonte: Poder360, 04/05)

Romeu Zema lança aliado de Flávio ao governo do Rio. O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) participou no sábado (9) do lançamento da pré-candidatura do comunicador André Marinho, 31, ao governo do Rio de Janeiro. Marinho, filho do empresário Paulo Marinho, já declarou apoio a Flávio Bolsonaro nas redes sociais e disse ao GLOBO ver Eduardo Paes (PSD) e Douglas Ruas (PL) como “adversários diretos”. Questionado sobre a rivalidade Flávio-Zema na disputa nacional, Marinho afirmou que “todo mundo vai estar junto no final para remover a esquerda”. (Fonte: O Globo, 09/05)

Bolsonaristas pedem solução do STF para sucessão no Rio. O grupo de Flávio articulou nesta semana obstrução nas duas Casas do Congresso para pressionar o STF a concluir o julgamento da sucessão no governo do Rio de Janeiro, parado desde pedido de vista do ministro Flávio Dino. O placar parcial é de 4 a 1 a favor de eleição indireta, com voto vencido de Cristiano Zanin. Os bolsonaristas querem retirar do Palácio Guanabara o presidente do TJ-RJ, desembargador Ricardo Couto, que assumiu interinamente após a renúncia do ex-governador Cláudio Castro. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), declarou ao Estadão: “Não estamos querendo nenhuma decisão a favor do Douglas Ruas. O que a gente quer é que o STF decida logo a sucessão no Rio”. (Fonte: Estadão, 05/05)

Destaques da semana

Governo Lula

Derrotas no Congresso enfraquecem base de Lula. A rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF, em 29 de abril, e a derrubada do veto presidencial à Lei da Dosimetria, no dia seguinte, estremeceram a base aliada e abriram cinco meses de tensão com o Congresso, segundo apuração de O Globo. A avaliação no Planalto é de que o rompimento com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), pode comprometer pautas estratégicas como a PEC da Segurança Pública e o fim da escala 6×1. Aliados temem retaliações via “pautas-bomba”, como aumento do limite do MEI de R$ 81 mil para R$ 130 mil e aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde. Em análise da Folha de S.Paulo, a derrota de Messias é o primeiro caso desde 1894 em que o Senado rejeita um indicado ao Supremo. (Fontes: O Globo, 03/05; Folha, 03/05)

Lula deixa vencer prazo e Congresso assume promulgação da Lei da Dosimetria. O presidente Lula optou por não assinar a Lei da Dosimetria dentro do prazo constitucional de 48 horas após a derrubada de seu veto, transferindo a tarefa ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a partir de quinta-feira (7). A lei altera regras de dosimetria penal para crimes contra o Estado Democrático de Direito, podendo beneficiar condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, e prevê redução de pena para participantes sem papel de liderança ou financiamento. O Congresso comunicou o Planalto na noite de segunda-feira (4), ato que abriu a contagem do prazo. Integrantes do governo e partidos de esquerda preparam ação no Supremo para questionar a constitucionalidade do texto. (Fontes: Gazeta do Povo, 07/05; Estadão, 05/05; CNN Brasil, 05/05)

Alcolumbre busca reaproximação com Lula. O presidente do Senado pediu agenda com Lula a emissários do governo nesta semana, manifestando o desejo de “passar a régua” no episódio Messias. A Alcolumbre os ministros José Mucio (Defesa) e José Guimarães (Relações Institucionais) foram, respectivamente, na terça-feira (5) e na quarta-feira (6); na quinta (7), o presidente do Senado almoçou com o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP). O senador sustenta que não trabalhou contra Messias e que segue interessado em colaborar com pautas do governo. Aliados de Lula discutem possíveis trocas nas lideranças do governo no Senado, com Randolfe e Jaques Wagner (PT-BA) na mira. (Fonte: Folha, 07/05)

