Este é um serviço gratuito de acompanhamento das Eleições Brasileiras de 2026, produzido a partir de monitoramento eleitoral da imprensa. Briefings diários são publicados de segunda a sábado, com resumo semanal aos domingos. Cobertura: notícias publicadas em 03/05/2026.
Eleição Presidencial
Flávio Bolsonaro recebe apoio público de Silas Malafaia em culto no Rio. O senador e pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), participou em 3 de maio de culto na Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), na Penha, zona norte do Rio de Janeiro, ao lado do pastor Silas Malafaia. Antes da cerimônia, Flávio se reuniu reservadamente com o pastor e, durante o culto, foi chamado ao altar com outros aliados para uma oração coletiva, ajoelhados — momento explicado por Malafaia: “Não estão se ajoelhando diante de mim, mas de Deus”. Estiveram presentes o ex-governador Cláudio Castro (PL-RJ), o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), o presidente da Alerj, Douglas Ruas (PL), e o ex-prefeito Marcelo Crivella (Republicanos-RJ). Malafaia vinha resistindo a embarcar na pré-campanha de Flávio — em janeiro, havia dito preferir Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, e que Flávio “não tinha empolgado”. Na saída, o senador disse ter saído “fortalecido”: “É um líder nosso, uma pessoa que eu ouço bastante. Saio daqui ainda mais forte para continuar minha caminhada junto com ele”. Sóstenes resumiu: “Está claro que o pastor vai caminhar e ajudar no momento certo. Essa união fortalece ainda mais a candidatura”. (Fontes: Estadão, 03/05, link; Folha de S.Paulo, 03/05, link.)
Crise entre Planalto e Davi Alcolumbre aproxima a federação União Brasil-PP de Flávio. Reportagem de O Globo aponta que a derrota histórica imposta a Lula com a rejeição de Jorge Messias ao STF, atribuída pelo governo à articulação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), implodiu a relação do Planalto com a cúpula da federação União-PP. A leitura entre líderes dos dois campos é que Alcolumbre se reaproximou do senador Flávio Bolsonaro e que, a cinco meses das eleições, União Brasil e PP devem migrar para a coligação do PL — embora a neutralidade siga em discussão. Caso confirmada, a aliança daria a Flávio mais recursos do fundo eleitoral e mais tempo de propaganda em rádio e TV do que Lula, e teria impacto direto na disputa por Minas Gerais. Aliados do governo discutem retirar indicados de Alcolumbre da Esplanada (Integração Nacional, Comunicações, Turismo) e em estatais como Correios, Codevasf e Telebras, mas avaliam que uma desidratação imediata acirraria o conflito. (Fonte: O Globo, 03/05, link.)
Janones diz que Flávio será candidato “dificílimo” de enfrentar. O deputado federal André Janones (Avante-MG), aliado próximo de Lula, classificou o senador Flávio Bolsonaro como “candidato dificílimo” e “o que eu menos gostaria de enfrentar” em entrevista ao SBT News divulgada em 3 de maio. Janones avaliou que Flávio herdaria a base de apoio do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, mas teria mais facilidade para se descolar da rejeição associada a ele: “Olha, o desequilibrado é o meu pai. Eu sou o candidato que me vacinei”. Apesar de considerar Lula favorito à reeleição, o petista afirmou que “a disputa está absolutamente aberta” e ressaltou a vantagem da direita nas redes sociais. (Fonte: Poder360, 03/05, link.)
PT prepara 37 “candidatos influencers” para ampliar bancada no Congresso. Reportagem do Estadão revela que o PT articula 37 nomes com presença digital ligada ao partido para concorrer a deputado estadual e federal em outubro — 13 já anunciados, quatro confirmados e 20 em negociação. Entre os nomes estão Thiago dos Reis (deputado federal por SP, com mais de 1 bilhão de views no YouTube), Pedro Rousseff (deputado federal por MG), Leonel Radde (deputado federal pelo RS), Kari Santos (deputada federal por PE) e Thiago Foltran (deputado estadual pelo PR), que recebeu R$ 15 mil da Secom da Presidência em 2025 para divulgar políticas do governo federal. A iniciativa é articulada pelo professor Vinicios Betiol, pré-candidato a deputado estadual no RJ, e ocorre apesar das críticas públicas de Lula a influenciadores. (Fonte: Estadão, 03/05, link.)
