Eleições 2026: Briefing Diário, 28/04/2026

Este é um serviço gratuito de acompanhamento das Eleições Brasileiras de 2026, produzido a partir de monitoramento eleitoral da imprensa. Briefings diários são publicados de segunda a sábado, com resumo semanal aos domingos. Cobertura: notícias publicadas em 27/04/2026.

Eleição Presidencial

Tarcísio e Flávio Bolsonaro fazem 1ª agenda de pré-campanha juntos na Agrishow. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, participaram nesta segunda-feira (27) da abertura da Agrishow 2026, em Ribeirão Preto (SP). Em discurso, Tarcísio chamou Flávio de “próximo presidente do País”, afirmou que estar ao lado dele é forma de manter “vivo o legado” de Jair Bolsonaro e elogiou a articulação entre os dois: “A gente trabalha com quem acredita e com projeto. Precisamos de uma visão convergente em direção ao futuro. O Flávio representa esse projeto.” O governador também criticou o governo Lula, citando aumento de carga tributária e crédito mais caro, e dirigiu a agenda do agro contra a esquerda. Flávio, por sua vez, afirmou que Tarcísio “se Deus quiser será presidente do Brasil um dia”. (Fontes: Estadão, 27/04, link; Folha, 27/04, link; Poder360, 27/04, link)

Flávio chama Lula de “mercadoria vencida” e diz que agro é tratado como “lixo”. Em coletiva ao lado de Tarcísio na Agrishow, Flávio Bolsonaro classificou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como “mercadoria que está vencida” e disse que o petista apresenta “sinais de fadiga”. “Não está compensando mais investir no Brasil, o Brasil faliu. (…) Parece que ele quer afundar cada vez mais o nosso Brasil, e deixar um problema para o próximo presidente resolver.” Em discurso na cerimônia, o senador disse que o agronegócio é “tratado como lixo pelo atual governo”: “O agro não pode ser tratado assim como vilão. O agro não é vilão, o agro é solução para este nosso país. É uma insanidade pisar tanto em um setor como esse.” (Fontes: Gazeta do Povo, 27/04, link; Poder360, 27/04, link; SBT News, 27/04, link)

Flávio acena ao MDB durante a Agrishow. Dirigindo-se ao presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, presente à plateia, Flávio Bolsonaro disse ter “certeza que o MDB está muito mais perto de cá do que de lá”, em referência ao governo Lula. Citou nominalmente os emedebistas Ricardo Nunes (prefeito de São Paulo) e Felício Ramuth (vice-governador de SP). O senador também afirmou ao Poder360, no mesmo dia, que o partido “está mais perto” da centro-direita do que do PT. O MDB tem tradição de liberar diretórios estaduais em pleitos presidenciais. (Fonte: Poder360, 27/04, link)

PL pede que PGR investigue PT por vídeo associando Flávio ao Banco Master. O deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS) protocolou nesta segunda-feira (27) representação na Procuradoria-Geral da República contra o Diretório Nacional do PT, pela produção e divulgação do vídeo apresentado no 8º Congresso petista, no domingo, que cunha a expressão “bolsomaster” e afirma que Flávio Bolsonaro teria recebido “mansão de R$ 6 milhões em Brasília” como parte do esquema do Banco Master. O PL afirma que o material faz “imputação direta de condutas ilícitas sem respaldo em investigações formais conhecidas, apresentada em formato que simula veracidade factual” e pede a interrupção da circulação, identificação dos responsáveis e eventual envio do caso ao TSE. A assessoria de Flávio classificou as acusações de “mentirosas e absurdas” e ressaltou que o senador não é formalmente citado nas investigações do caso. (Fontes: Estadão, 27/04, link; Poder360, 27/04, link; CNN Brasil, 27/04, link)