Governo coloca PEC da Segurança em segundo plano. Após elencar a proposta como prioridade em 2025, o governo decidiu deixá-la em segundo plano no Senado, onde está parada desde a aprovação na Câmara em março. Alcolumbre não despachou o texto para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Auxiliares de Lula avaliam que o melhor caminho é evitar o tema em ano eleitoral. As novas prioridades são o projeto que reduz tributos sobre combustíveis (relatado pela deputada Marussa Boldrin, Republicanos-GO), a PEC do fim da escala 6×1 (com votação prevista para o fim de maio na Câmara) e o marco regulatório dos minerais críticos. (Fonte: Metrópoles — Igor Gadelha, 09/05)

Reunião com Trump tenta reduzir interferência externa na eleição. O encontro entre Lula e Donald Trump na quinta-feira (7) ocorreu sob a preocupação do Planalto com os reflexos da disputa presidencial de 2026 sobre a relação Brasília-Washington, segundo o Poder360. A pauta oficial incluiu combate ao crime organizado (com foco em PCC e CV), tarifas e comércio bilateral, investigação comercial da Seção 301, minerais críticos e cooperação em segurança. Auxiliares de Lula avaliam que parte da direita brasileira tenta usar a agenda de segurança e minerais críticos para construir pontes políticas com a Casa Branca antes da eleição; o senador Flávio Bolsonaro participou da CPAC em março e defendeu monitoramento internacional das eleições brasileiras. O governo decidiu acelerar a criação de um conselho nacional para minerais críticos após o memorando assinado entre Goiás e os EUA. (Fonte: Poder360, 07/05)

Marqueteiro de Lula propõe “tabelinha” entre PT e governo. Durante o 8º Congresso Nacional do PT, o publicitário Raul Rabelo, que comandará o marketing da campanha de Lula, apresentou estratégia para alinhar a comunicação do partido às ações do governo em três eixos: fim da escala 6×1, combate às apostas online e crise dos combustíveis. Pelo plano, o governo destaca medidas como o decreto que zerou PIS/Cofins sobre o diesel, enquanto o PT, em redes sociais e mobilização de rua, aponta a alta dos preços ao governo Trump e a “bolsonaristas que venderam refinarias e postos da Petrobras”. As diretrizes valem para bancadas no Congresso, perfis de influenciadores e páginas de esquerda. (Fonte: Metrópoles — Igor Gadelha, 06/05)

Lula adota discurso “antissistema” para 2026. Reportagem da Gazeta do Povo aponta que o presidente passou a se posicionar como opositor do “establishment” para conter desgastes de imagem e disputar com Flávio Bolsonaro o eleitorado avesso às elites. A retórica usa a categoria do “sistema” para mirar bilionários e o setor financeiro. Críticos da estratégia, incluindo o ex-juiz Sergio Moro e o deputado Nikolas Ferreira, apontam contradição: o PT acumula cinco mandatos presidenciais e influência institucional consolidada. (Fonte: Gazeta do Povo, 06/05)

PT prepara 37 “candidatos influencers” para o Congresso. Reportagem do Estadão revela estratégia do PT para ampliar a bancada na Câmara em 2026 lançando 37 nomes oriundos do ambiente digital, com mais de 3 milhões de seguidores em alguns casos. A iniciativa foi defendida pelo presidente Lula em entrevistas. (Fonte: Estadão, 03/05)

Lula deve indicar novo nome ao STF antes da eleição. O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (PT-SC), declarou ao Poder360 que o presidente enviará ao Senado um novo nome para a vaga aberta pela aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso ainda antes do pleito de outubro. Messias foi o primeiro indicado a ser barrado pela Casa em 132 anos. Lula pediu, na segunda-feira (4), que Messias permanecesse na chefia da Advocacia-Geral da União após a rejeição. (Fontes: Poder360, 05/05; O Globo, 05/05)

CCJ do Senado pauta PEC da autonomia financeira do BC. O senador Otto Alencar (PSD-BA), presidente da Comissão de Constituição e Justiça, pautou a PEC que amplia a autonomia do Banco Central, ainda sem data definida para votação. (Fonte: CartaCapital, 04/05)

Pesquisas eleitorais

Pesquisa Real Time Big Data/CNN — divulgada em 05/05

Metodologia. Instituto: Real Time Big Data. Contratante: CNN Brasil. Campo: 02/05 a 04/05. Amostra: 2.000 entrevistas. Margem: ±2pp (IC 95%). Registro TSE: BR-03627/2026.