Campanha de Flávio definirá “pai do Lulinha” como chave de ataque a Lula. A coluna Painel da Folha de S.Paulo revelou que a equipe de campanha de Flávio Bolsonaro definiu que passará a chamar Lula de “pai do Lulinha”, em alusão a Fábio Luís Lula da Silva, citado na investigação que apura desvios em aposentadorias e pensões do INSS como possível elo com Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. O objetivo é reforçar o discurso anti-corrupção da pré-campanha. (Fonte: Folha de S.Paulo, 03/05, link.)
Veja revela bastidor da estratégia “bolsomaster” do PT contra Flávio. Reportagem da revista detalha como o PT, ao não citar os escândalos do Banco Master e do INSS no manifesto aprovado em seu 8º Congresso, em Brasília, exibiu a militantes vídeos produzidos pelo marqueteiro Raul Rabelo para tentar associar — segundo a revista, “sem provas” — o senador Flávio Bolsonaro à megafraude do Banco Master. O termo “bolsomaster” foi cunhado pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS), ex-ministro da Secom de Lula, durante reunião da bancada na CPMI do INSS. A linha tenta ligar Flávio à autorização concedida pelo Banco Central a Daniel Vorcaro para operar o antigo Banco Máxima a partir de 2019, sob a presidência de Roberto Campos Neto, e à medida provisória de março de 2022 que ampliou a margem de consignado para beneficiários do Bolsa Família e do INSS. (Fonte: Veja, 03/05, link.)
Flávio diz que usará “prestígio no Congresso” para reduzir maioridade penal a 14 anos. Em publicação no X em 3 de maio, o senador Flávio Bolsonaro afirmou que, se eleito, atuará pela redução da maioridade penal para 14 anos em casos de crimes hediondos. “Esse tipo de medida pode ser aprovada quando o presidente da República usa seu prestígio junto ao Congresso Nacional”, escreveu. A proposta retoma PEC apresentada pelo próprio Flávio em 2019. A Constituição estabelece atualmente que menores de 18 anos são penalmente inimputáveis — alteração exigiria aprovação por três quintos do Congresso em dois turnos. (Fonte: Estadão, 03/05, link.)
Zema diz que vai “privatizar tudo” se eleito presidente. Em entrevista ao Canal Livre, o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato do Novo, Romeu Zema, afirmou que pretende privatizar todas as estatais sob controle da União caso eleito presidente. “Se eleito vou privatizar tudo. Isso vai provocar uma queda de juros muito rápida porque virá junto de uma reforma administrativa, uma reforma previdenciária, revisão de benefícios sociais”, disse. Hoje, a União mantém controle de empresas como Petrobras, Banco do Brasil, Caixa, BNDES, Correios, Serpro, Dataprev, Telebras, Casa da Moeda, Embrapa, ENBPar e Eletronuclear. Zema não detalhou cronograma nem regras a serem alteradas. (Fonte: Estadão, 03/05, link.)
Coordenador da campanha de Lula afirma que Flávio “bateu no teto”. O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias (PT-PI), coordenador da campanha de reeleição de Lula, declarou em entrevista publicada em 3 de maio que Flávio Bolsonaro “bateu no teto” de seu desempenho eleitoral. (Fonte: Veja, 03/05, link.)
Tabata Amaral e Simone Tebet descartam compor chapa de Haddad como vice em SP. A deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) e a ministra do Planejamento, Simone Tebet (PSB), descartaram ocupar a vaga de vice na chapa do ex-ministro Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo. Tebet confirmou pré-candidatura ao Senado pelo PSB-SP em acordo costurado com Lula e Haddad. Tabata pretende disputar a reeleição à Câmara para reforçar a bancada do PSB no estado. As duas devem atuar na campanha para reduzir resistências do empresariado e do agronegócio paulistas. (Fonte: Estadão, 03/05, link.)
