Eleições 2026: Resumo Semanal, 12/04 a 18/04/2026

Cobertura: notícias publicadas entre 12/04/2026 e 18/04/2026.

Panorama da semana

A semana concentrou três pesquisas nacionais de intenção de voto. Quaest/Genial e Futura/Apex colocaram o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) numericamente à frente do presidente Lula (PT) num eventual segundo turno pela primeira vez, ambas dentro da margem de erro. CNT/MDA apontou Lula à frente em todos os cenários, com vantagem menor do que em meses anteriores. Detalhes e metodologia completa na seção Pesquisas eleitorais. No Judiciário, o ministro Alexandre de Moraes abriu inquérito no STF para apurar suposta calúnia de Flávio Bolsonaro contra Lula. Kassio Nunes Marques e André Mendonça foram eleitos para presidência e vice-presidência do TSE. No Legislativo, o Senado aprovou Odair Cunha (PT) para vaga de ministro no TCU, em votação que consumou a derrota do candidato apoiado por Flávio. Lula embarcou em viagem à Europa com comitiva de quinze ministros e reafirmou a candidatura à reeleição, chamando Flávio Bolsonaro de “fascista”; em entrevista à Der Spiegel publicada em 17/04, disse que “quando o povo decide, tem que aceitar”.

Eleição Presidencial

Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente de Lula no 2º turno pela primeira vez em pesquisa Quaest. O levantamento Quaest/Genial divulgado em 15/04 mostrou empate técnico no segundo turno, com o senador do PL à frente pela primeira vez desde o lançamento da pré-candidatura em 5 de dezembro de 2025. No primeiro turno, Lula manteve a dianteira isolada sobre Flávio. Detalhes numéricos, rejeição e metodologia completa na subseção “Pesquisa Quaest/Genial — divulgada em 15/04” na seção Pesquisas eleitorais. (Fontes: Poder360, 15/04; G1, 16/04)

Flávio Bolsonaro amplia negociações com União Progressista e Centrão. O senador reforçou as tratativas para costurar aliança com a federação União Progressista (União Brasil e PP). De acordo com a Folha, a aliança está “próxima de ser fechada”, e inclui apoio de pré-candidaturas estaduais. PL e aliados também articularam bloco com o Centrão na votação do TCU em 14/04. (Fonte: Folha de S.Paulo, 13/04)

PL ganha 44 mil filiados após lançamento da pré-candidatura de Flávio ao Planalto. Levantamento do Poder360 com dados do TSE aponta que, desde o anúncio da pré-candidatura em 5 de dezembro de 2025, o PL filiou 44.092 novos apoiadores, e agora soma 939.614 filiados. O partido Missão teve o segundo maior número de adesões (17.255). O PT registrou saída líquida de 4.953 filiados no mesmo período. (Fonte: Poder360, 12/04)

Lula reafirma candidatura e chama Flávio de “fascista”. Em 14/04, após fala interpretada pelo mercado financeiro como sinal de eventual desistência, Lula afirmou em entrevista que é um “compromisso moral, ético e até cristão não permitir que os fascistas voltem a governar”, em referência ao crescimento de Flávio Bolsonaro nas pesquisas. Em entrevista à revista alemã Der Spiegel publicada em 17/04, o presidente declarou que é preciso “aceitar o resultado” quando indagado sobre uma eventual vitória do senador do PL. (Fontes: Poder360, 14/04; Folha de S.Paulo, 17/04)

Flávio retira candidata mulher ao TCU e perde para nome do PT. O senador havia lançado em 8 de abril a deputada Soraya Santos (PL-RJ) como candidata ao TCU, depois retirou a candidatura na semana seguinte. Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama, criticou publicamente a manobra. O candidato apoiado pelo Planalto, Odair Cunha (PT-MG), foi aprovado pelo Senado em 15/04 por 50 votos a 8, com articulação do presidente da Câmara, Hugo Motta, que recorreu a emendas parlamentares e a Ciro Nogueira para evitar a derrota do governo. (Fontes: Folha de S.Paulo, 15/04; Valor, 14/04; Estadão, 15/04; SBT News, 17/04)

PSDB convida Ciro Gomes para disputar a Presidência. O presidente nacional do PSDB, deputado Aécio Neves (MG), convidou em 14/04 o ex-governador do Ceará Ciro Gomes — recém-filiado ao partido — para ser candidato à Presidência em 2026. Ciro disse receber o convite com “honra, surpresa e alegria” e afirmou que avaliará a proposta. Ele já concorreu ao Planalto em 1998, 2002, 2018 e 2022, sem chegar ao segundo turno. No Ceará, a cúpula local do partido manifestou contrariedade: Ciro lidera pesquisas para o governo estadual. (Fontes: Valor, 14/04; CNN Brasil, 15/04; O Globo, 16/04)