Intenção de voto presidencial — 1º turno. No cenário sem Ciro Gomes, Lula (PT) lidera com 40%, seguido por Flávio Bolsonaro (PL), com 34%. Ronaldo Caiado (PSD) tem 5%, Romeu Zema (Novo) 4% e Renan Santos (Missão) 3%. Augusto Cury (Avante), Aldo Rebelo (DC) e Cabo Daciolo (Mobiliza) registram 1% cada; brancos e nulos somam 6% e 5% não souberam ou não responderam. Com a inclusão de Ciro Gomes (PSDB), Lula tem 38% e Flávio, 33%. Caiado, Ciro e Zema aparecem empatados com 4% cada e Renan Santos mantém 3%.

Intenção de voto presidencial — 2º turno. Flávio Bolsonaro tem 44% contra 43% de Lula, em empate técnico. Ciro Gomes empata em 43% a 43%. Caiado registra 42% contra 43% de Lula. Zema soma 39% e Lula, 43%. Contra Renan Santos, Lula vence com 48% a 24%.

Rejeição. Lula e Flávio Bolsonaro são os candidatos mais rejeitados, sem percentuais detalhados na cobertura.

(Fontes: Gazeta do Povo, 05/05; Veja, 06/05; SBT News, 05/05; CartaCapital, 04/05)

Pesquisa Genial/Quaest — divulgada em 06/05

Metodologia. Instituto: Genial/Quaest. Contratante: Genial Investimentos. Amostra: 11.646 eleitores em dez estados, distribuídos da seguinte forma: 1.650 em São Paulo; 1.482 em Minas Gerais; 1.200 no Rio de Janeiro e na Bahia; 1.104 no Paraná, Rio Grande do Sul e Goiás; 1.002 no Ceará; 900 em Pernambuco e Pará. Campo: 21/04 a 28/04. Margem: ±2pp em São Paulo; ±3pp nos demais estados (IC 95%). Registros TSE: BR-01368/2026, BR-01347/2026, BR-06915/2026, BR-08703/2026, BR-09928/2026, BR-03473/2026, BR-00430/2026, BR-01656/2026, BR-01755/2026 e BR-06207/2026.

Intenção de voto presidencial — 1º turno por estado. Em Pernambuco, Lula tem 53% e Flávio Bolsonaro, 19%. No Ceará, Lula 50% e Flávio 23%. Na Bahia, Lula 49% e Flávio 19%. No Pará, Lula 35% e Flávio 32%. Em Minas Gerais, Lula 33% e Flávio 27%, com Romeu Zema em 11%. Em São Paulo, Flávio aparece à frente com 34% contra 31% de Lula. No Rio de Janeiro, Flávio 31% e Lula 29%. No Rio Grande do Sul, Flávio 31% e Lula 29%. No Paraná, Flávio 38% e Lula 23%. Em Goiás, Ronaldo Caiado lidera com 31%, seguido por Flávio (25%) e Lula (20%).

Intenção de voto presidencial — 2º turno por estado, Lula x Flávio Bolsonaro. No Rio Grande do Sul, Flávio tem 57% e Lula 31%. No Paraná, Flávio 50% e Lula 30%. Em Goiás, Flávio 47% e Lula 34%. Em São Paulo, Flávio 47% e Lula 35%. No Rio de Janeiro, Flávio 45% e Lula 32%. Em Minas Gerais, Lula 39% e Flávio 36% (empate técnico). No Pará, Lula 43% e Flávio 36%. No Ceará, Lula 56% e Flávio 28%. Em Pernambuco, Lula 57% e Flávio 23%. Na Bahia, Lula 55% e Flávio 22%.

Cenário Lula x Romeu Zema (2º turno). Empate técnico em Minas Gerais (Zema 38%, Lula 37%), São Paulo (Zema 36%, Lula 35%), Goiás (Zema 35%, Lula 33%), Paraná (Zema 32%, Lula 29%) e Rio Grande do Sul (Zema 30%, Lula 30%). Lula vence no Pará (42% a 24%), Rio de Janeiro (32% a 23%), Ceará (58% a 17%), Pernambuco (60% a 13%) e Bahia (56% a 13%).