Governo Lula
Jorge Messias condiciona retorno ao trabalho a conversa com Lula. O advogado-geral da União, Jorge Messias, derrotado pelo Senado em 29 de abril em votação para vaga no STF, afirmou em entrevista ao SBT News publicada em 3 de maio que pretende conversar com o presidente Lula antes de definir seu futuro no governo. Perguntado se voltaria a trabalhar normalmente nesta semana na AGU, respondeu: “Vou conversar antes com o presidente”. E completou: “Estou em período de reflexão e orando. Estou pedindo a Deus discernimento. Eu cumpri meu propósito. Minha consciência está tranquila”. (Fonte: SBT News, 03/05, link.)
Análise: rejeição de Messias marca Executivo ainda mais fraco. A Folha de S.Paulo publicou análise apontando que a rejeição de Messias abre “novo precedente no avanço do Legislativo sobre a força do Executivo”, com Davi Alcolumbre como personagem central. O texto recorda que o cargo de presidente vem perdendo poderes desde a redemocratização — controle sobre o Orçamento, edição de medidas provisórias, distribuição de cargos — e que indicações para agências reguladoras, Cade e Banco Central já são objeto de barganha permanente com o Senado. Cinco senadores ouvidos pela Folha avaliam que Lula passará a ter de negociar suas indicações ao STF antes de enviá-las à Casa, como já ocorre com a CVM. Parte dos congressistas, no entanto, atribui a derrota à fragilidade da base petista no Senado e prevê que Flávio Bolsonaro, se eleito, encontraria menos resistência diante de uma Casa majoritariamente conservadora. (Fonte: Folha de S.Paulo, 03/05, link.)
Governo lança campanha publicitária pelo fim da escala 6×1. O governo federal anunciou em 3 de maio uma campanha pública pela aprovação da redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, com fim da escala 6×1, sob o slogan “Mais tempo para viver. Sem perder salário. Porque tempo não é um benefício. É um direito”. A peça será veiculada em mídia digital, televisão, rádio, jornais, cinema e imprensa internacional. Segundo o Ministério do Trabalho, três em cada dez celetistas trabalham na escala 6×1 — pelo menos 37 milhões de pessoas seriam beneficiadas. O Planalto enviou projeto de lei sobre o tema com urgência constitucional, mas o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), priorizou a tramitação da PEC paralela, com sessões plenárias inéditas em segundas e sextas para acelerar o cronograma e relatoria do deputado Leo Prates (Republicanos-BA). A CNI projeta aumento de custos, perda de poder aquisitivo e alta da inflação. (Fonte: CNN Brasil, 03/05, link.)
Líder do PT defende manter “taxa das blusinhas” e mudar discurso sobre 6×1. O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), defendeu em entrevista publicada pela coluna Painel da Folha que o governo não revogue o imposto sobre compras internacionais via e-commerce, opção em estudo no Planalto. “Temos três razões para endividamento, na minha leitura: a taxa de juros abusiva e criminosa do Banco Central, as bets e o consumo online. A liberação das blusinhas aumenta o consumo e aumenta o endividamento”, afirmou. Uczai sugeriu também que o governo abandone o slogan “dois dias para descansar” na PEC do fim da escala 6×1 — “É dois dias para viver, dois dias para ficar com os filhos, para namorar, amar, festejar” — e disse que a bancada petista defenderá aplicação imediata da redução, sem regra de transição. (Fonte: Folha de S.Paulo, 03/05, link.)
Pesquisas eleitorais
Quaest — recorte sobre alianças entre governadores e presidentes (10 estados)
Metodologia. O briefing reproduz o recorte sobre o perfil ideal de governador divulgado pela Quaest em 3 de maio, parte da rodada estadual que inclui também as intenções de voto comentadas adiante. A reportagem do G1 não detalha campo, amostra, margem de erro nem registro TSE específico do recorte sobre alianças. Os 10 estados pesquisados são São Paulo, Goiás, Rio Grande do Sul, Paraná, Bahia, Pernambuco, Ceará, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Pará. A reportagem não informa contratante.