Flávio descarta Eduardo Bolsonaro no Itamaraty. Em 16/04, aliados do pré-candidato à Presidência informaram à CNN Brasil que o senador não cogita o irmão, Eduardo Bolsonaro, para a chancelaria em eventual governo. Empresários e setores do PL manifestaram preocupação com a possibilidade, dado o histórico diplomático controverso do ex-deputado, atualmente nos Estados Unidos. (Fonte: CNN Brasil, 16/04)

PL mapeia maiores igrejas evangélicas para agenda de Flávio Bolsonaro. A cúpula do partido intensificou em abril articulação com lideranças evangélicas, mapeando as maiores igrejas do país para agenda do pré-candidato, e tenta abrir espaço também junto a eleitores católicos. (Fonte: Estadão, 14/04)

Haddad diz que vai rever contratos da Sabesp se for eleito governador. O pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou em 15/04 que, se eleito, revisará o contrato de privatização da Sabesp feito pelo atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). “Eu vou avaliar o contrato. Eu não vou deixar o cidadão desguarnecido”, declarou. (Fonte: Poder360, 15/04)

Destaques da semana

Pesquisas eleitorais

Pesquisa Quaest/Genial — divulgada em 15/04

Metodologia. Campo: 9 a 13/04/2026. Amostra: 2.004 entrevistas presenciais domiciliares em 129 municípios. Margem de erro: ±2 pontos percentuais, intervalo de confiança de 95%. Registro TSE: BR-09285/2026. Contratante: Genial Investimentos.

Intenção de voto presidencial. No primeiro turno estimulado, Lula aparece com 37% contra 32% de Flávio Bolsonaro; Ronaldo Caiado (PSD) tem 4%, Romeu Zema (Novo) 3%, Michelle Bolsonaro (PL) 2% e Ciro Gomes (PSDB) 2%. Em cenário de segundo turno entre Lula e Flávio, o senador do PL aparece numericamente à frente pela primeira vez, com 42% contra 40% do presidente — empate técnico dentro da margem de erro. Em fevereiro, a mesma Quaest apontava 43% de Lula contra 38% de Flávio no segundo turno.

Rejeição. A taxa de rejeição de Lula é de 55%, a de Flávio Bolsonaro, de 52%. Os dois pré-candidatos são os mais conhecidos pelo eleitorado.

Avaliação do governo Lula. A desaprovação do governo alcançou 52%, contra 46% de aprovação. Em fevereiro, a relação era de 50% a 48%.

Medo eleitoral. Questão da pesquisa apontou que 43% dos eleitores temem o retorno da família Bolsonaro ao poder, enquanto 42% têm medo de Lula continuar no poder.

Recorte por perfil. Análise distribuída pelo instituto indica que Flávio cresceu especialmente entre homens, jovens e classe média, grupos em que o eleitorado se identifica como independente.

(Fontes: Poder360, 15/04 (rejeição); Poder360, 15/04 (desaprovação); G1, 16/04 (5 pontos sobre Quaest); G1, 15/04 (avanço de Flávio); G1, 15/04 (medo de candidato); Veja, 15/04)

Pesquisa CNT/MDA — divulgada em 14/04

Metodologia. Campo: 8 a 10/04/2026. Amostra: 2.002 entrevistas presenciais em 137 municípios de 25 estados. Margem de erro: ±2,2 pontos percentuais, intervalo de confiança de 95%. Registro TSE: BR-02847/2026. Contratante: Confederação Nacional do Transporte.

Intenção de voto presidencial. No primeiro turno estimulado, Lula tem 39,2% contra 30,2% de Flávio Bolsonaro, seguidos por Ronaldo Caiado (4,6%) e Romeu Zema (3,3%). Em segundo turno entre Lula e Flávio, o presidente lidera com 44,9% contra 40,2% do senador. A CNT/MDA apresenta Lula à frente em todos os cenários testados, resultado que contrasta com Quaest e Futura/Apex na mesma semana.

(Fonte: Poder360, 14/04)

Pesquisa Futura/Apex — divulgada em 14/04

Metodologia. Campo: 7 a 11/04/2026. Amostra: 2.000 entrevistas. Margem de erro: ±2,2 pontos percentuais. Registro TSE: BR-08282/2026.

