Eleições 2026: Briefing Diário, 07/05/2026

Este é um serviço gratuito de acompanhamento das Eleições Brasileiras de 2026, produzido a partir de monitoramento eleitoral da imprensa. Briefings diários são publicados de segunda a sábado, com resumo semanal aos domingos. Cobertura: notícias publicadas em 06/05/2026.

Eleição Presidencial

Lula embarca para Washington em encontro com Trump na Casa Branca. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decolou de Brasília às 13h35 da quarta-feira (6), com previsão de pouso em Washington no fim da tarde, para a reunião marcada com o presidente americano Donald Trump na quinta-feira (7). A comitiva é formada por cinco ministros — Mauro Vieira (Relações Exteriores), Wellington César Lima e Silva (Justiça e Segurança Pública), Dario Durigan (Fazenda), Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) e Alexandre Silveira (Minas e Energia) — e pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Segundo informações divulgadas pelo Planalto, a pauta inclui o tarifaço dos EUA sobre exportações brasileiras, a possibilidade de classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras, parcerias em minerais críticos e terras raras, a guerra americana contra o Irã e a situação política na Venezuela após a prisão do ditador Nicolás Maduro em janeiro. Será o terceiro contato pessoal entre os dois presidentes desde o início do segundo mandato de Trump. (Fontes: O Globo, 06/05, link; CNN Brasil, 06/05, link; G1, 06/05, link)

Trump telefonou para Lula na sexta-feira (1º) e disse “I love you” ao final da conversa. Detalhes do telefonema entre os dois presidentes, ocorrido em 1º de maio, foram divulgados pelo G1 nesta quarta-feira. A conversa durou cerca de 40 minutos. Segundo fontes do governo brasileiro, Trump teria adotado tom amistoso, dito que admira a trajetória política de Lula e mencionado que pesquisou sobre a vida do presidente brasileiro. Ao se despedir, Trump encerrou o telefonema mandando um “I love you” ao petista. Foi nessa ligação que se viabilizou a reunião desta quinta-feira. (Fonte: G1, 06/05, link)

Flávio Bolsonaro encerra agenda nos EUA no mesmo dia em que Lula desembarca em Washington. O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) finaliza nesta quarta-feira a viagem aos Estados Unidos iniciada na semana anterior, no mesmo dia em que o presidente Lula desembarca para a reunião com Trump. Segundo o Globo, Flávio teve agendas com empresários e encontrou o irmão Eduardo Bolsonaro durante a passagem pelo país. A coincidência das duas agendas tem sido lida no Planalto como movimento estratégico do governo para neutralizar a interlocução do grupo bolsonarista com setores republicanos americanos. Reportagem da Folha aponta que o Planalto aposta em usar a reunião com Trump para tentar isolar Flávio. (Fontes: O Globo, 06/05, link; Folha de S.Paulo, 06/05, link)

Caiado classifica Desenrola 2.0 como “cortesia com chapéu alheio”. O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), pré-candidato à Presidência, criticou em entrevista à rádio “A Guardiã da Notícia” o programa Desenrola 2.0, lançado pelo governo federal nesta semana. Segundo Caiado, o programa “é simplesmente tirar o seu dinheiro, que tá no FGTS, que é seu, e entregar para o banco”. Ele responsabilizou Lula pela alta dos juros e pelo aumento do endividamento da população, e afirmou que derrotar o presidente em outubro é “condição primária” para “fazer com que 82% da população saia desse grau de endividamento”. (Fonte: CNN Brasil, 06/05, link)

Justiça manda Google fornecer dados de perfis que associaram Flávio Bolsonaro ao Comando Vermelho. O juiz Hilmar Castelo Branco Raposo Filho, da 21ª Vara Cível de Brasília, determinou na noite da terça-feira (5) que o Google forneça em 15 dias os dados cadastrais completos — incluindo nome, CPF, endereço, telefones e registros de acesso (IPs, datas e horários) — dos responsáveis por três perfis em redes sociais que ligaram Flávio Bolsonaro ao Comando Vermelho. As publicações alegavam que o senador “está envolvido com a morte de policiais”. A decisão atende a ação movida por Flávio contra o Facebook e réus ainda não identificados. Em abril, o mesmo juízo já havia determinado a remoção das postagens. (Fonte: Gazeta do Povo, 06/05, link)

