Eleições 2026: Briefing Diário, 30/04/2026

Este é um serviço gratuito de acompanhamento das Eleições Brasileiras de 2026, produzido a partir de monitoramento eleitoral da imprensa. Briefings diários são publicados de segunda a sábado, com resumo semanal aos domingos. Cobertura: notícias publicadas em 29/04/2026.

Eleição Presidencial

Flávio Bolsonaro celebra rejeição de Messias e diz que “o Brasil tem futuro”. Após o plenário do Senado rejeitar a indicação de Jorge Messias ao STF por 42 votos a 34, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou em rede social que “o Senado fez história e evitou que a esquerda e o PT aparelhassem ainda mais o Estado e a Justiça. Podemos dizer com confiança que o Brasil tem futuro”. Durante a sabatina na CCJ, Flávio e Messias protagonizaram embate sobre o 8 de janeiro de 2023. Pela manhã, Flávio havia previsto a aliados que Messias seria rejeitado. (Fontes: Veja, 29/04, link; CartaCapital, 29/04, link; Metrópoles, 29/04, link)

Caiado: “Senado não aceitou que Lula indicasse seu cabo de chicote”. O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), pré-candidato à Presidência, classificou a rejeição de Messias como “derrota histórica” e “ponto de correção”. “O Senado falou basta, chega. Merece ser aplaudido por exigir que o critério para indicações mude”, afirmou. Para Caiado, Messias seria “mais um ministro alinhado ao presidente”, como nas duas indicações anteriores de Lula — Cristiano Zanin, ex-advogado pessoal, e Flávio Dino, ex-ministro da Justiça. (Fonte: Folha, 29/04, link)

Caiado defende fim da polarização em homenagem do Grupo Mídia. Em premiação dos “100 Mais Influentes do Agronegócio 2026” promovida pelo Grupo Mídia em Ribeirão Preto na noite de 28/04, Caiado criticou tanto as gestões do PT quanto a de Jair Bolsonaro: “Eles (o PT) já governaram o País por cinco mandatos: o outro (Bolsonaro) já teve um. Se tivesse governado bem, não teriam perdido a eleição. Posso afirmar a vocês que, em Goiás, o PT não tem chance pelos próximos 100 anos, eu saí com 88% de aprovação. O remédio é um só: governar bem. É sair da polarização e partir para o resultado.” Caiado classificou o atual governo como “o governo do não”, marcado por aumento da burocracia e da carga tributária. Também foram homenageados no evento Tarcísio de Freitas, Romeu Zema, Pedro Lupion (presidente da FPA) e a senadora Tereza Cristina. (Fonte: Estadão, 29/04, link)

Zema propõe lista tríplice para indicações ao STF e celebra rejeição de Messias. O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), pré-candidato à Presidência, defendeu nesta quarta-feira (29) em almoço com empresários do Grupo Voto, em São Paulo, que a indicação de ministros do STF passe a ser feita a partir de lista tríplice formulada por STJ, CNJ, OAB e Ministério Público Federal. “Não cairíamos nessa situação do presidente ter total liberdade de indicar alguém que não tem a mínima qualificação, simplesmente porque gosta e é amigo.” Zema voltou a defender idade mínima de 60 anos e mandato de 15 anos para os integrantes da Corte e disse confiar no impeachment de ministros do STF, “ainda que esse processo demore alguns meses ou fique para o ano que vem, quando o Senado terá uma nova composição”. Após a rejeição de Messias, escreveu nas redes: “Golaço do Brasil! Um basta à politização do STF”. (Fontes: Estadão, 29/04, link; Veja, 29/04, link)

Mourão, Sergio Moro e Tereza Cristina classificam votação como “vitória histórica”. O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) afirmou que “a derrota escancara o esgotamento político do governo Lula e aprofunda seu enfraquecimento institucional”. O senador e pré-candidato ao governo do Paraná Sergio Moro (União Brasil) descreveu a decisão como “vitória histórica” e afirmou que “as contradições” de Messias “ficaram evidentes hoje na sabatina”. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) declarou que “o Senado foi soberano e cumpriu hoje seu papel constitucional, demonstrando total independência do Executivo. Uma vitória importante das oposições e um recado claro: definir a composição do Supremo é dever do Senado, que reafirma sua autonomia”. (Fontes: Veja, 29/04, link; CartaCapital, 29/04, link)

