Noticiário Comentado

Feministas Querem Concurso de Beleza sem Mulher Bonita

Uma das notícias mais inusitadas da semana foi esta: uma organização feminista francesa entrou na justiça contra o concurso Miss França, alegando que a seleção das candidatas por sua beleza é discriminatória. O jornal Le Point relata que a ação judicial foi apresentada pelo grupo ativista Osez le féminisme!, cujo nome pode ser traduzido como ouse o feminismo, ou ouse ser feminista.

A querela teria sido causada pela recusa dos organizadores do concurso em aceitar três mulheres que não atendiam aos critérios de admissão, entre os quais constam ser solteira, magra e — para surpresa de alguém? — bonita. 

Candidatas ao título de Miss França.
Candidatas ao título de Miss França. Foto: divulgação.

Aqui eu me pergunto: e se as competições de body building fossem obrigadas a aceitar candidatos franzinos? E se os campeonatos de xadrez fossem obrigados a aceitar jogadores ineptos? É claro que os organizadores desses eventos poderiam, por gentileza, admitir a inscrição de magrelos, toupeiras e barangas, que participariam sem possibilidades reais de vitória, sendo aceitos nas disputas para seu conforto psicológico e o dos ativistas. Mas sabemos que não terminaria nisso. Logo viriam demandas por mudança de regras, por igualdade de resultados, para que, afinal, um mirrado pudesse ser declarado o novo Schwarzenegger; um idiota, o novo Kasparov; uma feiosa, a nova Lynda Carter.

Qualquer pessoa sensata vê nisso um absurdo, uma estupidez que deve ser varrida para longe, se não puder ser ignorada. Os ativistas que apresentam demandas como a de acabar com a “discriminação” em concursos de beleza compreendem isso e não esperam ser atendidos. A demanda absurda é apenas um diversionismo que atrai atenção para sua causa e semeia discórdia, preparando o terreno para que mais adiante alcancem seus verdadeiros objetivos.

Como objetivo imediato, só o espaço de mídia gratuito gerado pela demanda escandalosa já é boa recompensa, colocando o grupo sob holofotes e possibilitando que apresentem outras demandas, talvez mais realistas. No longo prazo, a confusão que pode ser disseminada na sociedade — em nossa sociedade ocidental fragilizada por décadas de teorias críticas, (des)construtivismos, em suma, infantilização — pode levar a resultado muito mais relevante (para os ativistas) do que a mera inclusão de duas ou três feministas em um concurso de beleza. O objetivo maior de muitas feministas é a destruição desses concursos, sua proibição, e a punição de quem ouse dizer que uma mulher é mais bonita do que outra, que um homem é mais forte do que outro, que algumas pessoas são inteligentes e outras são imbecis.

Como dizia Raul Seixas, eu também vou reclamar. O ativismo de que nossa sociedade mais precisa hoje é completamente outro e poderia muito bem se chamar “Ousemos o Bom Senso!

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