Intenção de voto presidencial. No primeiro turno, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem em empate técnico. Em cenário de segundo turno, Flávio vence o presidente, com a pesquisa indicando rejeição maior de Lula: 46,4% de rejeição a Lula contra 44,4% a Flávio. O levantamento fortalece o quadro da Quaest de avanço do senador do PL num eventual segundo turno.

(Fonte: Poder360, 14/04)

Pesquisa Datafolha Pernambuco — divulgada em 16/04

Metodologia. Campo: 13 a 15/04/2026. Amostra: 1.022 entrevistas presenciais em 42 municípios de Pernambuco. Margem de erro: ±3 pontos percentuais. Registro TSE: PE-04713/2026. Contratante: Folha de S.Paulo.

Intenção de voto para governo de Pernambuco. O ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), lidera o primeiro turno com 50% das intenções de voto, contra 38% da atual governadora, Raquel Lyra (PSD). É a primeira pesquisa Datafolha do ciclo eleitoral em Pernambuco. Os demais pré-candidatos somam, juntos, 4%.

(Fontes: G1, 16/04; Folha de S.Paulo, 16/04)

Eleições estaduais

Pernambuco — Governo

João Campos lidera Datafolha em Pernambuco; Raquel Lyra fica em segundo. A primeira pesquisa Datafolha do ciclo em Pernambuco, divulgada em 16/04, mostrou o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), à frente da atual governadora Raquel Lyra (PSD). Detalhes na seção Pesquisas eleitorais, subseção Pesquisa Datafolha Pernambuco. (Fonte: G1, 16/04)

Paraná — Governo e Senado

Ratinho Júnior escolhe Sandro Alex como candidato ao governo do Paraná. O governador Ratinho Júnior (PSD) definiu em 14/04 o nome do deputado federal Sandro Alex (PSD), ex-secretário estadual de Infraestrutura, como pré-candidato à sucessão. Alexandre Curi, presidente da Assembleia Legislativa, foi indicado para disputar o Senado. Sandro Alex foi entusiasta da Operação Lava Jato e exaltou o senador Sergio Moro (União-PR). (Fontes: O Globo, 14/04; Folha de S.Paulo, 16/04)

São Paulo — Governo

Tarcísio reconduz chefe do MP-SP e defensora pública-geral. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) reconduziu em 14/04 Paulo Sérgio de Oliveira e Costa ao cargo de procurador-geral de Justiça, e em 16/04 Luciana Jordão como defensora pública-geral. Luciana recebeu 621 dos 822 votos na eleição interna da categoria. (Fontes: Folha de S.Paulo, 14/04; Folha de S.Paulo, 16/04)

Rio de Janeiro — Governo em exercício

Governador interino do RJ exonera mais de 450 e dá poder a procuradores estaduais. O desembargador Ricardo Couto, presidente do TJRJ e governador em exercício após afastamento do titular, promoveu em 14/04 reformulação de cargos em Rioprevidência, Cedae e PGE, alegando apurar aplicações financeiras dos órgãos no Banco Master e na Refit. Em 16 e 17/04, ampliou as medidas para as secretarias de Casa Civil e Governo, com exonerações que superaram 450 cargos, e nomeou procuradores do estado para o comando dessas pastas. (Fontes: G1, 14/04; Folha de S.Paulo, 17/04)

Minas Gerais — Governo

Empresário articula aproximação entre Flávio Bolsonaro e Romeu Zema. O ex-presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, recém-filiado ao PL, busca costurar aliança entre o pré-candidato à Presidência e o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). Uma composição entre ambos é vista por aliados como estratégica para a eleição presidencial no estado. (Fonte: CNN Brasil, 12/04)

Bahia — Governo e Senado

Bolsonaristas da Bahia reagem após ACM Neto sugerir apoio a Caiado à Presidência. Após o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) sinalizar que apoiaria Ronaldo Caiado no primeiro turno presidencial, bolsonaristas baianos cobraram palanque para Flávio Bolsonaro no estado, rejeitando a composição proposta. (Fonte: O Globo, 15/04)

Santa Catarina — Governo e Senado

Chapa de esquerda em SC reúne PT, PSB, PDT e PSOL contra Jorginho Mello. A nova composição será lançada em 16/04 e terá candidato ao governo que declarou voto em Jair Bolsonaro em 2018, Neodi Saretta (PT). Um nome ainda a ser confirmado disputará o Senado com apoio do PT e aposta de Lula para fortalecer a bancada gaúcha aliada no Congresso. (Fonte: O Globo, 16/04)