Cenário Lula x Ronaldo Caiado (2º turno). Caiado vence apenas em Goiás (51% a 26%). Há empate técnico em São Paulo (Caiado 34%, Lula 35%), Paraná (Caiado 32%, Lula 29%) e Rio Grande do Sul (Caiado 29%, Lula 32%). Lula vence em Minas Gerais (38% a 26%), Pará (43% a 25%), Rio de Janeiro (32% a 22%), Pernambuco (56% a 17%), Ceará (57% a 17%) e Bahia (56% a 15%).

(Fontes: G1 — 1º turno, 06/05; G1 — 2º turno, 06/05; Estadão, 06/05; CartaCapital, 06/05)

Pesquisa Meio/Ideia — divulgada em 06/05

Metodologia. Instituto: Meio/Ideia. Contratante: portal Meio. Campo: 01/05 a 05/05. Amostra: 1.500 entrevistas por telefone. Margem: ±2,5pp. Registro TSE: não informado na cobertura disponível.

Intenção de voto presidencial — 1º turno. Lula lidera com 40%, seguido por Flávio Bolsonaro com 36%. Ronaldo Caiado tem 5,6%, Romeu Zema 3% e Ciro Gomes 2,3%.

Intenção de voto presidencial — 2º turno. Lula 44,7% e Flávio 45,3% (empate técnico, com brancos e nulos somando 6,5% e 3,5% de não sabe/não respondeu). Lula tinha 45,5% e Flávio 45,8% no levantamento anterior, de abril. Contra Caiado, Lula tem 44,7% a 40%. Contra Zema, Lula 44% a 39%. Contra Renan Santos, Lula 44,7% a 27,6%. Contra Aldo Rebelo e Ciro Gomes, Lula também aparece à frente.

(Fontes: Veja, 05/05; Veja, 09/05)

Pesquisa Percent Brasil/DOC Comunicação — divulgada em 08/05 (Mato Grosso)

Metodologia. Instituto: Percent Brasil. Contratante: DOC Comunicação. Amostra: 1.200 eleitores de Mato Grosso. Campo: 30/04 a 03/05. Margem: ±2,83pp (IC 95%). Registros TSE: BR-0726/2026 e MT-06232/2026. Custo declarado: R$ 30 mil.

Intenção de voto para o governo de Mato Grosso — 1º turno. O senador Wellington Fagundes (PL) lidera com intervalo de 29% a 30,8% nos dois cenários estimulados testados.

Rejeição ao governo de Mato Grosso. Jayme Campos (União Brasil) registra a maior taxa, com 8,2%. Fagundes aparece em seguida, com 5,6%.

(Fonte: Poder360, 08/05)

Judiciário — STF e TSE

Moraes é sorteado relator de ADI sobre a Lei da Dosimetria. Na sexta-feira (8), o ministro Alexandre de Moraes foi sorteado como relator de Ação Direta de Inconstitucionalidade protocolada pela federação Psol-Rede, que pede a suspensão da Lei da Dosimetria. Moraes determinou que o Congresso Nacional e a Presidência da República prestem informações no prazo de cinco dias úteis; em seguida, a Procuradoria-Geral da República e a Advocacia-Geral da União terão três dias para se manifestar. (Fontes: CNN Brasil, 09/05; G1, 08/05)

Kassio Nunes Marques se prepara para presidir o TSE. Indicado por Jair Bolsonaro ao STF, o ministro Kassio Nunes Marques toma posse na presidência do Tribunal Superior Eleitoral na terça-feira (12), substituindo Cármen Lúcia. Em entrevistas a aliados e auditorias internas reportadas pela Folha de S.Paulo, Kassio prepara um teste público de urnas eletrônicas entre quarta (13) e sexta (15), pediu pente-fino aos presidentes dos TREs e firmou convênios em cibersegurança. Pretende implementar dupla checagem na abertura e no fechamento das seções e abrir a fiscalização à OAB durante todo o processo. Diz a interlocutores que adotará postura “menos intervencionista” do que a de Alexandre de Moraes em 2022, com preferência pelo direito de resposta sobre ordens de remoção de conteúdo. André Mendonça assume como vice-presidente do TSE; Antonio Carlos Ferreira, do STJ, atuará como corregedor-geral até as vésperas do primeiro turno. (Fonte: Folha, 09/05)