Carlos Bolsonaro alerta Flávio contra reforma tributária e aproximação com Zema. Em postagem no X nesta segunda-feira (27), o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL), pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, criticou a reforma tributária e fez apelo público ao irmão Flávio: “Ouça ao menos um pouco do que venho lhe dizendo há tempos, e não apenas aqueles que possuem outros interesses ao seu redor. É preciso ponderar.” Carlos vinculou a postagem a uma notícia de 2023 em que o ex-governador Romeu Zema (Novo) declarou ser “totalmente favorável” à reforma tributária — e afirmou que investidores e contratados em Santa Catarina e em todo o Brasil “demonstram enorme preocupação com o aumento de impostos”. O recado mira a hipótese, ventilada por aliados, de aproximação entre Flávio e Zema, e a própria adesão do PL ao texto da reforma. (Fontes: Poder360, 27/04, link; Gazeta do Povo, 27/04, link; Diário do Poder, 27/04, link)

Caiado prefere que Zema mantenha candidatura, mas não descarta chapa. Em compromisso político em Itu (SP), o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), pré-candidato à Presidência, disse preferir que Romeu Zema (Novo) siga com candidatura própria a uma chapa conjunta neste estágio. “Acho que cada um tem o seu estilo. Eu respeito totalmente que cada pré-candidato tenha o seu modelo. O meu estilo é o seguinte: eu governo pacificando”, afirmou, ao questionar: “Por que eu tentaria inibir a campanha de um colega?”. Caiado reconheceu que sua maior dificuldade é o desconhecimento — “53% da população não me conhece” — e pregou tom nacionalista: “Se eu assumir a presidência, eu vou entregar o Brasil aos brasileiros.” (Fonte: Diário do Poder, 27/04, link)

Temer diz que Gilmar Mendes não deveria ter respondido a Zema. O ex-presidente Michel Temer afirmou nesta segunda-feira (27), antes do Fórum Paulista de Desenvolvimento, em Itu (SP), que o ministro do STF Gilmar Mendes não deveria ter respondido publicamente às críticas do ex-governador Romeu Zema. “Eu acho que o ministro Gilmar não deveria ter respondido, porque quanto mais ele responde, evidentemente mais argumentos ele dá para a contestação.” Temer descreveu o embate como sinal de que a polarização chegou à Suprema Corte e atribuiu o ativismo judicial ao próprio desenho da Constituição de 1988, isentando o STF de “tanta culpa”. O bate-boca virtual ganhou força após Gilmar pedir, a Alexandre de Moraes, a inclusão de Zema no inquérito das fake news. (Fontes: Estadão, 27/04, link; Folha, 27/04, link; Gazeta do Povo, 27/04, link)

Ciro Nogueira: eleição será decidida “na margem de erro” e não há espaço para terceira via. O presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), afirmou em jantar do grupo Esfera Brasil em São Paulo, na noite desta segunda-feira (27), que a corrida presidencial será decidida na “margem de erro” e que enquanto Lula e Jair Bolsonaro estiverem vivos não há espaço para a terceira via. “É uma eleição de rejeição”, avaliou. Para Ciro, a eleição “está nas mãos” de Flávio Bolsonaro, que pode “jogar isso fora” se decidir falar com a “extrema direita”. O dirigente disse que o eleitorado decisivo concentra-se em Minas Gerais, São Paulo e parte do Sul, com perfil de centro e mais conservador, e estimou que cerca de 13% dos eleitores ainda decidem o pleito. Sobre o caso Banco Master, considerou que “é difícil jogar o escândalo Master no colo do Lula ou do Flávio” e que o tema não será decisivo. (Fontes: Estadão, 27/04, link; Poder360, 27/04, link; Folha, 27/04, link)

Paulinho da Força declara apoio a eventual candidatura de Ciro Gomes. O presidente do Solidariedade, Paulinho da Força, disse nesta segunda-feira (27) que apoiará uma possível candidatura presidencial do ex-ministro Ciro Gomes (PSDB). Ele afirmou ter recebido contato de Aécio Neves (PSDB) sobre uma eventual repetição da chapa Ciro–Paulinho de 2002. “Gosto muito dele, outro dia o Aécio me ligou e perguntou se a gente não poderia repetir a chapa.” Ciro avalia até maio se disputa o Planalto pela quinta vez ou o governo do Ceará. (Fonte: Poder360, 27/04, link)

