Eleições 2026: Briefing Diário, 23/05/2026

Este é um serviço gratuito de acompanhamento das Eleições Brasileiras de 2026, produzido a partir de monitoramento da imprensa. Cobertura: notícias publicadas em 22/05/2026.

Eleição Presidencial

Campanha de Lula vê queda de Flávio Bolsonaro no Datafolha como efeito do caso Vorcaro, mas trabalha com hipótese de recuperação. Em avaliação publicada nesta sexta-feira (22) pelo jornal O Globo, integrantes da pré-campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) admitiram que o voto perdido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na primeira pesquisa Datafolha realizada inteiramente após a divulgação das mensagens trocadas com o banqueiro Daniel Vorcaro não migrou para o petista — ficou, segundo a avaliação, em uma zona de indecisos com potencial de retorno ao senador ou de virar abstenção até outubro. Petistas próximos a Lula classificam o eleitor afetado pelas revelações como “anti-Lula” por natureza e descartam adesão automática ao governo. O PT intensificou desde a quarta-feira passada (13) uma operação digital coordenada por Nicole Briones, da sede nacional do partido em Brasília, para sustentar a pecha de “mentiroso” contra Flávio, ao mesmo tempo em que Lula mantém agenda de entregas e o chamado pacote eleitoral de medidas como a isenção da “taxa das blusinhas”, crédito para taxistas e o Desenrola 2.0 a famílias endividadas. (Fonte: O Globo, 22/05, link)

Governo Lula

Lula apela a Alcolumbre por votação da PEC da Segurança Pública e promete recriar ministério em 15 dias. Em entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil, nesta sexta-feira (22), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que paute a PEC 18/2025, já aprovada pela Câmara em março e parada no Senado. “Faço um apelo ao Alcolumbre. Coloque para votar a PEC da Segurança, para resolvermos definitivamente o problema da segurança. Se a PEC for aprovada, 15 dias depois eu crio o Ministério da Segurança Pública”, disse. O texto, de iniciativa do Executivo, integra constitucionalmente o Sistema Único de Segurança Pública (Susp) e prevê reforço da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e da Guarda Nacional, com investimentos da ordem de R$ 11 bilhões em ações federais. Lula reconheceu resistência de governadores à proposta — “alguns governadores não querem que a gente aprove PEC, porque não querem que a gente se meta, é um pedaço de poder que o governador não quer abrir mão” — e admitiu um possível “erro” da Constituição de 1988 ao não definir o papel da União em segurança pública. A promessa de recriar o ministério é reedição do compromisso já feito por Lula em 2022, ainda não cumprido neste terceiro mandato. (Fontes: O Globo, 22/05, link; CartaCapital, 22/05, link)

Equipe econômica projeta arrecadação federal recorde de 23,6% do PIB em 2026, igualando marca histórica de 2010. Segundo o relatório de receitas e despesas do orçamento referente ao segundo bimestre, divulgado nesta sexta-feira (22), o governo prevê que a arrecadação total — impostos, contribuições e demais receitas como royalties do petróleo — atinja o equivalente a 23,6% do Produto Interno Bruto em 2026, mesmo patamar do recorde anterior, registrado em 2010. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou a jornalistas que a alta resulta de uma “recomposição fiscal” baseada em “justiça tributária”, com aumento da carga sobre quem tem maior capacidade econômica e ampliação da isenção do Imposto de Renda para faixas de menor renda. Entre as principais medidas adotadas pelo governo Lula nos últimos anos estão a alta na tributação de fundos exclusivos e “offshores”, a reoneração gradual da folha de pagamentos, o fim de benefícios para o setor de eventos (Perse), o início da taxação das apostas online (“bets”), o aumento do IOF sobre crédito e câmbio e a alta na tributação dos juros sobre capital próprio. No projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027, a equipe econômica informou que medidas voltadas à “recuperação da base arrecadatória” continuarão sendo adotadas. (Fonte: G1, 22/05, link)

Oposição apresenta projetos de decreto legislativo para sustar decretos de Lula sobre redes sociais e fiscalização de big techs. Em entrevista ao programa Café com a Gazeta, nesta sexta-feira (22), o deputado federal Coronel Tadeu (PL-SP) afirmou que a oposição protocolou projetos de decreto legislativo para anular os efeitos dos dois decretos assinados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na quinta-feira (21), que delegam à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) a fiscalização das plataformas digitais e ampliam a responsabilização das big techs por conteúdos de terceiros, incluindo a remoção de publicações sem ordem judicial. “Já tivemos decretos do presidente Lula cancelados por meio de PDL, e é o que deve ser feito imediatamente”, disse Tadeu, que classificou a iniciativa do governo como avanço “em direção ao autoritarismo” e sustentou que a legislação penal já contempla calúnia, injúria e difamação. O parlamentar defendeu que condutas como cyberbullying sejam incorporadas ao Código Penal, em vez de regulamentadas por decreto. (Fonte: Gazeta do Povo, 22/05, link)

Decreto de Lula obriga plataformas a guardar por um ano dados de quem contrata anúncios e impulsionamento. Publicado no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (22), o novo decreto que atualiza o Marco Civil da Internet exige que provedores de aplicações de internet mantenham, por 12 meses contados do fim da veiculação, as informações de pessoas e empresas que contratam anúncios e impulsionamento pago em suas plataformas, com o objetivo declarado de identificar responsáveis por fraudes e golpes digitais e viabilizar ressarcimento a vítimas. As plataformas passam a ter responsabilidade presumida por anúncios com conteúdo criminoso, mesmo sem notificação prévia, e só se eximem caso comprovem atuação “diligente e em tempo razoável” para remoção. A ANPD ficará encarregada de fiscalizar o cumprimento das obrigações, atuando “no atacado” — sem analisar postagens individuais — e identificando “falhas sistêmicas”. O decreto também exige criação de canal específico para denúncias de nudez não consensual (real ou gerada por IA), com remoção em até duas horas após notificação, e proíbe a oferta de ferramentas de IA para criar “nudes” falsos. (Fonte: G1, 22/05, link)