Resultados. Em 6 dos 10 estados, a maior parcela do eleitorado prefere governadores “independentes”, sem alinhamento com Lula ou Jair Bolsonaro: São Paulo (47%), Goiás (46%), Rio Grande do Sul (45%) e Paraná (44%) registram os índices mais altos. No Nordeste, há preferência majoritária por governadores aliados a Lula: Bahia e Pernambuco (47% cada) e Ceará (43%). Entre os candidatos associados a Bolsonaro, os melhores desempenhos aparecem no Paraná (34%), Goiás (31%), Rio de Janeiro (29%), Minas Gerais e Rio Grande do Sul (28%) e São Paulo (27%) — sem superar, em nenhum estado, a preferência por nomes independentes.
Cenários estimulados de 1º turno reportados pela Quaest. Bahia: ACM Neto (União) e Jerônimo Rodrigues (PT) em empate técnico. Ceará: Camilo Santana (PT) tem desempenho melhor que Elmano de Freitas (PT) contra Ciro Gomes (PSDB). Goiás: Daniel Vilela (MDB) 33%, Marconi Perillo (PSDB) 21%. Minas Gerais: Cleitinho Azevedo (Republicanos) lidera todos os cenários em que aparece. Pará: Daniel Santos (Podemos) e Hana Ghassan (MDB) em empate. Paraná: Sergio Moro (PL) 35%, Requião Filho (PDT) 18%, Rafael Greca (MDB) 15%. Pernambuco: João Campos (PSB) 42%, Raquel Lyra (PSD) 34%. Rio de Janeiro: Eduardo Paes (PSD) lidera em todos os cenários. Rio Grande do Sul: Juliana Brizola (PDT) e Luciano Zucco (PL) em empate técnico. São Paulo: Tarcísio de Freitas (Republicanos) 38%, Fernando Haddad (PT) 26%, Kim Kataguiri (União) 5%, Paulo Serra (PSDB) 5%. (Fonte: G1, 03/05, link. Observação: a reportagem não detalha período de campo, tamanho de amostra, margem de erro nem registro TSE; pontos a serem confirmados na divulgação institucional do instituto.)
Genial/Quaest — leitura de O Globo sobre rodada da semana
Metodologia. O briefing reproduz análise de O Globo sobre rodada da Genial/Quaest divulgada na semana anterior, com 10 estados pesquisados. A reportagem não detalha campo, amostra, margem nem registro TSE específicos; valem ressalvas equivalentes às da Quaest acima.
Conclusão central. Em ao menos 8 dos 10 estados — Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, Pará e Ceará — governadores em exercício enfrentam dificuldade para emplacar sucessores ou tentar a reeleição. Exceções são São Paulo (Tarcísio de Freitas, Republicanos, 38% a 40% no 1º turno; 49% contra 32% sobre Haddad no 2º turno) e Goiás (Daniel Vilela, MDB, sucessor de Ronaldo Caiado, com 33-34% no 1º turno e 46% contra 27% sobre Marconi Perillo no 2º turno).
Recortes estaduais. Em Minas, o sucessor escolhido por Romeu Zema (Novo), o atual governador Mateus Simões (PSD), aparece em quarto lugar com 4% — Cleitinho Azevedo (Republicanos), que ainda não decidiu se será candidato, lidera todos os cenários, seguido por Alexandre Kalil (PDT), Rodrigo Pacheco (PSB) e Ben Mendes (Missão). No Paraná, o ex-secretário Sandro Alex tem 5-6%, atrás de Sergio Moro (PL), Requião Filho (PDT) e Rafael Greca (MDB). No Rio Grande do Sul, o vice Gabriel Souza (MDB), apoiado por Eduardo Leite (PSD), tem 6%, atrás de Juliana Brizola (PDT, 24%) e Luciano Zucco (PL). No Rio, Eduardo Paes (PSD) marca 34-40% no 1º turno e 49% no 2º, contra 9-11% e 16% de Douglas Ruas (PL). No Pará, Daniel Santos (Podemos) tem 22-24%, à frente de Hana Ghassan (MDB, 19-22%). Em Pernambuco, João Campos (PSB) tem 42% no 1º turno e 46% no 2º, contra 34% e 38% de Raquel Lyra (PSD). Na Bahia, ACM Neto (União) marca 41% no 1º turno e 41% no 2º, contra 37% e 38% de Jerônimo Rodrigues (PT). No Ceará, Ciro Gomes (PSDB) tem 41% no 1º turno e 46% no 2º, contra 32% e 35% de Elmano de Freitas (PT). (Fonte: O Globo, 03/05, link.)