STF avança sobre casos com impacto eleitoral. Reportagem do Estadão analisa movimentos recentes de ministros do STF que, segundo especialistas ouvidos, podem esvaziar o papel do TSE em 2026. Episódios envolvendo Romeu Zema (Novo) e o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) — alvos de medidas no Supremo — são apontados como sinais de uma tendência a “deslocar” disputas eleitorais para o STF. O professor Luiz Fernando Esteves, do Insper, classifica a remessa do caso Zema ao inquérito das fake news como “drible no TSE”. O senador Alessandro Vieira diz que o ambiente “intimida” candidatos. A reportagem cita levantamento Quaest de março, fora da janela deste briefing semanal, que apontou 66% dos brasileiros considerando importante votar em senadores que defendam o impeachment de ministros do STF. (Fonte: Estadão, 04/05)

TSE celebra 30 anos da urna eletrônica e lança mascote “Pilili”. Em cerimônia na segunda-feira (4), o TSE apresentou a “Pilili”, mascote inspirada na onomatopeia do som emitido pela urna ao confirmar o voto. A ministra Cármen Lúcia, presidente do TSE, declarou em evento para estudantes da rede pública do DF que as urnas eletrônicas “acabaram com a possibilidade de uma pessoa votar por outra e de termos um resultado não condizente com aquilo que foi votado”. O Brasil adotou o sistema em projeto piloto em 1996 e o estendeu a todo o território a partir de 2000. (Fontes: G1, 04/05; Gazeta do Povo, 04/05)

Eleições estaduais

São Paulo — Governo e Senado

Tarcísio confirma Ramuth como vice e fecha chapa da direita. Na terça-feira (5), o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) confirmou que Felício Ramuth (MDB), atual vice-governador, seguirá em sua chapa de reeleição. Anunciou também o presidente da Alesp, André do Prado (PL), e o deputado federal Guilherme Derrite (PP) como pré-candidatos ao Senado. Eduardo Bolsonaro, ex-deputado federal, ficará como suplente. (Fontes: G1, 05/05; Estadão, 05/05; Gazeta do Povo, 05/05; O Globo, 05/05)

Tarcísio adia evento de oficialização do apoio do PP. O ato que oficializaria a adesão da federação União Brasil-PP à reeleição de Tarcísio em São Paulo, marcado para segunda-feira (11), foi adiado a pedido da equipe do governador. Tarcísio participará da posse de Kassio Nunes Marques no TSE em 12 de maio. O adiamento ocorreu um dia após a deflagração da 5ª fase da Compliance Zero contra Ciro Nogueira (PP-PI). (Fonte: Poder360, 08/05)

Tarcísio e Haddad reeditam disputa de 2022. Apuração de O Globo cita pesquisa Genial/Quaest do primeiro turno paulista divulgada em 29 de abril (tratada no briefing semanal anterior), com Tarcísio em 38% e Fernando Haddad (PT) em 26%. A privatização da Sabesp, concluída em junho de 2024, e a política de segurança pública dominam o início da pré-campanha. Em respostas mútuas durante a semana, Tarcísio acusou Haddad de ter “quebrado o País”, enquanto o ex-ministro afirmou que São Paulo “só não está pior por causa da ajuda de Lula”. O PT ainda não definiu o vice da chapa de Haddad — Tabata Amaral (PSB) e Simone Tebet (PSB) descartaram a vaga, e há indefinições entre Marina Silva (Rede), Márcio França (PSB) e a própria Tebet para a segunda cadeira ao Senado. (Fontes: O Globo, 03/05; Estadão, 03/05; Estadão, 05/05; G1, 07/05)