Pesquisas eleitorais

Nexus/BTG (presidência) — divulgada em 27/04. A Nexus/BTG Pactual divulgou nesta segunda-feira (27) levantamento que aponta empate técnico no 2º turno presidencial: Lula (PT) com 46% e Flávio Bolsonaro (PL) com 45%; Lula 45% x Romeu Zema (Novo) 41%; Lula 45% x Ronaldo Caiado (PSD) 41%. No 1º turno, Lula lidera em dois cenários com 41%, Flávio aparece em segundo com 36% a 38%; em cenário sem Zema, Lula e Flávio empatam dentro da margem (41% a 38%) e Caiado chega a 6%. Quanto à rejeição, Lula e Flávio empatam com 48%, seguidos por Zema (33%), Aldo Rebelo e Renan Santos (30%) e Caiado (29%). A aprovação do governo Lula é de 46%, com 49% de desaprovação. Em recorte etário divulgado pelo Estadão, apenas 8% dos eleitores acima de 60 anos preferem candidato fora da polarização Lula-Bolsonaro; entre os de 16 a 24 anos (geração Z), 33% querem alternativa. Metodologia: 2.028 entrevistas, de 24 a 26 de abril; margem de erro de ±2 pontos percentuais; intervalo de confiança de 95%; registro TSE BR-01075/2026; custo R$ 164.888,89, pago pelo Banco BTG Pactual S.A. (Fontes: Poder360 — 2º turno, 27/04, link; Poder360 — aprovação, 27/04, link; Poder360 — rejeição, 27/04, link; Estadão — recorte 60+, 27/04, link)

Governo Lula

Lula cancela compromissos públicos após procedimento cirúrgico. O presidente Lula faltou nesta segunda-feira (27) a videoconferência prevista para a inauguração de evento de agricultura familiar em Andradina (SP) e ao 8º Congresso do PT, no domingo (26). A assessoria do Planalto atribuiu a ausência no evento sobre agricultura familiar a “problemas técnicos”. A agenda ainda previa um outro compromisso por videoconferência nesta segunda — inauguração de centro de radioterapia em Presidente Prudente (SP), às 15h —, com possibilidade de não participação. No sábado (25), o presidente, de 80 anos, removeu lesão de carcinoma basocelular do couro cabeludo e tratou tendinite na mão direita. Na noite de segunda, Lula recebeu a ex-presidente Dilma Rousseff para jantar no Palácio da Alvorada, conforme apurou a CNN Brasil. (Fontes: Folha, 27/04, link; CNN Brasil, 27/04, link)

Durigan reúne bancos para tratar do Desenrola 2.0. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reuniu-se nesta segunda-feira (27) com presidentes de bancos públicos e privados para detalhar o Desenrola 2.0. Estiveram presentes representantes de Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, Santander, BTG e da Febraban. Segundo apuração da CNN Brasil, o Planalto tem pressa para colocar o programa “na rua” — a expectativa interna é que medidas voltadas ao endividamento das famílias melhorem a percepção do governo. Em fevereiro, o endividamento das famílias chegou a 49,9%, maior patamar da série histórica do Banco Central; o comprometimento da renda das pessoas físicas alcançou 29,7%. (Fonte: CNN Brasil, 27/04, link)

8º Congresso do PT aprova manifesto que tenta acenar ao centro. O Poder360 publicou na íntegra o manifesto final do 8º Congresso Nacional do PT, encerrado no domingo (26) em Brasília. O texto, elaborado pela tendência majoritária Construindo um Novo Brasil (CNB), defende “amplo processo de concertação social” entre setor produtivo e movimentos populares, lista sete reformas estruturais (política, tributária, tecnológica, do Judiciário, administrativa, agrária e da comunicação) e cita o “socialismo democrático” como horizonte programático na apresentação das reformas. Na política externa, trata o tarifaço de Donald Trump como “repressão econômica” e descreve a aliança EUA–Israel em Gaza como exemplo de ordem internacional em colapso. O manifesto cita inflação na meta, desemprego em mínima histórica e crescimento de 2,8% como provas dos resultados do governo, e defende controle nacional sobre o processamento de terras-raras. O ministro José Guimarães afirmou que o documento tem “centralidade de falar pro país e chamar o centro pra compor com o Lula”. (Fonte: Poder360, 27/04, link)