Goiás — Governo

Ronaldo Caiado deixa governo com pelo menos dez parentes em cargos comissionados. Reportagem da Folha identificou em 12/04 que o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), pré-candidato à Presidência, deixou o Palácio das Esmeraldas em 31/03 com ao menos dez parentes em cargos comissionados. A folha de pagamento estadual de março registra cinquenta Caiados, com remunerações que somam mais de R$ 650 mil mensais. Um dossiê da ditadura militar investigou prática semelhante em gestão anterior da família no governo de Goiás. (Fontes: Folha de S.Paulo, 12/04 (familiocracia); Folha de S.Paulo, 12/04 (parentes no governo))

São Paulo — Senado

Presidente da Alesp viaja aos EUA em busca de aval de Eduardo Bolsonaro para o Senado. André do Prado (PL), presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, deslocou-se aos Estados Unidos em 15/04 para reunião com Eduardo Bolsonaro e tentar selar o aval do ex-deputado, hoje residente em território americano, para a candidatura ao Senado paulista. Na disputa, ainda figuram o deputado Mário Frias (PL) e o vice-prefeito de São Paulo, Mello Araújo. (Fonte: O Globo, 15/04)

Governo Lula

José Guimarães assume Secretaria de Relações Institucionais. O deputado federal José Guimarães (PT-CE), ex-líder do governo na Câmara, tomou posse em 14/04 como ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), responsável pela articulação política com o Congresso. Na cerimônia no Palácio do Planalto, afirmou que “governo não dá certo sem diálogo com o Congresso”. Para assumir a SRI, Guimarães renunciou ao projeto de disputar o Senado pelo Ceará em 2026. Paulo Pimenta (PT-RS) foi anunciado por Lula em 13/04 como novo líder do governo na Câmara, substituindo Guimarães. (Fontes: Poder360, 14/04; G1, 14/04; G1, 13/04 (Pimenta); Valor Econômico, 15/04)

Governo troca membros da CPI para derrotar relatório que pedia impeachment de ministros do STF. Na noite de 14/04, o governo articulou troca de integrantes da CPI do Crime Organizado e o plenário da comissão rejeitou, por 6 votos a 4, o relatório final do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que pedia o impeachment dos ministros do STF Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, além do indiciamento do procurador-geral da República. O parecer cobria investigação sobre o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro. (Fonte: Estadão, 14/04)

Lula embarca para Europa com quinze ministros e reafirma candidatura. Em 16/04, o presidente viajou para agenda oficial na Espanha, Alemanha e Portugal, com comitiva de 15 ministros — a maior do mandato. A viagem inclui a Cúpula Brasil-Espanha, o Fórum Democracia Sempre, a Feira Industrial de Hannover, e participação em reunião global da esquerda na Espanha. Em entrevistas publicadas em 16/04 e 17/04, Lula afirmou que Donald Trump “não pode ficar ameaçando outros países com guerra o tempo todo” e, à revista Der Spiegel, que é preciso “aceitar o resultado” quando questionado sobre eventual vitória de Flávio Bolsonaro. (Fontes: CNN Brasil, 16/04; Revista Oeste, 14/04; G1, 16/04; Folha de S.Paulo, 17/04)

Relator apresenta parecer favorável à PEC que acaba com a escala 6×1; pedido de vista adia votação. O deputado Paulo Azi (União-BA) apresentou em 15/04 parecer favorável, na CCJ da Câmara, a PECs que reduzem a jornada semanal de trabalho no Brasil. Após a leitura, o deputado Lucas Redecker (PSD-RS), da oposição, pediu vista e adiou a votação. Em 17/04, o ministro Guilherme Boulos (PSOL), da Secretaria-Geral da Presidência, declarou em entrevista à GloboNews que o governo quer que a mudança ocorra “imediatamente”. (Fontes: G1, 15/04; G1, 15/04 (detalhes da PEC); G1, 17/04 (Boulos))

Governo busca aprovar PEC da assistência social antes das eleições. O ministro Wellington Dias (Desenvolvimento e Assistência Social) disse em 15/04 que o governo está empenhado em avançar com a PEC 383/2017, que assegura recursos permanentes para assistência social. O Planalto quer evitar descompasso com o calendário eleitoral. (Fonte: Poder360, 16/04)

