O brasileiro reclama dos mesmos políticos desonestos e incompetentes e continua a reelegê-los. O vídeo propõe uma explicação incômoda, a partir de uma constatação: quase ninguém justifica o próprio voto pelo interesse pessoal. Todo mundo fala em justiça social, educação, os mais pobres. Raramente alguém admite que vota num candidato porque vai ganhar alguma coisa.
O caso que sustenta a tese é o segundo mandato de Dilma Rousseff. Em 2015, com a economia em recessão, a aprovação do governo chegou a 8%, e 66% da população apoiava o impeachment, petistas inclusive. Dilma não havia mudado de política nem ferido princípio algum, e a maioria nem sabia o que era pedalada fiscal. O dinheiro secou, e cada um perdeu o seu: a bolsa, o benefício, o subsídio do setor. Do mais pobre ao mais rico, todos pularam do barco.
Daí a imagem do título. Boa parte do eleitorado age como um pequeno mensaleiro, que apoia quem lhe garante uma vantagem que ele consegue medir. É por isso que, a cada eleição, todo candidato promete aumentar o Bolsa Família.
A saída proposta não é só renda nem renovação de quadros. É uma reforma cultural, que eleve o nível das escolhas e faça mais gente votar pensando no bem comum.
Pontos principais
- Quase ninguém admite votar pelo próprio interesse: todos invocam o interesse social.
- Em 2015, Dilma caiu a 8% de aprovação não por mudar de política, mas porque o dinheiro acabou.
- Boa parte do eleitor apoia quem lhe garante uma vantagem mensurável, como um pequeno mensaleiro.
- Não é só questão de renda: o abandono de Dilma foi do mais pobre ao mais rico.
- A saída é uma reforma cultural que eleve o nível das escolhas políticas.
Fontes e leituras
- O teste de autoconhecimento citado no vídeo: O Voto “Pelo Social” e a Hipocrisia de Muitos Eleitores. Aqui no site: o resumo desse vídeo.
- Playlist Políticos, Eleitores e Eleições.
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