O vídeo responde a um comentário irônico ao vídeo anterior do canal, sobre o rombo das estatais: se a estatal dá lucro, como pode deixar todo mundo mais pobre? A resposta parte do problema central da economia, a escassez. Recursos materiais e humanos são limitados até nos países mais ricos e, por isso, precisam ser alocados com eficiência.
A empresa privada num mercado competitivo tem incentivos para isso: se gasta mais que o concorrente para fazer o mesmo produto, perde mercado, e o banco não cobre prejuízo indefinidamente. A estatal pode recorrer ao Tesouro ou a um banco público e perseguir metas que não incluem o lucro, como produzir tantos milhões de tijolos sem se importar com quanto barro desperdiça. O recurso que ela usa a mais é subtraído do resto da economia: o funcionário e o caminhão que ela imobiliza não estão disponíveis para outra atividade.
Por isso o lucro de um ano não é o critério. Se os Correios lucram um bilhão, é melhor do que se perdem um bilhão, mas uma empresa privada provavelmente chegaria ao mesmo resultado com menos funcionários, caminhões e prédios. Lucrativa ou não, a estatal deixa a sociedade mais pobre do que poderia ser, e só se justifica naquilo que apenas o Estado pode fazer.
Pontos principais
- A escassez obriga a sociedade a alocar recursos com eficiência.
- Competição e risco de quebra dão à empresa privada incentivos que a estatal não tem.
- Recurso desperdiçado pela estatal é recurso subtraído do resto da economia.
- Lucro ou prejuízo num ano não muda o argumento: estatal, só onde apenas o Estado pode atuar.
Fontes e leituras
- O vídeo anterior, a que este responde: Rombo de R$ 8 Bilhões em Estatais… que Nem Deveriam Existir!
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