Aldo Rebelo defende “emendão” para destravar obras e critica o STF na Agrishow. O pré-candidato à Presidência Aldo Rebelo (DC) participou da Agrishow, em Ribeirão Preto, e propôs um pacote único de emendas constitucionais (“emendão”) para destravar obras de infraestrutura interrompidas por liminares judiciais. Rebelo afirmou que “o Brasil é um país interditado” pela atuação do Judiciário e defendeu a revisão do regime de licenciamento ambiental e do funcionamento das ações coletivas no STF. (Fonte: G1, 29/04, link)

Flávio convida deputados aliados para “pelada” em Brasília. O senador Flávio Bolsonaro convocou deputados federais aliados para um jogo de futebol na noite desta quarta-feira (29), em Brasília — segundo aliados, gesto de aproximação para responder a queixas de que o pré-candidato dá pouca atenção à bancada da Câmara. A partida ocorreu no mesmo dia em que o Senado votou a indicação de Messias ao STF. (Fonte: Metrópoles, 29/04, link)

Pesquisas eleitorais

Pesquisa Genial/Quaest São Paulo — divulgada em 29/04. No primeiro turno para o governo de São Paulo, o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) registra 38% das intenções de voto, contra 26% de Fernando Haddad (PT), 5% de Kim Kataguiri (Missão) e 5% de Paulo Serra (PSDB), com 13% de indecisos e 13% de votos brancos, nulos ou de quem não pretende votar. Em cenário sem Paulo Serra, Tarcísio sobe para 40% e Haddad para 28%. Em simulação de segundo turno entre os dois, Tarcísio venceria por 49% a 32%. Na pesquisa espontânea, Tarcísio teve 14% das menções e Haddad 4%; Kataguiri e Paulo Serra não pontuaram. A aprovação da gestão Tarcísio é de 54%, com 29% de desaprovação e 17% que não souberam responder — em agosto de 2025, no mesmo levantamento, os índices eram 60%, 29% e 11%. A avaliação positiva do governo caiu de 45% para 39%, a negativa subiu de 15% para 19% e a regular foi de 29% para 35%. Para o Senado por SP, Simone Tebet (MDB) lidera com 14% a 15% nos quatro cenários testados, seguida por Márcio França (PSB) com 12% e Marina Silva (Rede) com 12% (em cenário sem França). Guilherme Derrite (PP), Ricardo Salles (Novo), André do Prado (PL) e José Aníbal (PSDB) aparecem em empate técnico ou abaixo, com 4% a 8%. Em cenário com o ex-coach Pablo Marçal (União Brasil) — hoje inelegível —, ele alcança 11%, em empate técnico com Tebet (15%) e França (12%). Tebet, em entrevista a O Globo no mesmo dia, descartou a possibilidade de ser vice de Haddad na chapa ao governo paulista. Tarcísio minimizou a queda na aprovação: “Pesquisas sempre são fotografia do momento. A última, da Paraná, deu 64% de aprovação. A da Vox, que saiu no final de semana, 68%. Essa veio com 54%. Enfim, não importa.” Metodologia: amostra de n=1.650 eleitores em 70 municípios paulistas. Campo: 23 a 27 de abril. Margem de erro: ±2 pontos percentuais. Intervalo de confiança: 95%. Contratante: Genial Investimentos. Registro TSE: SP-03583/2026. (Fontes: G1, 29/04, link; Estadão, 29/04, link; O Globo, 29/04, link; O Globo, 29/04, link; Folha, 29/04, link; Poder360, 29/04, link)

Pesquisa Genial/Quaest Bahia — divulgada em 29/04. Empate técnico entre o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) e o atual governador Jerônimo Rodrigues (PT) na disputa pelo governo da Bahia. No 1º turno, ACM Neto registra 41% das intenções de voto e Jerônimo, 37%; Ronaldo Mansur (PSOL) marca 1% e José Estêvão (DC) não pontuou, com 11% de indecisos e 10% de brancos ou nulos. Em simulação de 2º turno, ACM Neto vai a 41% e Jerônimo a 38% — empate dentro da margem. Para o Senado, com duas vagas em disputa, lideram os petistas Rui Costa (PT), com 24%, e Jaques Wagner (PT), com 22%; o ex-ministro João Roma (PL) tem 9% e o senador Angelo Coronel (Republicanos), 6%. Delliana Ricelli (PSOL) marca 1% e Marcelo Santtana (DC) não pontuou. A aprovação do governo Jerônimo Rodrigues é de 56%, com 33% de desaprovação e 11% sem resposta. A avaliação é positiva para 37%, regular para 33% e negativa para 25%. Para 51% dos entrevistados, Jerônimo merece se reeleger; 42% afirmam que não. Metodologia: amostra de n=1.200 eleitores em 61 municípios baianos. Campo: 23 a 27 de abril. Margem de erro: ±3 pontos percentuais. Intervalo de confiança: 95%. Contratante: Genial Investimentos. Registro TSE: BA-03657/2026. (Fontes: Folha, 29/04, link; Estadão, 29/04, link; G1, 29/04, link; G1, 29/04, link; G1, 29/04, link; Poder360, 29/04, link)