Governo Lula

Múcio se encontra com Alcolumbre e diz que “não é hora” de nova indicação ao STF. O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, esteve com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), na noite de terça-feira (5), na residência oficial da Casa, em primeira tentativa do governo Lula de reconstruir o diálogo com o comando do Senado depois da rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. “Meu papel foi de averiguar a temperatura. O momento é de apaziguar. Não é hora de apresentar nova indicação, nada, é deixar decantar”, afirmou Múcio ao Globo. O ministro disse que Alcolumbre encontrará Lula “mais para frente”. Nesta quarta, o presidente do Senado também conversou com o ministro José Guimarães (Relações Institucionais) na cerimônia dos 200 anos da Câmara dos Deputados — primeiro encontro entre ambos desde a derrota de Messias. (Fontes: O Globo, 06/05, link; Folha de S.Paulo, 06/05, link; Metrópoles, 06/05, link)

Alcolumbre afirma que não espera “nada” do governo. Questionado pelo Globo nesta quarta-feira sobre o que esperaria do governo Lula após a rejeição de Messias, o presidente do Senado respondeu: “Eu tenho que esperar alguma coisa? Não tenho que esperar nada”. Indagado em seguida se acreditava que Lula faria nova indicação ao Supremo neste ano, repetiu: “Não tenho que esperar nada”. Em análise da coluna do Estadão, o senador “fareja alternância de poder e reposiciona Centrão distanciando-se de Lula”. A crise entre Alcolumbre e o Planalto vinha se acumulando desde 2025, quando Lula decidiu indicar Messias sem comunicar previamente o presidente do Senado, que defendia reservadamente o nome do ex-senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a vaga. (Fontes: O Globo, 06/05, link; Estadão, 06/05, link)

Câmara aprova marco dos minerais críticos com fundo de até R$ 5 bilhões e crédito tributário. A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira (6), por acordo entre governo e parte da oposição, o projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE). O texto institui o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE), vinculado à Presidência, autoriza a criação de um Fundo Garantidor da Atividade Mineral (FGAM) de natureza privada com participação da União limitada a R$ 2 bilhões, e prevê crédito fiscal de até R$ 1 bilhão por ano entre 2030 e 2034 para empresas que invistam em processamento. O CIMCE terá poder de homologar acordos internacionais e mudanças societárias em mineradoras estratégicas, e será atualizada a cada quatro anos a lista de minerais. O projeto foi votado às vésperas do encontro de Lula com Trump, e a pauta dos minerais críticos é um dos temas previstos para a reunião. PSOL, Rede e Novo votaram contra; o relator foi o deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP). O texto segue para o Senado. (Fontes: G1, 06/05, link; SBT News, 06/05, link; Veja, 06/05, link)

Lula deve deixar promulgação da derrubada do veto ao PL da Dosimetria para Alcolumbre. O prazo constitucional de 48 horas para o presidente promulgar a derrubada do veto ao PL da Dosimetria, aprovada pelo Congresso em 30 de abril, terminou às 19h18 desta quarta-feira (6). Segundo o ministro José Guimarães e aliados do Palácio, Lula optou por não assinar a promulgação, por avaliar que não quer “deixar sua digital” em uma lei que vetou integralmente em janeiro. Com a omissão presidencial, a tarefa cabe ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre. A nova lei, que reduz penas dos condenados pelo 8 de Janeiro, foi aprovada por 318 a 144 na Câmara e 49 a 24 no Senado. A base do governo no Congresso anunciou que recorrerá ao Supremo Tribunal Federal contra o texto, mas a avaliação interna do Planalto é a de que o STF “não deve se intrometer na disputa com o Legislativo”. (Fonte: G1, 06/05, link)

Senado vê chance mínima de Lula aprovar novo nome ao STF antes das eleições. Levantamento de opiniões feito pela Gazeta do Povo entre senadores indica que a Casa só estará disposta a votar nova indicação ao Supremo após as eleições de outubro. No Centrão, prevalece o diagnóstico de que Lula só terá êxito se escolher alguém com aprovação prévia de Alcolumbre. Senadores da direita defendem deixar a indicação para o presidente eleito; o senador Sergio Moro (PL-PR) afirmou que “esse modelo do Lula é algo que foi rejeitado pelo Senado, refletindo a opinião da população”. Entre o PT e a esquerda, falta consenso sobre como reagir: parte do partido sugere a indicação de uma mulher negra, mas outros temem nova derrota. Reportagem do Globo aponta que Lula está disposto a mudar o critério de escolha do indicado. (Fontes: Gazeta do Povo, 06/05, link; O Globo, 06/05, link)