Novo ministro do MDIC defende fim da escala 6×1 sem compensação a empresários. Márcio Elias Rosa, sucessor de Geraldo Alckmin no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), disse em entrevista ao SBT News que a chance de compensação fiscal aos empregadores em troca do fim da jornada 6×1 é “zero”. “Os estudiosos dizem que o impacto é mais ou menos como o do aumento real de salário mínimo. Isso é facilmente absorvido pelo setor produtivo.” O ministro chamou a jornada atual de “distorção histórica que perdura há quase 40 anos” e disse que defende mudança “sem nenhuma adaptação”. Sobre a “taxa das blusinhas”, defendeu manutenção da cobrança para proteger indústria têxtil e varejo. Em relação a minerais críticos, disse que não ouviu de Lula orientação para criar estatal e que a estratégia é atrair capital estrangeiro com industrialização local. (Fonte: SBT News, 27/04, link)

Ricardo Salles vai ao STF contra projeto do governo sobre fim da 6×1. O deputado federal Ricardo Salles (NOVO-SP) anunciou nesta segunda-feira (27), em reunião com a diretoria da Fiesp, que ingressará nesta terça-feira (28) com mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal para tentar suspender a tramitação do projeto de lei do governo Lula que altera a jornada de trabalho. O argumento central é o rito legislativo: segundo Salles, o Executivo trata tema constitucional por meio de projeto de lei comum, em paralelo a PECs já em discussão no Congresso. O parlamentar também critica o regime de urgência atribuído ao texto. O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, classificou o projeto como “vergonhoso” e “ilegal” em entrevista à CNN Brasil, e defendeu adiar o debate para depois das eleições. (Fonte: CNN Brasil, 27/04, link)

Judiciário — STF e TSE

Congresso decide na quinta-feira (30) se mantém o veto de Lula ao PL da Dosimetria. Em sessão conjunta marcada para as 11h da próxima quinta-feira, deputados e senadores avaliam a derrubada do veto do presidente Lula ao chamado PL da Dosimetria, criado para reduzir penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. São necessários 257 votos na Câmara e 41 no Senado. O texto prevê que, em concurso de crimes no mesmo contexto, prevaleça a punição mais grave (sem soma das condenações), e progressão de regime com cumprimento de 1/6 da pena, percentual menor do que o aplicado em crimes com violência ou grave ameaça. Segundo a Consultoria Legislativa da Câmara, a aprovação reduziria para 20 anos a pena de 27 anos e três meses imposta a Jair Bolsonaro, com prazo em regime fechado de cerca de dois anos e quatro meses. Versão final inclui emenda do senador Sergio Moro (União-PR) para focar a redução nos crimes contra o Estado democrático de direito; relator no Senado, Esperidião Amin (PP-SC), nega que o texto beneficie outros tipos de crimes. (Fonte: Estadão, 27/04, link)

Moraes concede prisão domiciliar a “Fátima de Tubarão” e mais 17 idosos do 8 de janeiro. O ministro Alexandre de Moraes autorizou na sexta-feira (24), em decisão tornada pública nesta segunda-feira (27), prisão domiciliar de 18 idosos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, todos com penas superiores a 13 anos. Entre eles está Maria de Fátima Mendonça Jacinto Souza, 70, conhecida como “Fátima de Tubarão” — condenada a 17 anos por abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado e associação criminosa armada. Iraci Megumi Nagoshi, 73, que já cumpriu domiciliar até descumprir, segundo Moraes, “966 vezes” as cautelares para atividades como musculação e pilates, voltou ao regime domiciliar. Os beneficiados deverão usar tornozeleira eletrônica, manter passaportes suspensos, ficarem proibidos de redes sociais e de contato com outros envolvidos no caso, sob pena de retorno ao regime fechado. (Fontes: Estadão, 27/04, link; Folha, 27/04, link; G1, 27/04, link)