Governo Lula

Senado rejeita Jorge Messias para o STF e impõe a Lula primeira derrota em indicação ao Supremo desde 1894. O plenário do Senado rejeitou nesta quarta-feira (29), por 42 votos a 34 e uma abstenção, a indicação do advogado-geral da União Jorge Messias para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal. Messias precisava de 41 votos favoráveis dos 81 senadores. É a primeira vez em 132 anos — desde a recusa de Cândido Barata Ribeiro, indicado por Floriano Peixoto em 1894 — que o Senado rejeita uma indicação presidencial ao Supremo. A votação foi secreta. Mais cedo, a CCJ havia aprovado o nome por 16 votos a 11. Com a rejeição, a mensagem de indicação foi arquivada e Lula precisará enviar novo nome — embora aliados, segundo a coluna Painel da Folha, defendam que o presidente deixe a vaga em aberto até o fim do mandato para evitar nova derrota em ano eleitoral. Durante a sabatina, Messias declarou-se “totalmente contra o aborto”, criticou as decisões monocráticas do STF, classificou o ativismo judicial como “ameaça ao princípio da separação de poderes” e afirmou que o 8 de janeiro foi “um dos episódios mais tristes” de sua vida. (Fontes: G1, 29/04, link; Folha, 29/04, link; CartaCapital, 29/04, link; Gazeta do Povo, 29/04, link; O Globo, 29/04, link)

Reação no Planalto e na base: governistas falam em “chantagem política” e relação rompida com Alcolumbre. O ministro Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência) declarou que “a aliança entre bolsonarismo e chantagem política venceu na rejeição ao nome de Jorge Messias ao STF. O Senado sai menor desse episódio lamentável”. A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) classificou o resultado como “derrota da democracia”. O presidente da CUT, Sérgio Nobre, afirmou que a decisão “prejudica o Brasil”. O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), atribuiu o resultado à “circunstância da política” da eleição de outubro. O líder do PT no Senado, Jaques Wagner, disse-se “surpreso” com o placar. Segundo a Folha, o governo Lula passou a considerar a relação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), “rompida de forma definitiva”. (Fontes: CartaCapital, 29/04, link; Folha, 29/04, link)

Copom corta Selic em 0,25 ponto, para 14,5%, mas Brasil mantém a 2ª maior taxa real do mundo. O Comitê de Política Monetária do Banco Central decidiu, por seis votos a zero, reduzir a taxa básica de juros de 14,75% para 14,5% ao ano. É a segunda queda consecutiva. Mesmo com o corte, o País termina o dia com a segunda maior taxa real de juros do mundo, de 9,18%, atrás apenas da Rússia (9,57%) e à frente de México, África do Sul e Indonésia, segundo monitoramento das consultorias MoneYou e Lev Intelligence. O comunicado do Copom não indicou tendência para a próxima reunião, marcada para 16 e 17 de junho, citando “forte aumento da incerteza” associado aos conflitos no Oriente Médio e à aceleração recente da inflação cheia e das medidas subjacentes, “distanciando-se adicionalmente da meta”. O Boletim Focus de 27 de abril projeta inflação de 4,86% para o fim de 2026, ante meta central de 3% ao ano (com tolerância de 1,5 ponto). O comitê reuniu-se desfalcado de três diretores: dois com mandatos vencidos em 31 de dezembro e ainda não substituídos por Lula, e um ausente por motivo familiar. (Fonte: CartaCapital, 29/04, link)