Lula se irrita com PT, falta a eventos e cobra estratégia pré-eleitoral. Reportagem da Folha de S.Paulo aponta que o presidente Lula tem demonstrado contrariedade com o desempenho do PT na pré-campanha, faltado a eventos partidários e cobrado da direção uma estratégia pré-eleitoral mais agressiva. Em paralelo, o publicitário Raul Rabelo, contratado para comandar o marketing da campanha, apresentou ao 8º Congresso Nacional do PT proposta de “tabelinha” entre comunicação partidária e ações de governo, com alinhamento de discurso em pautas como fim da escala 6×1, combate às apostas online e crise dos combustíveis. (Fontes: Folha de S.Paulo, 06/05, link; Metrópoles, 06/05, link)

Pesquisas eleitorais

Pesquisa Genial/Quaest em 10 estados — divulgada em 06/05. O instituto Genial/Quaest divulgou nesta quarta-feira o consolidado de levantamento conduzido nos dez maiores colégios eleitorais do país. A pesquisa testou cenários de 1º e 2º turnos, aprovação do governo Lula e rejeição dos pré-candidatos. No 1º turno (cinco candidatos: Lula, Flávio Bolsonaro, Caiado, Zema e Renan Santos), Lula lidera em Pernambuco (53% × 19% de Flávio), Ceará (50% × 23%), Bahia (49% × 19%), Pará (35% × 32%) e Minas Gerais (33% × 27%, com Zema em 11%). Flávio aparece à frente em São Paulo (34% × 31% de Lula), Rio de Janeiro (31% × 29%), Rio Grande do Sul (31% × 29%) e Paraná (38% × 23%). Em Goiás, Caiado lidera com 31%, à frente de Flávio (25%) e Lula (20%). No 2º turno entre Lula e Flávio, o petista vence em Pernambuco (57% × 23%), Ceará (56% × 28%), Bahia (55% × 22%), Pará (43% × 36%) e Minas Gerais (39% × 36%, dentro da margem de erro), enquanto Flávio supera Lula em São Paulo (47% × 35%), Rio de Janeiro (45% × 32%), Rio Grande do Sul (57% × 31%), Paraná (50% × 30%) e Goiás (47% × 34%). Em cenário de 2º turno entre Lula e Zema, o petista lidera em PA, RJ, CE, PE e BA; Zema, em MG, SP, GO e PR; há empate no RS. Contra Caiado, Lula vence em SP, RS, MG, PA, RJ, PE, CE e BA; Caiado lidera em GO e PR. O governo Lula é desaprovado em seis dos dez estados (MG, RS, SP, PR, RJ e GO) e aprovado nos quatro do Norte/Nordeste (PE, BA, CE, PA). Segundo Felipe Nunes, diretor da Quaest, “não é coincidência que Lula abra boa vantagem no 1º turno justamente nos estados onde ele tem saldo positivo de aprovação”. Campo: 21 a 28 de abril de 2026. Amostra: 11.646 entrevistas (1.650 SP; 1.482 MG; 1.200 RJ e BA; 1.104 PR, RS e GO; 1.002 CE; 900 PE e PA). Margem: ±2pp em SP e ±3pp nos demais. Nível de confiança: 95%. Registros TSE: BR-09928/2026 (SP), BR-00430/2026 (MG), BR-06207/2026 (RJ), BR-08703/2026 (BA), BR-01656/2026 (PR), BR-06915/2026 (RS), BR-03473/2026 (PE), BR-01347/2026 (CE), BR-01755/2026 (PA) e BR-01368/2026 (GO). Contratante: Genial Investimentos. (Fontes: G1, 06/05, link; Poder360, 06/05, link; Poder360, 06/05, link; CartaCapital, 06/05, link; Veja, 06/05, link)