Judiciário — STF e TSE
TCU arquiva apuração contra Nikolas Ferreira por uso de jato ligado a Vorcaro e remete o caso à Justiça Eleitoral. O Tribunal de Contas da União decidiu em 3 de maio arquivar pedido de investigação sobre o uso, pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), de aeronave ligada a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, no segundo turno de 2022. O acórdão registra que o tribunal “não encontrou indícios suficientes de irregularidades que envolvessem diretamente o uso de recursos federais” para abrir processo na Corte de Contas, e que se trata de matéria de financiamento de campanha eleitoral, de competência da Justiça Eleitoral. O TCU encaminhou cópia dos autos ao TSE e ao Ministério Público Eleitoral. À época da revelação, em março, Nikolas afirmou desconhecer que o jato Embraer 505 Phenom 300 pertencia a Vorcaro, e disse não ter “qualquer vínculo pessoal, comercial ou institucional” com o banqueiro, hoje investigado por uma das maiores fraudes do sistema financeiro brasileiro. (Fontes: Veja, 03/05, link; G1, 03/05, link.)
Defesa de “Débora do batom” pede ao STF revisão de pena após derrubada de veto à Dosimetria. A defesa da cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, condenada a 14 anos de prisão por crimes ligados aos atos de 8 de janeiro de 2023 (entre eles tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado e associação criminosa armada), protocolou no Supremo Tribunal Federal pedido para que a nova regra de dosimetria, aprovada com a derrubada do veto presidencial em 30 de abril, seja aplicada ao seu caso. Os advogados sustentam que a lei penal mais benéfica deve retroagir, mesmo em casos já julgados. Débora cumpre prisão domiciliar desde março de 2025; o ministro Alexandre de Moraes manteve o regime após a condenação definitiva, em setembro do mesmo ano. (Fonte: Diário do Poder, 03/05, link.)
Eduardo Bolsonaro projeta “ambiente de pressão política” sobre o STF na eleição. Em entrevista ao influenciador australiano Mario Nawfal divulgada em 3 de maio, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que as eleições de outubro produzirão “ambiente de pressão política” sobre o Supremo Tribunal Federal e que a possível ampliação da bancada de direita no Senado, somada ao escândalo dos vazamentos de mensagens de Daniel Vorcaro citando proximidade com ministros da Corte, poderá levar Alexandre de Moraes a “tecnicamente seguir a lei novamente”. Eduardo concentrou as críticas em Moraes, a quem chamou de “líder supremo do Brasil”, e afirmou que um Senado renovado poderia votar processos de impeachment contra ministros. Sobre a relação com os EUA num eventual governo Flávio Bolsonaro, citou cooperação em terras-raras e minerais críticos. (Fonte: Poder360, 03/05, link.)
Eleições estaduais
Amazonas
Amazonas elege governador-tampão em votação indireta nesta segunda. A Assembleia Legislativa do Amazonas vota em 4 de maio o substituto do governador Wilson Lima (União) e do vice Tadeu de Souza (PP), que renunciaram em abril, uma hora antes do fim do prazo de desincompatibilização, para disputar respectivamente o Senado e a Câmara em outubro. Cinco candidatos foram registrados, e o favorito é o presidente da Casa, deputado Roberto Cidade (União Brasil), atual governador interino. O escolhido cumprirá mandato-tampão até janeiro de 2027 e tende a concorrer à reeleição em outubro. A movimentação embaralha o quadro estadual, com pré-candidaturas de Omar Aziz (PSD), apoiado por Lula, Maria do Carmo Seffair (PL), apoiada por Flávio Bolsonaro, e do ex-prefeito de Manaus David Almeida (Avante). O Amazonas é o segundo maior colégio eleitoral da região Norte, com 2,7 milhões de eleitores. (Fonte: Folha de S.Paulo, 03/05, link.)