Governo avalia revogar “taxa das blusinhas” e Alckmin resiste. Em 16/04, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que também ocupa o Ministério do Desenvolvimento, declarou que não há decisão de governo sobre o fim da taxa de importação de pequenas remessas, em reação à possibilidade de revogação. A medida tem sido avaliada pelo Planalto por impacto em popularidade às vésperas do ciclo eleitoral. (Fontes: G1, 16/04; Estadão, 16/04)

Judiciário — STF e TSE

14/04 — TSE elege Kassio Nunes Marques para presidência e André Mendonça para vice-presidência. Os dois ministros do STF indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro assumirão os principais cargos da Justiça Eleitoral no ciclo das eleições de 2026. A indicação é protocolar, baseada em rodízio entre os ministros do STF. A decisão concentra a condução das eleições em integrantes indicados pelo antecessor do atual presidente. (Fonte: Poder360, 14/04)

15/04 — Moraes abre inquérito contra Flávio Bolsonaro por suposta calúnia contra Lula. O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou a abertura de inquérito para apurar publicação feita pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na rede X em 3 de janeiro, em que atribuía ao presidente Lula prática de diversos crimes, incluindo “tráfico internacional de drogas” e “foro de São Paulo”. O inquérito tramita a partir de notícia-crime apresentada pela deputada federal Dandara (PT-MG), encaminhada ao Ministério da Justiça em janeiro. Especialistas em direito eleitoral consultados pela imprensa apontam que uma eventual condenação pode levar à inelegibilidade. (Fontes: Estadão, 15/04; Agência Brasil, 15/04; Veja, 16/04; Metrópoles, 16/04)

15/04 — Gilmar Mendes pede à PGR que investigue o relator da CPI do Crime Organizado. O ministro do STF apresentou à Procuradoria-Geral da República representação para apurar se o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado, cometeu abuso de autoridade ao pedir o indiciamento de Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e o próprio Gilmar Mendes por crimes de responsabilidade. O relatório foi rejeitado pela comissão. (Fontes: G1, 15/04; Folha de S.Paulo, 15/04)

14/04 — Dias Toffoli sugere cassar mandatos de quem “atacar instituições”. O ministro afirmou que o relatório final da CPI do Crime Organizado pode levar à cassação de mandatos dos autores. “A Justiça Eleitoral não faltará em punir aqueles que abusam do seu poder para obter votos num proselitismo eleitoral”, declarou. Em 17/04, a Gazeta do Povo relatou que a declaração alarmou partidos e advogados de pré-candidatos ao Senado que defendem o impeachment de ministros do STF. (Fontes: Estadão, 14/04; Gazeta do Povo, 17/04)

17/04 — Edson Fachin afirma que Supremo está “imerso em crise”. O presidente do STF, ministro Edson Fachin, declarou em 17/04 que o Brasil vive crise em relação à atuação do Judiciário e disse que o tribunal precisa refletir sobre seus limites. “Perde-se a confiança sempre que um juiz parece estar atuando como agente político”, afirmou. (Fontes: Folha de S.Paulo, 17/04; Estadão, 17/04)

13/04 — Alexandre Ramagem é detido pelo ICE nos EUA, solto em 15/04 a aguardar pedido de asilo. O ex-deputado federal cassado Alexandre Ramagem, condenado pelo STF a 16 anos de prisão pela trama golpista, foi detido em 13/04 por agentes do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) dos Estados Unidos na Flórida. De acordo com o deputado Eduardo Bolsonaro (PL) e a mulher de Ramagem, o ex-diretor da Abin permanece no país em processo de asilo e foi liberado em 15/04. A Polícia Federal confirmou que um delegado brasileiro que atua no ICE contribuiu para a identificação. Bolsonaristas creditaram a soltura a integrantes do governo Trump. (Fontes: Metrópoles, 13/04; G1, 13/04; BBC, 15/04; Metrópoles, 15/04; O Globo, 16/04)

13/04 — Flávio Bolsonaro aciona STF contra deputado do PT por vídeo sobre mansão. O pré-candidato à Presidência protocolou queixa-crime no STF contra o deputado Rogério Correia (PT-MG) por vídeo publicado em redes sociais que o relacionou a suposta “grilagem” de imóvel de jogador de futebol. Flávio acusa o petista de difamação e injúria. (Fonte: Metrópoles, 13/04)


Briefing semanal compilado em 19/04/2026.

Conteúdo gerado automaticamente. Pode conter erros.


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