Pesquisa Meio/Ideia nacional — divulgada em 06/05. O instituto Ideia, em parceria com o Canal Meio, divulgou nesta quarta-feira pesquisa nacional de intenção de voto, rejeição, aprovação do governo e percepções sobre o STF. No cenário de 1º turno, Lula aparece em primeiro com 40% e Flávio Bolsonaro em segundo com 36%, dentro da margem de erro de 2,5 pontos percentuais. No 2º turno, Flávio numericamente à frente, com 45,3%, contra 44,7% de Lula — também em empate técnico; brancos e nulos somam 6,5% e 3,5% disseram não saber. A rejeição de Lula é a mais alta entre os pré-candidatos testados (44,8%); a de Flávio é de 38%. A aprovação do governo Lula é de 44%, ante 53% de desaprovação e 3% que não souberam responder; em rodada anterior do mesmo instituto, divulgada em abril, os índices eram 45%, 51% e 4% — variação dentro da margem. Sobre a vaga aberta no STF, 39,4% dos entrevistados defendem que Lula indique um nome técnico sem ligação com o governo; 37% preferem indicação política; 13,2% acham que a vaga deve ser negociada com o Senado. Sobre a rejeição de Messias, 36% interpretam como articulação da oposição contra o governo. Sobre o embate público entre o pré-candidato Romeu Zema (Novo) e o STF, 50,3% dos entrevistados apoiam Zema e 21,7% apoiam a Corte; 76,4% disseram não conhecer o caso. Campo: 1º a 5 de maio de 2026. Amostra: 1.500 entrevistas por telefone. Margem: ±2,5pp. Nível de confiança: 95%. Registro TSE: BR-05356/2026. Contratante: Canal Meio (R$ 27.600). (Fontes: Poder360, 06/05, link; Poder360, 06/05, link; CartaCapital, 06/05, link; CartaCapital, 06/05, link; CNN Brasil, 06/05, link; CNN Brasil, 06/05, link; CNN Brasil, 06/05, link; Gazeta do Povo, 06/05, link)

Pesquisa Futura/Apex no Rio de Janeiro — divulgada em 06/05. A Futura/Apex divulgou nesta quarta-feira levantamento exclusivo do estado do Rio de Janeiro, abordando intenção de voto, rejeição, aprovação do governo Lula e do governador interino Ricardo Couto. No 2º turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o senador venceria com 48% das intenções de voto contra 39,9% do petista, fora da margem. Em cenários de 2º turno entre Lula e Caiado e entre Lula e Zema, há empate técnico. No 1º turno, com Zema disputando, Flávio tem 43,6% e Lula, 34,6%; sem Zema, os índices são 43,2% e 34,4%, respectivamente. A rejeição de Lula no estado é a maior entre os pré-candidatos: 51,7% dos eleitores fluminenses afirmam que não votariam nele “em hipótese alguma”; em seguida vêm Flávio (42,7%), Cabo Daciolo (17,1%), Zema (11,1%) e Caiado (10,0%). A avaliação do governo Lula entre fluminenses é de 30,9% “ótima/boa”, 19,8% “regular” e 48,2% “ruim/péssima”; 55,3% desaprovam o desempenho contra 41,4% de aprovação. O governador interino do Rio, desembargador Ricardo Couto, é aprovado por 52,9% e desaprovado por 38,5%; sua gestão é avaliada como “ótima/boa” por 31,6%, “regular” por 31,3% e “ruim/péssima” por 27,9%. Campo: 22 a 24 de abril de 2026. Amostra: 1.000 eleitores. Margem: ±3,1pp. Nível de confiança: 95%. Registro TSE: BR-02139/2026. Custo: R$ 80.000, com recursos próprios. (Fontes: Poder360, 06/05, link; Poder360, 06/05, link; Poder360, 06/05, link)

Judiciário — STF e TSE

Luiz Fux é sorteado relator de ADPF que tenta anular rejeição de Messias. O ministro Luiz Fux foi sorteado na terça-feira (5) relator da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF 1324) protocolada pela Associação Civitas para Cidadania e Cultura, que pede a anulação da sessão do Senado que rejeitou Jorge Messias para o STF. A entidade alega “desvio de finalidade” e “simulacro institucional”, e pede liminar para suspender os efeitos da votação e obrigar o Senado a realizar nova deliberação, em escrutínio nominal e não secreto. O Movimento Advogados de Direita Brasil já protocolou pedido para atuar como amicus curiae em defesa da autonomia do Senado. Em entrevista à Gazeta do Povo, o advogado Marco Aurélio de Carvalho, fundador do grupo Prerrogativas e amigo pessoal de Lula e Messias, afirmou que “no fundo, é menos sobre o Messias e mais sobre o que vai vir daqui para a frente”. (Fontes: Gazeta do Povo, 06/05, link; CNN Brasil, 06/05, link; Gazeta do Povo, 06/05, link)

Fachin afirma que “Parlamento e Judiciário não se enfrentam”. Em discurso na cerimônia dos 200 anos da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira, o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, pediu autocontenção mútua entre os poderes uma semana após a rejeição da indicação de Messias. “Senhor presidente da Câmara, senhor presidente do Senado, parlamento e judiciário não se enfrentam, não se substituem. Sustentam-se mutualmente como independentes para serem legítimos e como harmônicos para serem eficazes”, afirmou Fachin, dirigindo-se a Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União-AP). Os ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli também participaram do evento. Segundo a CNN Brasil, Lula não estava previsto na cerimônia. (Fontes: SBT News, 06/05, link; CNN Brasil, 06/05, link; O Globo, 06/05, link)