Santa Catarina — Senado e Governo

PL oficializa Carlos Bolsonaro e Carol De Toni ao Senado. No sábado (9), em Florianópolis, Flávio Bolsonaro lançou os pré-candidatos do PL ao Senado pelo estado, com a presença do governador Jorginho Mello (PL), que busca a reeleição. A escolha excluiu o senador Espiridião Amin (PP-SC), que tentava o apoio do PL e seguirá candidato à reeleição na chapa de João Rodrigues (PSD), pré-candidato ao governo apoiado pela federação União Brasil-PP. Amin afirma que apoiará Flávio na disputa nacional. (Fontes: Poder360, 09/05; Estadão, 09/05; SBT News, 09/05)

Rio de Janeiro — Governo

Novo lança André Marinho com presença de Zema. O comunicador André Marinho, 31, foi lançado pré-candidato do Novo ao governo do estado em ato no sábado (9). Marinho declarou apoio nacional a Flávio Bolsonaro e tem o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) e o presidente da Alerj Douglas Ruas (PL) como adversários diretos. (Fonte: O Globo, 09/05)

Sucessão depende de julgamento no STF. O placar parcial é de 4 a 1 a favor da eleição indireta para escolher o substituto de Cláudio Castro, com voto vencido de Cristiano Zanin. O ministro Flávio Dino pediu vista, deixando o presidente do TJ-RJ, desembargador Ricardo Couto, no comando interino do Palácio Guanabara. Bolsonaristas pressionam o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para que o STF conclua o julgamento. (Fonte: Estadão, 05/05)

Minas Gerais — Governo

PT discute “plano B” diante de sinais de recuo de Pacheco. Reportagem de O Globo aponta que o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) tem dito a interlocutores não pretender disputar o governo, citando alternativas como uma vaga no Tribunal de Contas da União ou em tribunais superiores. Petistas mineiros começaram a articular outros nomes: o empresário Josué Alencar (PSB), recém-filiado, é o mais citado, com apoio do presidente do PT em Belo Horizonte, Guima Jardim. A ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, e o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) ainda defendem Pacheco. Em outra ala, há quem prefira o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT). (Fonte: O Globo, 05/05)

Bahia — Governo

Jerônimo Rodrigues e ACM Neto reeditam disputa de 2022. Cobertura de O Globo cita a pesquisa Genial/Quaest baiana divulgada em 29 de abril (tratada no briefing semanal anterior), com empate técnico no segundo turno: ACM Neto (União) em 41% e o governador Jerônimo Rodrigues (PT) em 38%. Metade dos baianos diz que sua decisão é definitiva; 47% afirmam que podem mudar. As investigações da Compliance Zero apontaram correlações entre o Banco Master e os dois campos políticos no estado, levando a um acordo entre os grupos para deixar o tema apartado da corrida eleitoral. (Fonte: O Globo, 09/05)

Roraima — Governo (eleição suplementar)

TSE marca pleito para 21 de junho. A Justiça Eleitoral de Roraima publicou no domingo (3) resolução que define a data da eleição suplementar para o governo do estado. A convocação ocorre após o TSE cassar Edilson Damião (União) e declarar inelegível, até 2030, o ex-governador Antonio Denarium (Republicanos), por abuso de poder político e econômico em 2022. O registro de candidaturas vai até as 19h de 20 de maio; a propaganda eleitoral começa em 21 de maio; rádio e TV, em 3 de junho. A chapa eleita ficará no cargo até 5 de janeiro de 2027. (Fonte: Estadão, 04/05)

Amazonas — Governo (eleição indireta)

Aleam realiza eleição indireta para preencher vacância. A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) realizou na segunda-feira (4) eleição indireta para escolher novo governador e vice, após a renúncia de Wilson Lima (União Brasil) e do vice Tadeu de Souza (PP). Foram registradas cinco chapas: William Bittar (PSDB) com João Ricardo (PL); Roberto Cidade (União Brasil) com Serafim Corrêa (PSB); Cícero Alencar (Democracia Cristã) com Roque Marinho (Democracia Cristã); Sérgio Bezerra (Novo) com Audriclea Viana (Novo); e Daniel Araújo (PT) com Daiane Araújo (PT). (Fonte: Poder360, 04/05)

Briefing semanal compilado em 10/05/2026.

Conteúdo gerado automaticamente. Pode conter erros.


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