São Paulo
Marina Silva descarta concorrer ao Senado por SP como suplente. A ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), declarou ao Painel da Folha que a chance de disputar a vaga de suplente de Senado em São Paulo, em chapa com Simone Tebet (PSB) ou Márcio França (PSB), é zero. “Esse debate sobre suplência não é condizente com o tamanho e a qualidade de nossa representação e contribuição”, disse, em referência à federação Rede-PSOL. Lula tem três ex-ministros disputando as duas vagas paulistas ao Senado — Tebet (Planejamento), Marina (Meio Ambiente) e Márcio França (Empreendedorismo) — e a candidatura de Tebet é tida como certa. (Fonte: Folha de S.Paulo, 03/05, link.)
Tarcísio e Haddad reeditam disputa em SP com privatizações e segurança no centro. Reportagem de O Globo trata o duelo entre o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o ex-ministro Fernando Haddad (PT) pela sucessão paulista como reedição do confronto de 2022. Privatização da Sabesp (concluída em junho de 2024, R$ 14,7 bilhões na transferência de 32% das ações, ação contra a operação rejeitada pelo STF por unanimidade) e segurança pública dominam a primeira fase da campanha. Pela Genial/Quaest, Tarcísio tem 38%-40% no 1º turno contra 26%-28% de Haddad. As chapas para o Senado seguem indefinidas: o pré-candidato Guilherme Derrite (PP) é certo na chapa do governador, com disputa interna do PL pela segunda vaga (André do Prado, com aval de Eduardo Bolsonaro e apoio de Valdemar Costa Neto; Mário Frias; Ricardo Mello Araújo; Rosana Valle, apoiada por Michelle Bolsonaro). Pela esquerda, Haddad tem como opções Tebet, Marina Silva e Márcio França — só Tebet está confirmada. (Fonte: O Globo, 03/05, link.)
Rio de Janeiro
Caciques do Rio liberados pela Justiça miram retorno às urnas. Reportagem de O Globo aponta que o ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) e os ex-deputados estaduais Paulo Melo (União) e Edson Albertassi (MDB), excluídos da disputa em 2022 por inelegibilidade, prepararam candidaturas para outubro. Garotinho foi beneficiado em abril pela anulação, no STF, de condenação eleitoral por compra de votos; pelo Republicanos, pode disputar a Câmara, em rota colidente com o filho Wladimir Garotinho (PL), aliado de Flávio Bolsonaro e ex-prefeito de Campos dos Goytacazes. Albertassi e Paulo Melo tiveram processos da Operação Cadeia Velha arquivados em definitivo no mês passado, após remessa do caso à Justiça estadual, e devem concorrer à Alerj. Albertassi sugeriu para o Rio a fórmula “Bolsopaes”, em alusão ao apoio simultâneo a Flávio Bolsonaro na Presidência e a Eduardo Paes (PSD) ao governo do estado. (Fonte: O Globo, 03/05, link.)
Aliado exalta “limpeza” do governador interino do RJ, cotado para o STJ. O desembargador aposentado Henrique Figueira, ex-presidente do TJ-RJ e do TRE-RJ e amigo de longa data de Ricardo Couto, presidente do TJ-RJ e atual governador interino do Rio de Janeiro, classificou em entrevista à Folha como “limpeza espetacular” as medidas adotadas por Couto após assumir o Palácio Guanabara em março, com a renúncia de Cláudio Castro: corte de gastos, exoneração de mais de 450 comissionados e auditoria de contratos. Couto está no cargo por liminar do ministro Cristiano Zanin, em ação do PSD pedindo eleição direta no estado, e o STF mantém o desembargador no Executivo mesmo após Douglas Ruas (PL) ter sido eleito presidente da Alerj — pela linha sucessória, Ruas deveria ter assumido. O julgamento sobre o tipo de eleição que encerrará o impasse está suspenso por pedido de vista de Flávio Dino (placar parcial: 4 a 1 por eleição indireta). Nos bastidores, a gestão moralizadora reforça o rumor de que Couto seria candidato a uma vaga no STJ — o tribunal tem cadeira aberta de Antonio Saldanha Palheiro e prevê outra com a aposentadoria de Og Fernandes em novembro. Couto teria o apoio do ministro Marco Aurélio Bellizze; o presidente eleito do STJ, Luis Felipe Salomão, apoia outro nome do TJ-RJ, o desembargador Mauro Martins. (Fonte: Folha de S.Paulo, 03/05, link.)
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