Cármen Lúcia mantém parado há 4 meses processo sobre mudanças na Ficha Limpa. A ministra Cármen Lúcia mantém sem decisão, há cerca de quatro meses, o processo da ADI 7781, que pode redefinir as regras de inelegibilidade no país e afetar diretamente as eleições de 2026. A ação, apresentada pelo partido Rede, questiona a validade das alterações promovidas pelo Congresso na Lei da Ficha Limpa por meio da Lei Complementar 219/2025. A magistrada é relatora do processo. (Fonte: Gazeta do Povo, 06/05, link)

STF tem 14 julgamentos suspensos por empate à espera de novo ministro. Pelo menos 14 processos no Supremo Tribunal Federal estão sobrestados aguardando o desempate por um décimo primeiro ministro, função vacante desde a aposentadoria de Luís Roberto Barroso e cuja indicação foi rejeitada pelo Senado em 29 de abril. Entre os temas pendentes está o modelo de sucessão no governo do Rio de Janeiro, com placar de 4×1 pela eleição indireta. (Fonte: Estadão, 06/05, link)

Eleições estaduais

São Paulo — Senado

Aliados pressionam Tarcísio a evitar fragmentação da direita ao Senado em SP. Aliados do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) defendem que ele atue para reduzir o número de pré-candidatos de direita ao Senado em São Paulo, sob risco de favorecer um nome da esquerda em uma das duas vagas. Tarcísio anunciou na terça-feira (5) o presidente da Assembleia Legislativa, André do Prado (PL), e o deputado federal Guilherme Derrite (PP) como candidatos da chapa governista. No campo da direita ou centro-direita já são candidatos os deputados federais Ricardo Salles (Novo), Delegado Palumbo (Podemos) e Paulinho da Força (Solidariedade) — Salles é o que aparece com maior pontuação nas pesquisas. Pelo lado da esquerda, são pré-candidatos os ex-ministros Simone Tebet (PSB), Márcio França (PSB) e Marina Silva (Rede); apenas dois disputarão. (Fonte: Folha de S.Paulo, 06/05, link)

Salles descarta retirar candidatura para apoiar André do Prado e o chama de “filhote do Valdemar”. Em entrevista ao SBT News, o deputado federal Ricardo Salles (Novo), pré-candidato ao Senado por São Paulo, afirmou que não retirará sua candidatura para apoiar André do Prado e fez críticas diretas à cúpula do PL e ao Centrão. “Não há possibilidade de abrir mão da disputa”, disse Salles, que também atacou o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e classificou parte do partido como “fisiologista”. Em paralelo, Valdemar disse à coluna de Igor Gadelha no Metrópoles que planeja um megaevento no ginásio do Ibirapuera para lançar a pré-candidatura de André do Prado, e afirmou confiar que o deputado “já sai com 30% dos votos”. (Fontes: SBT News, 06/05, link; Metrópoles, 06/05, link)

Minas Gerais — Governo

Pacheco marca anúncio de decisão sobre candidatura ao governo para o final de maio; Plano B do PT é Josué Alencar. O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) marcou para o final de maio o anúncio sobre se será ou não candidato ao governo de Minas Gerais. Caso desista, a equipe de Lula avalia como Plano B o empresário Josué Alencar — filho do ex-vice-presidente José Alencar e filiado ao PSB mineiro. Em coluna no G1, Valdo Cruz informa que parte do governo já não quer mais Pacheco como candidato após a articulação atribuída a Alcolumbre na rejeição de Messias. Josué Alencar disputou o Senado por Minas em 2014, quando obteve mais de 3 milhões de votos e perdeu para Antonio Anastasia. A preferência do PT mineiro segue por Pacheco, que aparece com pontuação relevante nas pesquisas. (Fonte: G1, 06/05, link)

Pernambuco e Alagoas — Governo

Marqueteiro Igor Paulin assume campanhas de Raquel Lyra (PE) e JHC (AL). O publicitário Igor Paulin comandará duas das principais campanhas do Nordeste em outubro: a tentativa de reeleição da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), e a candidatura ao governo de Alagoas do ex-prefeito de Maceió JHC (PSDB). Em Pernambuco, a disputa promete ser acirrada entre Lyra e o ex-prefeito de Recife João Campos (PSB). (Fonte: Folha de S.Paulo, 06/05, link)

Briefing compilado em 07/05/2026.

Conteúdo gerado automaticamente. Pode conter erros.


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