Bolsonaro completa um mês em prisão domiciliar. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) completou nesta segunda-feira (27) um mês em prisão domiciliar, decretada por Alexandre de Moraes pelo prazo de 90 dias. Bolsonaro cumpre pena no Condomínio Solar de Brasília, no Jardim Botânico (DF), com tornozeleira eletrônica, relatórios médicos semanais ao STF, restrição de deslocamento e proibição de uso de redes sociais e celular. Após parecer favorável da PGR, a defesa aguarda decisão de Moraes para que ele realize artroscopia no ombro direito — a 9ª cirurgia desde o atentado à facada de 2018. (Fonte: Diário do Poder, 27/04, link)

Defesa de Silas Malafaia pede adiamento do julgamento no STF. Os advogados do pastor Silas Malafaia pediram nesta segunda-feira (27) ao Supremo Tribunal Federal adiamento do julgamento previsto para esta terça (28), no qual a Primeira Turma decidirá se ele se torna réu por suposta injúria e calúnia contra integrantes do Alto Comando do Exército. O argumento é que a Primeira Turma está reduzida a quatro ministros (Alexandre de Moraes — relator —, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin), após a transferência do ministro Luiz Fux para a Segunda Turma e a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso. A defesa alega “risco concreto de empate” e ausência de “situação de urgência”. A denúncia da PGR baseia-se em discurso de Malafaia em 6 de abril de 2025, na Avenida Paulista, em que teria chamado o comandante do Exército, general Tomás Paiva, e outros oficiais de “frouxos”, “covardes” e “omissos” diante da prisão do general Walter Braga Netto. (Fontes: Gazeta do Povo, 27/04, link; CNN Brasil, 27/04, link)

Eleições estaduais

São Paulo

PL discute Eduardo Bolsonaro como suplente de André do Prado para o Senado. O PL avalia indicar o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (autoexilado nos EUA) como suplente do deputado estadual André do Prado, presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, na chapa ao Senado em SP, segundo coluna Painel da Folha. O partido analisa a viabilidade jurídica — a lei não impede candidatura de quem está fora do país, mas há receio de “outro entendimento” do TSE por motivos políticos. A exigência teria sido feita pelo próprio Eduardo, que preferia o deputado federal Mário Frias ou o deputado estadual Gil Diniz, mas se rendeu ao argumento de que Prado tem mais aceitação na classe política e “maior chance de conquistar o eleitor de centro”. O presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, e Eduardo combinaram anúncio até o início de maio. Em entrevista paralela, Flávio Bolsonaro disse que o irmão Eduardo terá papel “decisivo” na definição da chapa de SP. (Fontes: Folha, 27/04, link; Estadão, 27/04, link)

Tebet nega disputar vice em SP e reforça candidatura ao Senado. A senadora Simone Tebet (PSB) reafirmou ao Poder360 nesta segunda-feira (27) que disputará vaga ao Senado em São Paulo, descartando a possibilidade de figurar como vice na chapa de Fernando Haddad (PT) ao governo paulista. “Não comigo. Sou candidata ao Senado.” (Fonte: Poder360, 27/04, link)

Rio de Janeiro

Quaest no governo do RJ — divulgada em 27/04. Pesquisa Genial/Quaest aponta Eduardo Paes (PSD) na liderança da disputa pelo governo do Rio de Janeiro, com 34% a 40% das intenções de voto no 1º turno. Douglas Ruas (PL) aparece em segundo, com 9% a 11%. Em 2º turno, Paes faz 49% a 16% sobre Ruas. Anthony Garotinho (Republicanos) lidera em rejeição: 65% disseram conhecê-lo e não votar nele em hipótese alguma. A gestão do ex-governador Cláudio Castro (PL) — que deixou o cargo em fim de março, antes da decisão do TSE que o tornou inelegível por abuso de poder político e econômico em 2022 — é desaprovada por 47% e aprovada por 35%. Metodologia: 1.200 entrevistas no Rio de Janeiro, de 21 a 25 de abril; margem de erro de ±3 pontos percentuais; intervalo de confiança de 95%; registro TSE RJ-00613/2026; custo R$ 205.008,84, pago pelo Banco Genial. (Fontes: Poder360 — governo, 27/04, link; Poder360 — Castro desaprovação, 27/04, link)