Contas do governo registram déficit primário de R$ 73,8 bilhões em março, pior resultado para o mês desde 1997. O Tesouro Nacional informou nesta quarta-feira (29) que as contas do governo central tiveram déficit primário de R$ 73,8 bilhões em março, pior resultado para o mês na série histórica iniciada em 1997 — em março de 2025, o resultado havia sido positivo em R$ 1,59 bilhão (corrigido pela inflação). Segundo o Tesouro, a piora decorre principalmente da antecipação no pagamento de precatórios para março, contra cronograma majoritariamente em julho no ano anterior. As despesas totais somaram R$ 269,88 bilhões (alta real de 49,2%), com elevação de R$ 34,9 bilhões em sentenças judiciais e precatórios, R$ 28,6 bilhões em benefícios previdenciários e R$ 11,3 bilhões em pessoal e encargos sociais. A receita líquida cresceu 7,5% em termos reais. No primeiro trimestre, o déficit acumulado é de R$ 17,09 bilhões — em igual período de 2025, havia superávit de R$ 58,75 bilhões. A meta fiscal para 2026 prevê superávit de 0,25% do PIB, mas a previsão oficial do governo é de déficit de quase R$ 60 bilhões depois de descontos legais. (Fonte: G1, 29/04, link)

Eleições estaduais

São Paulo

PSDB oficializa Paulo Serra como pré-candidato ao governo de São Paulo. O PSDB oficializou o nome do ex-prefeito de Santo André Paulo Serra como pré-candidato ao governo de São Paulo em 2026, consolidando a estratégia de candidatura própria no maior colégio eleitoral do país. Serra é presidente estadual do partido e vice-presidente nacional da legenda. Segundo a direção tucana, a sigla rejeita aliança com o PT. Em pesquisa Genial/Quaest divulgada na mesma data, Serra registra 5% das intenções de voto no cenário em que aparece. (Fonte: Diário do Poder, 29/04, link)

Judiciário — STF e TSE

TSE forma maioria para cassar governador de Roraima e tornar Antonio Denarium inelegível até 2030. O Tribunal Superior Eleitoral formou maioria, na noite de terça-feira (28), para manter a cassação do mandato do governador Edilson Damião (União Brasil) — por seis votos a um — e declarou, por unanimidade, a inelegibilidade do ex-governador Antonio Denarium (Republicanos). Damião e Denarium foram condenados por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, em ação movida pela coligação adversária e que o TRE-RR já havia julgado em 2024. O ministro Nunes Marques foi o único a votar contra a cassação de Damião. A presidente do TSE, Cármen Lúcia, suspendeu o julgamento para complemento de tese do ministro André Mendonça e marcou a proclamação do resultado para esta quinta-feira (30), quando também será definida a transição no governo do estado — caso seja mantido o entendimento, o presidente da Assembleia Legislativa assume interinamente até a realização de novas eleições. Denarium havia renunciado ao cargo em 27 de março para tentar disputar o Senado. (Fontes: G1, 29/04, link; Estadão, 29/04, link; CartaCapital, 29/04, link; CNN Brasil, 29/04, link; G1, 29/04, link)

Moraes diz ver “escada eleitoral” em ataques de Zema ao STF. O ministro Alexandre de Moraes voltou a criticar pré-candidatos que atacam o Supremo, dia em que Zema reiterou propostas para reformar a indicação ao tribunal. “Há políticos que, por não terem votos suficientes, tentam ofender o Poder Judiciário, utilizando-o como escada eleitoral”, afirmou Moraes em julgamento da Primeira Turma. Mendes havia pedido, semana passada, a inclusão de Zema no inquérito das fake news, na relatoria de Moraes, após série de vídeos publicada pelo mineiro com fantoches do próprio Mendes e de Dias Toffoli. (Fonte: Poder360, 29/04, link)

Celso de Mello chama rejeição de Messias de “infeliz, grave e injustificável”. O ministro aposentado e ex-presidente do STF Celso de Mello afirmou que a decisão do Senado “parece haver-se orientado por motivações de caráter marcadamente político, alheias à avaliação objetiva dos méritos pessoais, funcionais e jurídicos do indicado”. Reconheceu, entretanto, ser prerrogativa da Casa “aceitar ou rejeitar o nome indicado pelo presidente da República”. O presidente do STF, Edson Fachin, afirmou em nota que o tribunal “reafirma seu respeito à prerrogativa constitucional do Senado” e aguarda “as providências constitucionais cabíveis para o oportuno preenchimento da vaga”. O ministro André Mendonça, principal articulador da indicação, registrou que o Brasil “perde a oportunidade de ter um grande ministro”. (Fontes: Folha, 29/04, link; G1, 29/04, link; CartaCapital, 29/04, link)


Briefing compilado em 30/04/2026.

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