Pesquisas eleitorais

Pesquisa Datafolha — divulgada em 22/05. Primeira do instituto realizada integralmente após a revelação, pelo site The Intercept Brasil em 13 de maio, das mensagens entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, a sondagem mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 40% das intenções de voto no 1º turno e Flávio Bolsonaro com 31%, vantagem de 9 pontos para o petista. Na rodada anterior, divulgada em 16/05 com campo entre 12 e 14 de maio — em sua maior parte antes da revelação das conversas —, Lula tinha 38% e Flávio, 35%. Os demais candidatos do 1º turno aparecem com: Ronaldo Caiado (PSD), 4%; Romeu Zema (Novo), 3%; Renan Santos (Missão), 3%; Samara Martins (UP), 3%; Augusto Cury (Avante), 2%; Aldo Rebelo (DC), 1%; Cabo Daciolo (Mobiliza), 1%; Rui Costa Pimenta (PCO), 1%; Hertz Dias (PSTU), 0%; brancos, nulos ou nenhum, 9%; não sabe, 3%. Em cenário sem Flávio e com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) no lugar dele — primeira vez em que o nome é testado pelo Datafolha —, Lula tem 41% e Michelle, 22%, com Zema (6%), Caiado (5%) e Renan Santos (3%) na sequência. No 2º turno entre Lula e Flávio, o petista lidera numericamente com 47% a 43%, dentro do limite da margem de erro; na semana anterior, os dois estavam em 45%. Lula também aparece à frente nos demais cenários de 2º turno testados, contra Michelle, Zema e Caiado. A rejeição “de jeito nenhum” coloca Flávio (46%) e Lula (45%) tecnicamente empatados no topo, seguidos por Michelle (31%), Zema (18%), Cabo Daciolo (18%), Renan Santos (16%), Rui Costa Pimenta (16%), Caiado (15%), Aldo Rebelo (15%), Samara Martins (13%), Hertz Dias (12%) e Augusto Cury (11%). Quanto ao grau de conhecimento, Lula é “muito bem” conhecido por 65% dos eleitores; Flávio Bolsonaro por 34%; Michelle Bolsonaro por 27%; Zema por 13%; Caiado por 11%. Campo: 20 a 22 de maio de 2026. Amostra: n=2.004 entrevistados. Margem: ±2 pp. Nível de confiança: 95%. Contratante: Folha de S.Paulo. Registro TSE: BR-07489/2026. (Fontes: Folha de S.Paulo / G1, 22/05, link; Gazeta do Povo, 22/05, link; CartaCapital, 22/05, link)

Pesquisa Futura/Apex — divulgada em 22/05. Para 71,5% dos eleitores brasileiros, o áudio enviado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao banqueiro Daniel Vorcaro não muda a opinião sobre o senador; 18,7% disseram ter passado a ver Flávio de forma negativa, 6,4% de forma positiva e 3,4% não souberam responder. Sobre a intenção de buscar um candidato fora do binômio Lula-Flávio diante do vazamento, 65,8% afirmaram que não mudariam de voto, 12,7% disseram querer mudar “muito”, 10,4% “um pouco”, 4,2% disseram que o caso diminuiu a vontade de votar em outro nome e 6,9% se declararam indecisos. Questionados sobre o principal beneficiado político do vazamento, 55,6% apontaram Lula, 26,4% não souberam, 1,8% citaram Michelle Bolsonaro (PL), 1,6% Romeu Zema (Novo), 0,7% Ronaldo Caiado (PSD), 0,4% Renan Santos (Missão); Cabo Daciolo (Mobiliza) não pontuou. Campo: 15 a 20 de maio de 2026. Amostra: n=2.000 eleitores em 878 cidades. Método: entrevistas por telefone. Margem: ±2,2 pp. Nível de confiança: 95%. Contratante: recursos próprios do instituto. Registro TSE: BR-06529/2026. (Fonte: CNN Brasil, 22/05, link)

Judiciário — STF e TSE

Presidente do TSE, Kassio Nunes Marques nomeia André Mendonça juiz auxiliar de propaganda eleitoral. Em portaria publicada no Diário Oficial nesta sexta-feira (22), o ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, designou o vice-presidente da Corte, ministro André Mendonça, como juiz auxiliar de propaganda eleitoral, ao lado da ministra Estela Aranha — que ocupa o posto desde a gestão anterior, da ministra Cármen Lúcia. A presidência do TSE também passa a integrar a distribuição das ações sobre o tema. A portaria estabelece que as decisões liminares sobre propaganda eleitoral, incluindo pedidos de direito de resposta, serão submetidas imediatamente ao plenário do TSE, com possibilidade de julgamento em sessão virtual. Tanto Kassio quanto Mendonça foram indicados ao Supremo Tribunal Federal pelo então presidente Jair Bolsonaro. O quadro lida com temas centrais da campanha de 2026: uso de inteligência artificial, fake news, questionamentos às urnas eletrônicas e propaganda em redes sociais. (Fontes: O Globo, 22/05, link; CartaCapital, 22/05, link)


Briefing compilado em 23/05/2026.

Conteúdo gerado automaticamente. Pode conter erros.


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