Quaest no Senado pelo RJ — mesmo levantamento. Cinco pré-candidatos empatam tecnicamente. O ex-governador Cláudio Castro (PL), inelegível, aparece numericamente à frente com 12%, seguido por Benedita da Silva (PT), com 10%, em dois cenários testados. Em terceiro cenário, sem Castro, Benedita tem 11% e Marcelo Crivella (Republicanos), 8%. Considerando a margem de ±3 pontos, há empate técnico em todos os cenários. Mesma metodologia da pesquisa de governo (1.200 entrevistas, 21 a 25/04, registro TSE RJ-00613/2026). (Fonte: Poder360, 27/04, link)

Paraná

Quaest no governo do PR — divulgada em 27/04. O senador Sergio Moro (PL-PR) lidera a disputa pelo governo do Paraná em todos os cenários testados, tanto de 1º quanto de 2º turno. Em eventual 2º turno contra Requião Filho, Moro vence por 49% a 30%. A gestão atual, do governador Ratinho Junior (PSD), é aprovada por 80% e desaprovada por 13%; em avaliação, 70% a consideram ótima ou boa, 21% regular e 6% ruim ou péssima. Metodologia: 1.600 entrevistas presenciais, de 11 a 14 de abril; margem de erro de ±2,5 pontos percentuais; intervalo de confiança de 95%; registro TSE BR-08453/2026 (cenário governo); 1.104 entrevistas, de 21 a 25 de abril, com margem de ±3 pontos, para a avaliação da gestão estadual (registro PR-02588/2026). Levantamentos contratados pelo Banco Genial. (Fontes: Poder360, 27/04, link; CNN Brasil, 27/04, link)

Quaest no Senado pelo PR — mesmo levantamento. Alvaro Dias (MDB) e Deltan Dallagnol (Novo) lideram a corrida ao Senado pelo Paraná em todos os quatro cenários testados. Metodologia: 1.104 entrevistas, de 21 a 25 de abril; margem de erro de ±3 pontos percentuais; intervalo de confiança de 95%; registro TSE PR-02588/2026. (Fonte: Poder360, 27/04, link)

Pará

Quaest no governo do PA — divulgada em 27/04. Levantamento Genial/Quaest aponta empate técnico no 1º turno entre Dr. Daniel Santos (Podemos), com 22%, e Hana Ghassan (MDB), atual governadora interina, com 19%. Mário Couto (DC) tem 11%, Cleber Rabelo (PSTU) 3%, Araceli Lemos (PSOL) 2%; brancos, nulos e isentos somam 13%. Em cenário sem Couto, Daniel tem 24% e Hana, 22%. Em eventual 2º turno, Daniel vai a 34% e Hana a 29%, com 25% de indecisos. A gestão de Helder Barbalho (MDB) — que deixou o cargo para disputar o Senado — é aprovada por 63% e desaprovada por 27%. Metodologia: 900 entrevistas presenciais em 52 municípios, de 21 a 25 de abril, com eleitores de 16 anos ou mais; margem de erro de ±3 pontos percentuais; intervalo de confiança de 95%; registro TSE PA-09305/2026; custo R$ 181.155,18, pago pela Genial Investimentos. (Fontes: Poder360 — governo, 27/04, link; Poder360 — Helder, 27/04, link)

Quaest no Senado pelo PA — mesmo levantamento. Helder Barbalho (MDB) e Delegado Éder Mauro (PL) lideram nos dois cenários testados para as duas vagas paraenses ao Senado. Metodologia: 900 entrevistas, de 21 a 25 de abril; margem de ±3 pontos; intervalo de confiança de 95%; registro TSE PA-09305/2026; custo R$ 181.155,18, pago pelo Banco Genial. (Fonte: Poder360, 27/04, link)


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